O STF afastou do cargo nesta quarta-feira (4) o prefeito de Macapá (AP), Dr Furlan. O vice-prefeito também foi afastaado. Eles são suspeitos de fraudes na construção do Hospital Geral do município, o que vem sendo investigado desde o ano passado.
Em setembro do ano passado a Polícia Federal deflagrou a Operação Paroxismo, com o objetivo de apurar um esquema de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de capitais relacionado a uma concorrência pública conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. Na época foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, inclusive na residência do prefeito Furlan.
A PF detectou indícios da existência de um esquema criminoso estruturado, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e pagamento de propinas no projeto de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal da cidade. O contrato, formalizado em maio de 2024, foi firmado por R$ 69,3 milhões.
O grupo utilizava mecanismos de dissimulação patrimonial, incluindo entregas físicas de numerário e movimentações bancárias para ocultar a origem ilícita dos valores.
HOJE
A Polícia Federal deflagrou hoje, quarta-feira (4/3), a segunda fase da Operação Paroxismo, com o objetivo de aprofundar as investigações que apuram um possível esquema de fraude à licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
De acordo com as investigações, há indícios de existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, ao desvio de recursos públicos e à lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e de execução das obras do Hospital Geral Municipal da cidade.
Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, de Belém/PA e de Natal/RN, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou ainda o afastamento de servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.
O prefeito Dr. Furlan – que é pré-candidato ao governo – ontem filiou-se em Brasília ao PSD, partido pelo qual pretende ser candidato ao governo com o apoio de Bolsonaro.