Cronistas do blog

Na medida certa                                               
Cléo Farias de Araújo

Ontem, à tardinha, em amigável conversa no terreiro da minha casa, olhando as coisas da vida, entre o voo de um ou outro passarinho, já procurando lugar pra pernoitar e o passar dos carros, vi vários estudantes caminhando rumo às suas casas. Observei a diferença nas indumentárias, ao estabelecer uma comparação entre o uniforme do meu tempo de estudante e o de agora.

Nos anos 60 e 70, o uso do uniforme era obrigatório. E tinha que ser completíssimo: calça, para os homens, saia, para as mulheres, blusa com distintivo para todos, identificando, inclusive, a série à qual o aluno pertencia. Além disso, o uso de cinto, para o naipe masculino e o de meia, para ambos, também eram itens imprescindíveis. Aluno “descomposto” NÃO ENTRAVA NA ESCOLA!

Se hoje as famílias são, talvez, menos numerosas, quiçá pela globalização da economia (tudo fica ao sabor do dólar e do euro) e o custo de vida é, talvez, mais cruel, antigamente era comum um casal ter grande prole. Foi o caso da minha família. Meus pais tiveram 10 filhos, sendo cinco homens e igual quantidade de mulheres. Como, no Brasil, os salários da época eram impostos pelos patrões (não havia greve por soldos, pacto laboral, nem convenção coletiva de trabalho), os ganhos dos servidores ficavam adormecidos por muito tempo. Com isto, o orçamento familiar tinha que caminhar em terreno estreito, sem dar margem a sonhos mais audaciosos. Por isso, uniformizar os curumins era tarefa titânica. Muitas vezes, em famílias numerosas, “até que as coisas melhorassem”, uns filhos eram matriculados pela manhã e outros à tarde: só para que todos usassem uniformes. Era como dizia meu avô: “Chico tira, Mané veste”!

O uniforme, dizia o diretor, “é o passaporte do aluno para as atividades escolares. Então, deve estar dentro do figurino”! Conforme o pensamento da época, as saias das alunas tinham que estar na altura certa, ou seja, aqueles saiões lá próximo ao tornozelo. Mas, para alegria dos jovens, veio a estilista inglesa Mary Quant e pôs lenha na fogueira, criando a minissaia. Total alvoroço! Época da Jovem Guarda, revolução de posturas, etc. Foi então que—em nome da moral e dos bons costumes e em oposição à minissaia—surgiu, nas escolas, uma nova atividade: o medidor de saias. Quem media a exatidão da altura, tinha na mente que a bainha da peça de baixo do uniforme ficaria, no máximo, em cinco centímetros acima do joelho. Assim, como todo jovem tem sempre um antídoto para cada ordem, as alunas mandavam fazer a peça num tamanho que não despertassem suspeitas. Só que, quando ultrapassavam a inspeção, enrolavam o cós das saias, usando-as “na última moda”. Ficavam o tempo todo naquele vai-vem, pois as inspetoras seguiam as mais “apresentadas”, fazendo com que baixassem a vestimenta ao nível previamente estabelecido.

Em muitos momentos, por não se ter ou por se ter esquecido, íamos à escola sem meia. Éramos barrados sumariamente! Os inspetores da época (hoje, são chamados auxiliares de disciplina) agiam sempre implacavelmente, no cumprimento das ordens que recebiam. Na entrada da escola, ficávamos em fila indiana para cantar o hino e para a inspeção diária. Se algum inspetor dava pela falta de um item, mesmo que fosse a meia, éramos impedidos de entrar. E, não raras vezes, esses fatos se davam em dias de prova. Vejam só: Barrados por uma simples meia! Uma peça do vestuário que serve apenas para o conforto dos pés.

Não sei se por conta do jeitinho brasileiro ou da Lei de Gérson (gosto de levar vantagem em tudo, certo? – de um comercial de cigarros), o cinema do destino e do tempo me faz lembrar de situações memoráveis, na vida estudantil: os dribles aplicados nos inspetores.

