Crônica do Sapiranga

PARABÉNS MANA!
Milton Sapiranga Barbosa

Hoje, 25 de Agosto, dia  do soldado do Exército Brasileiro, é um dia muito especial para a família Barbosa/Brito, pois, no ano de 1930, que a Dona Alzira A. Barbosa, então com 15 anos de idade, colocava no mundo MARIA CÉLIA BARBOSA, que 20  mais tarde, depois de casar com o jovem vigiense RAIMUNDO BRITO, passaria a assinar seu nome como Maria Célia Barbosa Brito.

Mariazinha, como era tratada em família e por suas muitas amigas, era a bondade em pessoa, prestativa e uma de mulher de fibra, sempre ajudando nossa mãe, lavando e passando roupas, fazendo doces e salgados, lavando cuias e mais cuias nas quais mamãe vendia mingau e tacacá, nas noites de festas do Salão do Pecó, e ainda encontrava tempo para ensinar as primeiras letras ao seu irmão caçula, esse que vos escreve, danado que só quando moleque.

Dá união com Raimundo Brito( que foi jogador do Luzeiro da Vigia, São José, Amapá Clube e Seleção amapaense) nasceram   8 filhos, 5 homens e 3 mulheres, sendo que   duas meninas( Cleide e Socorrinho) não atingiram dois anos de vida e um homem( Ti Nem) morreu aos 6 anos de idade. Os cinco restantes, Carlos Brito, Carmem Lúcia, Cláudio ,  Clovis e Cleoney, ainda estão por aqui dando continuidade a formação da árvore genealógica dos Barbosa/Brito..

Minha irmã, mesmo tendo perdido o marido e um filho vítimas  de acidentes automobilísticos, nunca se  deixou abater. Desde que seu marido foi acidentado ela não o abandonou um instante, mesmo estando grávida de 7 meses  de seu oitavo filho, acompanhou-o até Belém e, com muita coragem, os últimos momentos de vida do esposo, único homem que amou em vida e pós morte, pois sendo viúva e ainda jovem e bonita, não se interessou em encontrar um  substituto, mesmo que fortuito, para padrasto de seus  filhos. Viu ele morrer, praticamente em seus braços. Com a ajuda de mamãe criou  5 filhos  com a maior dignidade e honradez, dando-lhes maravilhosos  ensinamentos de vida para que fossem pessoas de bem. Os ensinamentos foram seguidos à risca, eles nunca praticaram qualquer tipo de ação que pudesse manchar a memória de seus pais. Foi dona Mariazinha, minha querida, saudosa e inesquecível irmã, que colaborou e muito com  mamãe na minha formação, inclusive nas muitas surras que fizeram meu lombo arder.  Mais enquanto viver, lembrarei com o maior orgulho  de  tudo que aprendi com ela.

Hoje, 25  de agosto, se viva fosse, a mana Mariazinha  estaria completando 80 anos de vida e eu, mesmo  com os olhos derramando lágrimas saudosas, não poderia deixar de prestar-lhe, pós morte, esta homenagem de reconhecimento e agradecimento por tudo que ela representou e ainda representa em minha vida, já que de vez enquanto  me vejo seguindo suas lições e cantarolando as músicas que ela cantava para me fazer dormir.

Receba meus parabéns, Mana, aí ao lado do bom Deus, pois, tenho certeza, você mereceu estar aí. E dá um beijo na Mamãe.

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