A cada 10 exames, 7 testam positivos para coronavírus no Amapá

A taxa de positividade dos exames de Covid-19 no Amapá chegou a 76,33% nesta quarta-feira, 6. Ou seja, a cada 10 exames emitidos, pelo menos, 7 confirmam a doença. Das últimas 131 amostras biológicas analisadas, 100 testaram positivos. Os dados refletem o número de casos confirmados, que já se ultrapassa os 2 mil.

A crescente curva dos últimos dias mostra ainda que:

Dia 3 de maio: foram registrados 1.482 casos confirmados, sendo 295 novas confirmações só em 24h

Segunda-feira, 4: o número geral subiu para 1.733 casos, sendo 251 novas confirmações

Terça-feira, 5: o boletim contabilizou 1.931 casos, sendo 198 novos

Quarta-feira, 6: o Amapá bateu a marca de 2.046, casos positivos, sendo 115 novos.

– Com isso, ao todo, contabilizou 859 novos casos em quatro dias, e o número de óbitos saltou de 43 para 56.

Outro crescimento acelerado é no número de amostras biológicas protocoladas no Laboratório Central do Amapá (Lacen). Até o dia 28 de abril a média de novas amostras entregues pelos municípios era de 200 diariamente. Entretanto, no dia 29 foi registrado um pico de 475.

Houve uma pequena redução, mas nos dias 4 e 5 de maio foram registrados novos saltos de entrada de amostras – 450 e 609, respectivamente, e até o meio dia de hoje, outras 360 chegaram. Assim, em três dias, a unidade recebeu 1.419 novas amostragens para análise, tendo atualmente o acumulado de 3.296

A capacidade de testagem do Lacen é de 90 exames por dia e 630 por semana, além das 20 análises diárias em um laboratório particular, contratado pelo Governo do Estado. Semanalmente acontece também o envio de 800 amostras para o Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém do Pará.

Segundo o diretor-executivo do Lacen, Gelmires Queiroz, a taxa de positividade está em nível preocupante. Essa situação é associada ao descumprimento da principal medida de prevenção: o isolamento social.

O Governo do Estado tem reforçado medidas para manter a segurança sanitária, como a prorrogação da quarentena e a intensificação de fiscalizações em locais públicos e empresas privadas. Segundo recomendação do Ministério da Saúde, a média ideal de isolamento social é de 70%.

“Esse índice é alarmante. Significa que a população amapaense não está cumprindo rigorosamente com as medidas de distanciamento social e, agora, estamos enfrentando essa situação. Infelizmente, a tendência é de que a taxa de positividade se aproxime ainda mais dos 90%”, explicou Queiroz.

Considerando o grande número de novas amostras e o alto percentual de positividade nos exames, as projeções apontam para a continuidade do crescimento de casos, como explica o economista e secretário de Desenvolvimento das Cidades, Teles Júnior.

Estamos tendo uma expansão elevada do quadro da doença num curto espaço de tempo. Se as pessoas continuarem se expondo e não respeitando os decretos dos órgãos públicos, a expectativa é que esse cenário, que já é crítico, se agrave ainda mais”, alertou.

Teles reforça ainda que a alta demanda de mercado e o isolamento geográfico do estado, seguida da redução de voos comerciais, dificultam a aquisição e transporte de equipamentos, insumos e o envio de amostras para análise para o Instituto Evandro Chagas, no Pará.

“O vírus atinge o mundo todo e, com a baixa no número de voos e a nossa demanda por medicamentos e insumos aumentando, teremos que lidar com a sobrecarga de todo o sistema de saúde no estado”, continuou Teles Júnior.

Se a taxa de positividade se mantiver na faixa dos 70%, serão aproximadamente mais 2.300 casos positivos no Amapá ao final da análise das 3,2 mil amostras acumuladas. Número que também se traduz além das confirmações, em atuais 272 internações entre pacientes confirmados e suspeitos, nas redes hospitalares estadual e privada, e ainda, 56 óbitos – de acordo com o último boletim.

Outro índice preocupante é a taxa de incidência de casos de Covid-19 do Amapá, que é a maior do país,

(Fonte: Portal do Governo do Amapá)

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