Os alunos que estavam de uniforme completo e, por conseguinte, entravam na escola, por conta do coleguismo com seus pares, sentiam-se “convidados” a ajudar quem era barrado. Por esse motivo, a criatividade, plagiando Castro Alves, fazia “brotarem meias, meias à mão cheia… e mande o inspetor pastar”!
Como isso ocorria?
Simples: Cada par de meia de aluno que entrava na escola era retirado e jogado por cima do muro (IETA, GM, CCA) ou jogado lá de cima da marquise (CA), aos barrados. Assim, cada estudante calçava apenas um lado da meia. Ao chegar em frente ao inspetor, levantava apenas o lado em que aparecia a peça e era autorizado a ingressar. O fiscal nunca pedia para os alunos levantarem os dois lados das pernas das calças. Já dentro do prédio, a meia era devolvida ao dono.
Mas como todo plano tem a possibilidade das “variáveis”, ocorreram alguns casos interessantes: determinado aluno, de dentro do IETA, ao jogar o par de meia para o lado de fora, o fez cair sobre um professor cricri que passava naquele momento e a farsa foi descoberta. Principalmente, porque a meia estava bordada com as iniciais do aluno “samaritano”.

Outro caso: quando estávamos na fila de inspeção, um estudante que já havia passado na vistoria, jogou seu par de meias pela marquise do Colégio Amapaense, para atender o colega que estava embaixo. Só que a peça não chegou ao destino: ficou engatada no cimento grosso que havia num pedaço da laje. Os dois ficaram “de mal” por um tempo, pois o barrado achou que foi esquecido pelo “arremessador”.
Em outro momento, dois colegas de sala que haviam feito um trabalho juntos, no dia da apresentação, um deles foi sem meia. Já sabendo que seria barrado, disse ao colega:
─ Tu vais. Assim que tu entrares, joga as meias pra mim. Por garantia, eu fico aqui com o trabalho até o material chegar.

Assim foi feito. Só que um moleque mais sajico, que passava por ali, pegou as meias por primeiro, agradeceu o presente e saiu em desabalada carreira. Resultado: Ambos os colegas tiraram zero no trabalho, já que o sem-meia ficou do lado de fora.

Mais uma situação curiosa: no período dos desfiles escolares, a cada aluno que desfilasse, era dado um cartão/passaporte, assinado pelo diretor da instituição. Sem aquele salvo-conduto, era impossível ingressar no próximo dia de aula. Então, dois irmãos gêmeos que estudavam na mesma escola, mas que só um desfilara, foram à aula. Chegando lá, um foi e o outro ficou esperando. O garoto apresentou o cartão ao inspetor, que o guardou. Este mandou o garoto entrar, mas ele ficou ali, parado igual um dois de paus. Não arredava pé.
─Vai, menino. Entra logo! ─ e o aluno, nada. ─ Avia, menino, vai pra tua sala! ─ e o moleque ali, parado, como se esperasse algo acontecer.
─ O que é que tu tá esperando? Tu quer pegar uma suspensão?
Aí o aluno revelou o motivo de sua paralisação:
─ É que a mamãe mandou dizer pro senhor que só um de nós desfilou, mas como não dá pra identificar quem foi, o senhor ia compreender e deixar os dois entrarem. (baixem o pano rápido!).

  • Pois é Erich, mesmo dando importância as nossas vaidades de adolescentes, não podíamos deixar de assistir as aulas.Tinhamos que dar nosso jeito. Sentiamos falta dos colegas, professores, inspetores e das sac…Estudar, para nós, era uma mistura de obrigação, paixão e devoção. Belos tempos!

    • …principalmente quando se estudava de manhã. Imaginem só uma segunda feira de chuva, sem chuveiro elétrico e tendo que ir À pé pra escola? Só mesmo a vontade de vencer pelo estudo, né Tadeu?

  • Essa crônica me fez viajar no tempo.Tempos bons que não voltam mais. Me lembro que quando eu cursava o primário tinhamos que cantar o Hino Nacional antes de entrar para a sala de aula.
    Parabéns Cléo! Continue iluminando esse blog com os seus belos textos.

    • Agradeçamos à Embaixadora cultural (alcinéa), que dispõe esse espaço aos escritores amapaenses. Obrigado por participar.

  • Crônica interessante, é sempre prazeroso dar uma olhadinha, através dos olhos desse grande escritor, no Amapá de outrora.

