Do blog Repiquete

A pauta é a cidade

por Alcilene Cavalcante

Alianças para o segundo turno e posições dos partidos praticamente definidas, candidato Clécio Luis saiu na frente e recebeu apoio dos candidatos Evandro Milhomem (PC do B) e Davi Alcolumbre (DEM). De Lucas Barreto, de parte do PT e parte do PSDB.

Executiva do PSB aprovou neutralidade e o Diretório Municipal do PT, aprovou voto nulo.

Nos últimos dias, uma discussão ideológica estéril tomou as redes sociais, ocupando o lugar do que interessa nesse momento: como governar a cidade de Macapá, tornando-a melhor para as pessoas viverem.

O debate, falso que só, era pelo incomodo do apoio do candidato Davi Alcolumbre, que é do DEM, ao candidato do PSOL.  A brincadeira do “Cinquenta Tudo Aí”, da turma de Davi, incomodou os que torcem pela vitoria do candidato Roberto Góes. E haja pancada no PSOL por causa do apoio de Davi. E muitas articulações com a ala à esquerda do PSOL de outros estados, que soltou nota muito preocupada (só que não) com a aliança de Macapá.

O presidente do diretório nacional do PSOL, deputado Ivan Valente jogou água na fervura. Pelo twitter, disse, entre outras coisas  que“Agora é hora de cerrar fileiras para garantir a vitória do PSOL (…)”

Alguns, que nem vou classificar, aproveitaram o momento pra “espancar” o senador Randolfe. Sem criticas ao seu mandato e sem argumentos para bater no candidato Clécio, “o pau cantou” por causa do apoio de Davi. Como se qualquer candidato que fosse ao segundo turno, não quisesse o apoio do deputado simpático, que fez uma campanha alegre, com pouca estrutura, sem rejeição e que teve milhares de votos. Coisas da hipocrisia do debate político tacanho.

Eu adoro debates ideológicos e discutir política. Fui formada no movimento estudantil de esquerda, em tendência que fazia parte de um partido clandestino que se abrigava no PT. E onde os militantes recebiam formação política/ideológica fortes.

Mas, francamente. Penso que em uma disputa para a prefeitura da cidade, o que mais interessa à população é quem tem mais capacidade para resolver os problemas que batem na porta de sua casa e afetam sua família e que são de responsabilidade da gestão municipal: Coleta de lixo, atendimento digno nos postos de saúde, creche e ensino básico de qualidade, transporte coletivo que atenda suas necessidades de tempo e locomoção, segurança e cuidados com vias, praças e passeio públicos, entre outros. E poder observar qual dos candidatos tem mais perfil de empreendedorismo público, para inovar e articular projetos e soluções criativas, que tornem  Macapá uma cidade melhor e mais agradável aos seus moradores, e que tenham direito também a espaços de lazer, à cultura e ao entretenimento.

Além de ficar atenta para escolher um gestor que não vá roubar o dinheiro público que tem que chegar em forma de benefícios ao seu bairro e à sua rua.

Foco no que interessa.

  • Para reflexão
    O homem foi criado para ser um agente livre e capaz para tomar as suas próprias decisões, isto porque Deus queria se relacionar com alguém que pudesse escolher amá-lo livremente, sem qualquer intervenção de Sua parte. Sábia decisão do Criador. Ocorre que, dentro do coração humano acontecem coisas estranhas como, por exemplo, qual é o uso que faremos de nosso livre arbítrio. E a meta que traçarmos para nossas vidas vai, efetivamente, determinar o nosso destino.

    Uma grande escolha nos foi imposta, há mais de dois mil anos atrás, e o resultado determinou o futuro da humanidade: Jesus ou Barrabás. Quando estas duas opções foram apresentadas, o que estava sendo oferecido era para que o homem optasse entre o bem ou o mal, entre o justo e o injusto, entre a morte e a vida, entre o céu e o inferno, entre a bênção e a maldição, entre Deus e o Diabo. Vamos ver no que deu: “Crucifica-O! Crucifica-O!” e ainda “que o sangue dEle caia sobre nós e nossos filhos!”. Há mais de dois mil anos que sofremos as trágicas conseqüências daquela triste e deplorável decisão. É por isso que o mundo está do jeito que está, padecendo com tragédias tão tremendas que lhe foge à compreensão.

    A escolha fatal foi entre um ser repleto de amor e um assassino, entre um que se deu no lugar dos condenados para lhes salvar a vida e um assassino! Péssima escolha fizemos. Mas, ainda há tempo para mudarmos a nossa decisão, ainda há tempo para escolhermos a vida e não a morte, o que nos impede? Pensemos bem em que representa cada uma das opções que temos, um é amor, é vida, é liberdade, é alegria eterna sem nenhum tipo de padecimento. O outro é morte, é inferno, é fogo eterno e um tormento que nunca se acaba. Tudo é uma questão de opção. Qual é a sua?

  • Não dá pra entender as picuinhas de pessoas preocupadas somente com SIGLAS POLITÍCAS,o importante neste momento é O MUNICÍPIO DE MACAPÁ e graças ao bom DEUS que temos um candidato que tem todas as qualidades necessárias para que tenhamos NOSSA MACAPÁ com outros ares.Gente! não dá para continuarmos com briga de poderes para poucos e grupinhos.Oimportante é ter MACAPÁ FELIZ.Eu sou LIVRE SOU CLÉCIO.

  • O que mais me preocupa não são os maus,eles são poucos,são minoria;o meu pavor está nos bons que são a maioria,e permanecem omissos,de braços cruzados.Martin Luther King.

  • Concordo com Vc. Aliás no Brasil a coisa anda invertida há muito tempo. A ideologia deveria definir a opção politica, que por sua vez provia a alinça eleitoral. No brasil a coisa tem sido o inverso. A conveni~encia eleitotal vem se sobrepondo a tudo. Não entende portanto o motivo desse pseudo purismo em função do poio dado ao PSOL pelo DEM.
    Alcione

  • Revendo as estatísticas do contexto político atual entendo que: O povo de Macapá, neste pleito, fez um julgamento das atuais gestões da Prefeitura e do Governo do Estado. Cristina apresentou rejeição de 57%, considerando a margem de erro podemos considerar 60%. No primeiro turno das eleições municipais, tinhamos 6 candidatos, 5 opções de mudança e 1 sendo avaliado. O atual prefeito alcançou somente 40% dos votos validos. Significa dizer que 60% do eleitorado optou por uma das 5 opções de mudança. Resumindo, 60% da população está reprovando os Governos estadual e municipal.

  • A ideologia é algo que já foi deixado de lado há muito tempo.As alianças se fazem por pragmatismo.E isso não se restringe só as eleições municipais,mas em qualquer nível.O grande problema é que ninguém admite isso.O que importa pros partidos é chegar ao poder.Exemplos não faltam,os partidos são meras siglas que servem para abrigar pessoas com sede de poder.Ideologias pouco importam e isso só tende a se intensificar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *