O rompimento de Janary Nunes e Amilcar Pereira

Assim se deu o rompimento Janary x Amilcar
Por Ernani Marinho

Ernani Marinho

Janary Nunes e Amilcar Pereira, desde a instalação do Território Federal do Amapá, sempre navegaram os mesmos rios e igarapés, no mesmo barco, sob o comando do primeiro.

Amilcar era o grande nome da confiança do governador. Começou como chefe do Posto Médico do Oiapoque, de onde foi trazido a Macapá para comandar o Posto de Puericultura, jóia da primeira dama, indo logo a seguir dirigir a Divisão de Saúde (seria hoje a Secretaria ). Logo depois virou Secretário Geral, com a saída de Raul Waldez, e com a ida de Janary para a Petrobrás, tornou-se governador.

O acidente que vitimou o deputado federal Coaracy Nunes e o seu seu suplente Hildemar Maia, provocou nova eleição no Amapá, com Amilcar Pereira deixando o governo para se eleger o novo deputado amapaense.

Quando Amilcar deveria renovar o seu mandato, Janary, já fora da Petrobrás e da embaixada da Turquia, reivindicou para si, pela sua liderança, a condição de candidato natural, com o que não concordou Amilcar e o seu novo líder, o governador Raul Waldez, que fora o primeiro Secretário Geral da era janarista. E aí aconteceu o inevitável: o rompimento Janary x Raul Waldez/Amilcar.

Postas as duas candidaturas (Janary x Amilcar), estabeleceu-se, em 1962, uma campanha política duríssima que o Amapá jamais conhecera.

Sacramentado o rompimento e postas as candidaturas, os candidatos passaram a buscar apoio, como nesta foto, com o deputado Amilcar Pereira reunido com lideranças estudantis.

De costas Haroldo Franco, presidente da UECSA, ao seu lado Ernani Marinho e o saudoso Guioberto Alves, secretário geral e diretor de esportes da UECSA, respectivamente, e logo depois do deputado, de óculos, José Aldeobaldo Andrade, do Grêmio Acelino de Leão, da Escola Técnica de Comércio, e João Moreira, presidente do Grêmio Ruy Barbosa, do Colégio Amapaense.

Essa reunião contou ainda com as presenças de Otávio Oliveira, prefeito de Macapá, e dos estudantes Elson Martins, Nestlerino Valente, Isnard Lima e Carlos Nilson da Costa, que não aparecem na foto.

  • Alcinéa,

    fui obrigado a editar esta matéria para corrigir omissões cometidas.
    Deixei de mencionar as presenças à reunião de Elson Martins, Isnard Lima, Nestlerino Valente e Carlos Nilson da Costa, além do prefeito de Macapá, Otávio Oliveira, os quais não aparecem na foto.

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