    • Obrigado, Naná. Vc tmbém escreve com muita propriedade, sobre as coisas da alma. Quem quiser ver, é só entrar no blog Confissões e inquietações.

  • Meu caro Cléo, você lembrou bem a indumentária escolar. Somente aos doze anos comecei a usar calça comprida e ter o cabelo cortado meio cheio, até então, era bermuda e cabelo militar, que meu pai mesmo cortava. Minha primeira calça comprida era o uniforme azul de tergal, do Augusto Antunes (1973) e a série colocada na blusa era bordada.
    Bons e saudosos tempos. Nós vivemos…

    • Aí, Sanderley. É verdade. Era mais ou menos nessa idade que deixávamos o “quartel” e passávamos a usar o cabelo mais cheio, porém, sem chegar ao corte Beatle. Esse fato coincidia com a primeira calça comprida, geralmente comprada no Rei da Roupa, pois era ais barata. Valeu, amigo!

  • Amigo Cleo,to parece um doido rindo a beça e sozinho dessa cronica,que beleza!e quando encerrava o horário do recreio,lá vinha o professor Tostes com aquele ar de milico e aquela irritante varinha batendo no parapeito do corredor para que os alunos retornassem as salas.Perdi as contas de quantas vezes fui barrado por falta de algum item do uniforme ou cebeludo não por modismo,mas for absoluta falta de grana pra cortar.Meus barradores se revezavam nessa tarefa,eram os inspetores:Chico,Hugo,Roxinho e Rui Morais. Um abraço.

    • Ê Mauro, é verdade. Às vezes o cabelo não era cortado por falta de dinheiro e o pessoal que trabalhava nas escolas não entendia isso. Mas havia gente muito bacana, como o Seu Fumaça, inpetor do IETA (até hoje não sei o nome dele), que levava a gente no papo, dizendo assim: “vocês querem que o diretor me tire do pavilhão de vocês e coloque…? Aí a gente, em coro, dizia NÂÂÂÔ! e tudo se acertava.

      • Comigo foi diferente. Eu não tinha dinheiro pra comprar cuecas. Certa vez, aconteceu um exame de saúde obrigatório (acho que no GM) e todos os alunos foram obrigados a ficar de cuecas. Quem não estivesse de cuecas, deveria ficar nu. E a vergonha? E estava sem cuecas e enrolei a calça de tergal até a altura da virilha, formando uma espécie de short. A estratégia foi aceita e passei no exame. Não me lembro se fui motivo de chacotas.

        • Alô, Roque. Antigamente só havia samba-canção e os moleques não usavam. Quando muito, usava-se short (ou calção, quando era feito em casa, de saco de açúcar ou de trigo). Era um tempo de se criar o bicho solto. Valeu!

  • Cléo, também gostei da crônica. Enquanto a briga com as meninas era pelo comprimento das saias, com os meninos era pela largura da boca da calça, afinal “boca de sino” não era para o bom aluno. A propósito das lembranças, alguns ex-alunos do GM estamos projetando uma festa em regozijo ao aniversário de fundação da nossa querida escola que será dia 1º de dezembro, incluindo a criação de uma associação de ex-alunos. A Alcinea não é ex-aluna, mas é ex-professora, por isso, está convidada a participar da festa.

    • Meu caro e grande cantor (o Nelson Gonçalves amapaense)… Também estudei no GM. Embora por pouco tempo, pude experimentar o que foi ser um boneco de anil. Obrigado por participar com abalizado comentário.

  • Eu também passei, digamos, por um desses vexames.Década de 60, Tinilo diretor parou-me na escada:- Você só asssistirá aula após cortar esse cabelo! Fiquei ali parado pensando o que fazer já que eu havia gastado o dinheiro que minha mãe havia-me dado para cortar os cabelos. Aguardei um pouco e procurei o inspetor Maciel (Carangueijo), pedi que me levasse até a professora Katí, nossa mestra de religião.Naquele mês, estava em cartaz no Cine João XXIII “O Pagador de Promessas”. A ela expliquei que deixei o cabelo crescer porque estava pagando uma promessa e que durante aquele mês não poderia cortar o cabelo como também não poderia perder aula.Ela intercedeu por mim e eu fui salvo pela fé mas, durante vários meses tive que aguentar os colegas a me chamarem de “O Pagador de Promessas”.
    Obrigado Cléo por mais essas boas lembranças.

