Chuva e poesia na boca da noite

A sexta-feira estava chuvosa. Mas chuva também é inspiração para se fazer poesia, portanto o grupo decidiu que com ou sem chuva, não poderia faltar poesia na boca da noite na primeira sexta-feira do mês. E confirmou-se que São Pedro ama os poetas, pois quando faltavam poucos minutos para as 17h, a chuva cessou.
A terra molhada é boa para se plantar e, decidimos então plantar os mais lindos versos. Fizemos um jardim de poesias, no Lugar Bonito, ao lado da Fortaleza de São José.

Estendemos o Pano da Vida e iniciamos a rodada de poesias fazendo uma saudação poética a São Pedro

Recebendo as bênçãos do padroeiro São José e de São Pedro, o carinho em forma de brisa do Rio Amazonas e tendo como cenário a Fortaleza e o Rio, poetas e amantes da poesia falaram, disseram e declamaram poesia , transformando a primeira boca da noite do mês num momento mágico e cheio de lirismo, que contou com as estréias de Ruy Guarani Neves, Kátia Henriques, Fátima Pelaes, Clécio Luís, Liviane Almeida e Roger – este um médico que faz emocionantes versos para seus pacientes.

Kátia Henriques faz sua estréia no movimento Poesia na Boca da Noite declamando poemas seus e de Augusto dos Anjos. De ouvidos, olhos e corações atentos Ruy Guarani Neves, Fátima Pelaes e Pedro Henrique – que também declamaram.

Deusa Hilário, a nossa querida Deusa das Letras, encanta com poemas de seu novo livro que será lançando brevemente

A menina Julinha, princesinha do grupo, não perde um encontro. Gosta de declamar Cecília Meireles, Alcinéa Cavalcante e Glória Araújo. E ela já está começando a escrever poesias. Dia desses nos brindou com um poema de sua autoria.

A noite caiu acendendo mistérios e o grupo continuou enfeitando a vida com versos

  • Oi, Roger, fiquei feliz com o seu pouso lá na boca da noite. Comentei com a Fernanda, que este mundo ainda tem salvação…
    Que o Divino criador e a magia da poesia estejam sempre ao seu lado ao tratar das pleuras, dos pulmões e brônquios das pessoas que lhe procuram.
    Paz e luz a você que fez essa bonita escolha, cuidar da dor!
    Abraço carinhoso!

  • Belo encontro. Admirei todos e particularmente aquela menininha que declamou com sentimento nortista o valor da palavra. Não imaginei ser tão bem recebido por todos. Não poderei estar no próximo evento, lamento, no entanto deixo para todos o sentimento de que pleura, pulmão e brônquios podem rimar com o pluralismo dos versos, da prosa e da rima, quando se misturarem nas imediações do “meio do mundo”.

    • Êi, caro Roger. Obrigado por participar. Somos assim mesmo! Um jeito caboclo, mas sincero. Gostei muito daquele primeiro poema que vc declamou. Esperamos que, quando estiveres em Macapá, faças ancoradouro em nosso movimento.

  • Poesia na Boca da Noite… -Taí! Gostei! Como diria meu bom e nosso amigo Marcondes, escondido lá por detrás das seringueiras do Marco Zero.
    Qualquer dia, qualquer hora, arranco o Marcondes de sua clausura, e aterriso a teu lado, com o peito amedalhado de poemas, minha bela Poeta Alcinea…
    Só te digo:
    EU VOU AÍ!

  • Foi lindo o poesia na boca da noite… maravilhosa experiência… a poesia encanta e alivia a alma,mente e coração… Nos deixa mais próximos de uma imensa e positiva plenitude…parabéns! Carpe diem…

  • Gostei muito e a Fátima tambem. Você como sempre, trazendo alegria aos amantes da poesia. O saudoso Alcy continuará lhe dando inspiração!…

  • Foi um ótimo encontro como sempre. Eu me sinto tão bem ao lado de todos vocês, mesmo que seja só ouvindo seus versos. Ainda estou dando meus primeiros passos neste mundo da poesia. Um abraço a todos. 😀

  • Maravilhoso, como queria está lá para vivenciar este momento poético em que nossas almas entrariam em sintônia versejando lindos versos. Parabéns a todos que organizaram o evento, me avise quando houver outro para que possa participar sou um amante da poesia e também escrevo alguma coisa quem sabe até não poderia declamar uma minha ou sua ou qualquer outro poeta amapaense, parabéns, Abraço!

  • A passos
    chiados!
    encharcados!
    A chuva
    turva
    as curvas
    Dos igarapés
    de mururés
    Embassa
    as lentes
    dos óculos – olhos
    Dessa gente!

    chauvinista!

  • Foi um encontro lindo, depois de corremos da chuva Thiago Soeiro me entregou este acróstico intitulado de À Estrela Azul para o nosso varal da poesia:

    Ainda pequeno olhava o céu admirando teu brilho
    Luz divina, que enche os olhos de um menino
    Com meus dedos tentei tocá-la
    Imaginei até uma escada para te alcançar
    Noite em claro na janela do quarto a te admirar
    É a luz que tenho a me guiar
    A estrela que nunca vai deixar de brilhar

    Que linda homenagem a você nossa bem-amada embaixadora. Parabéns Thiago. Beijos meus e da Julinha

  • Alcinéa, ficou lindo o jardim de poesias! Muitas outras hão de por lá brotar. A chuva que fecunda a terra, o anoitecer entre raios de sol e nuvens escuras aquarelaram o céu de magia e beleza.
    Abençoada poesia, que reune diferentes gerações, credos e ideologias,e faz a gente acreditar num mundo mais bonito e até esquecer de conter as gotas de chuva que chegaram de repente regando o jardim das letras, palavras e encantamento.
    Um beijo a todos e todas que lá estiveram e tomaram um banho de chuva, poesia e ternura!

    • Deusa das Letras, adoro ver você pegar o baú que as encerra e nos deliciar com escrsto vale também para o que a nossa adorada Fernanda escreveu, incluindo o acróstico.

  • A chuva é amiga da poesia. Deus também. E sabendo que o verso só faz o bem, permitiu que o Movimento desfilasse uma chuva de arte. Valeu, Embaixadora!

    • Amigo Cleo. É inacreditável o que se pode dizer com poucas palavras. Senão vejamos a mensagens dos poetas. “…É preciso amor
      Pra poder pulsar
      É preciso paz pra poder sorrir
      É preciso a chuva para florir…
      Boa semana.

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