Vacinação de quilombolas está suspensa por causa dos “fura-fila”

Em reunião, nesta segunda-feira (12), representantes do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), do Conselho Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), e da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá (Semsa) decidiram pela suspensão temporária da vacinação de quilombolas e ribeirinhos, em Macapá, para reorganizar o calendário de imunização. A iniciativa está relacionada ao recebimento de denúncias pelos órgãos de controle de que pessoas de fora do grupo estariam sendo imunizadas com as doses destinadas a quilombolas.

Durante o encontro online, o procurador da República Alexandre Guimarães reforçou a necessidade de se estabelecer critérios para identificar efetivamente pessoas que, de fato, pertencem às comunidades quilombolas. “Por precaução, foi acordado entre todos os participantes que seria mais cauteloso suspender, por ora, a imunização pra que se possa aprimorar, reorganizar esse processo o mais rápido possível a fim de garantir a retomada da vacinação, em breve”, explicou o procurador da República Alexandre Guimarães.

Em paralelo à discussão sobre a suspensão temporária da imunização, foi criado o Grupo de Trabalho (GT) Vacinação Quilombola, com o intuito de acompanhar, dar transparência e garantir que integrantes das comunidades tradicionais recebam a vacina contra a covid-19. Além dos MPs, do Conaq e de lideranças das comunidades, compõem o GT a Defensoria Pública da União, a Secretaria de Estado da Saúde e secretarias de saúde dos 16 municípios do Amapá.

Em reunião prevista para esta quarta-feira (14), o GT deve discutir as providências para que seja definida a data de retomada da imunização. O GT também discute o levantamento do número de integrantes das comunidades quilombolas do Amapá, bem como a transparência do quantitativo de pessoas imunizadas e de doses disponíveis para o grupo prioritário.

(Fonte: Portal do MPF-AP)

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