    • Olá, Tadeu. Não sei se você lembra de umas broncas da dona/professora Kati: exigia que não chamássemos o Maciel de “Carangueho” e, sim, de “Senhor Maciel”. Mudamos só um pouquinho: passamos a chamá-lo de “Senhor Caranguejo”.

  • Texto ma-ra-vi-lho-so! Tenho certeza que esses alunos são motivo de orgulho para nosso estado. Mesmo aqueles que eram filhos de lavadeiras, como disse o Sr. Ruy. Era um tempo de respeito, disciplina e coisas boas.

  • Crônica maravilhosa Cléo, lembrei que como as meninas usavam saias, não dava pra disfarçar quando as meias brancas ficavam com ”boca de jacaré”, que acabavam sendo enroladas, deixando as canelas finas. Parabéns. Um beijo. Fernanda,.

  • O Cleo cheio de razão.Tinha falcatruas para todos os gostos, o meu saudaso PAI (Sr. Bené) começava o arrocho em casa.Tempo bom, sem maudade,sem frescura.Lembrei de uma passagem no CA, por ocasião de um exame médico, tinha colega com : cueca do copinho, sem cueca, cueca encardida,e por ai a fora.Um grande abraço.

    • Ei, amigo João. Já pensou o vexame pra quem estava sem cueca ou com ela, mas com “aquela” freada de bicicleta, no fundo?

    • Oi, João. Aquele homem de fala mansa, mas enérgica (Seu Bené) ajudou muitas gerações do IETA a seguir o bom caminho. É por isso que vc e a Ilka enchem a gente de orgulho. A convivência com pessoas assim é que fazem o ser humano chegar aos píncaros da honestidade. Valeu, amigão.

  • Naquele tempo havia disciplina, essencial para a formação do jovem. Quando ameaçavam levar o estudante mal comportado para a diretoria, o infrator tremia. Hoje mete a porrada no diretor, professor, e em quem mais se meter. E, pior, ainda é apoiado pelos pais.
    O tempora, o mores!

    • É, Roque. Em que pese a legislação e os recursos de agora, o respeito naquele tempo, parece que era maior. Mas também temos excelentes alunos hoje. O que se vê, nesses comportamentos absurdos, é problema de criação.

  • Bom dia Cléo, estava sentindo falta de suas crônicas, essa nos faz relembrar à nossa época, obrigada por esse retorno ao passado, adorei!!!!!

    • Oi, Ilka. Obrigado pelo incentivo. Essas lembranças são coisas daquele tempo maravilhoso, sem maldade. Vamos também fazer uma campanha EXIGINDO que o Sapiranga deixe um pouco a corrida pela aposentadoria e retorne logo. Deus abençoe!

    • Minha querida jovem com um sorriso nos lábios, a saudade quem sente somos nós, que há algum tempo não te vemos. Espero que quando vieres à Macapá possamos rever-te. Valeu pelo incentivo.

  • Lendo esta cronica, comecei a perceber que o tempo muda bem rápido.
    Hoje em dia, se um aluno ir para escola sem uniforme, ele pode entrar ou fica de fora; mas não é nescessariamente “obrigatório”.
    Quando vejo filmes ou novelas de época, acho bonito o uniforme escolar das meninas- saia e blusinha- uma fofura.
    Bom, amei sua historinha e ri muito com a história do garotinho no final.
    Meus parabéns, meu querido.

  • Lá vem você de novo, Cléo, revirar meu baú.
    Da meia, lembro bem do professor Tinilo, diretor do CA nos anos 60, ficalizando o uniforme, ali no pé da escada.
    Mandava os homens levantarem as pernas da calça, pra ver se a meia era de cor preta. Se não fosse, não entrava. E uma vez eu quase sobrou pra mim. A sorte é que minha meia era verde, da cor da calça. Aí o Tinilo pensou, pensou, e mandou eu… entrar (Ufa!…).
    Mas, inesquecível, mesmo, foi o cinto. Em 1965 o CA inaugurou o famoso uniforme verde conhecido como “garapa azeda”. Nessa época, eu morava na esquina da AntonioCoelho de Carvalho com Jovino Dinoá. E o meu caminho para o CA era, invariavelmente, descer a Coaracy Nunes e subir a Eliezer Levy. Entra em cena o Edilson, meu vizinho, que não tinha cinto preto. Ele estudava à tarde, e eu à noite. O Edilson ia com meu cinto para a aula, à tarde, e eu saía para a aula, à noite, sem cinto. O encontro era na Coaracy Nunes, entre a Eliezer Levy e a Jovino Dinoá. De longe, o Edilson já ia tirando o cinto, e me repassando pelas alturas da Odilardo Silva. Minha mãe e a dona Maria, mãe do Edilson, morriam de rir dessa situação engraçada. E a gente, também.
    Valeu, amigo. Até à próxima revirada do baú. Abraços.

    • Mestre Aloísio, sinta-se homenageado-assim como o Ruy, Paulo Silva, João Henrique(irmão da Ilka)e todos aqueles amigos que fizeram a história estudantil acontecer. Ao escrevê-la, vasculhei coisas interessantes e prazerosas. As peças que tentávamos pregar nos Inspetores eram coisas ingênuas, totalmente diferente de algumas situações que vemos hoje, no noticiário nacional. Um abra~ção fo sempre fã.

  • Prezado Cléo,
    Lá vem você de novo com seus filmes em preto e branco. Ao ler suas crônicas reverto à época da juventude e vejo-me no trajeto de casa ao GM ou vice e versa. Em tropa, fazíamos o trajeto pela Iracema Carvão Nunes e passávamos pelo CA e depois pelo IETA, somente para ver as meninas bonitas. Naquela época, fora as tiradas citadas por você, realmente a disciplina começava pelo uniforme, pelo cabelo e era muito fácil reconhecer um boneco de anil, um garapa azeda ou uma piramutaba. Agora, dá para você me lembrar como era o uniforme do Gato Escaldado Amanhã Vai Ter, também chamado de arrastavares?
    Sds,

    • Olá, Ruy. Obrigado pelas palavras. Vou pesquisar e te informo. Talvez o Aloísio Cantuária-um grande historiador e juventino, igual a gente-possa deslindar tudo isso.

  • Grande Cléo, coisas assim só podem vir de você e do grande Milton Barbosa (que anda sumido).Fazendo relato sobre uniformes, vc me fez lembrar de grandes inspetores do IETA como: Dona Nega, dona Joana, dona Raimunda Tork, dona Nilza (coroa toda durinha hehehe), Otacílio Barbosa, Eli e, como diria o saudoso comandante Barcellos, por aí afora. Grande abraço

    • Amigo Paulo, parabéns pela lembrança,sempre lúcida.Lá no CA (onde também estudei), havia: o Maciel (caranguejo), o Roxinho, o Abiguar, Luiz Franco, etc, todos grandes profissionais.

  • Ai, ai… que gostoso de ler isso. O curioso é que sou de uma outra geração, mas fiquei imaginando as cenas como se tivesse vivenciado também. Parabéns pelo texto.

    • Indepenentemente da época em que isso ocorria, vejo que o UNIFORME deveria ser a indumentária a identificar que o aluno era de determinada escola. Havia “amor à camisa”, como se diz no futebol.

  • Época de saudades, em que para ajudar no sustento de casa nossas mães lavavam roupas para as madames…Hoje é só passar o cartão no caixa eletrônico e retirar o dinheiro fornecido pelo Governo… Época em que o uniforme escolar era branco e nossas mães precisam lavar com afinco para garantir a brancura almejada pela direção da escola…Hoje o uniforme é de tantas cores, só não é branco…Boms tempos aqueles!!!

    • Realmente, Marlúcia. Independentemente do sabão omo ou rinso… os uniformes tinham que ser brancos. Era como se fosse um crachá de nossas mães. Se não fossem impecáveis, era como se nossas genitoras fossem relapsas. Valeu!

      • Ou pintax não é Cléo? Muitas mães com lavagem de roupas mandaram seus filhos para se tornarem doutores em Belém, e o garbo não era só da familia, era de todos os amigos e vizinhos.

        • Ruy, por isso que eu digo: Aqui é que é terra pra se viver. Brincavam juntos o filho do doutor e os do lavrador. Diferentemente da canção do Milton Nascimento: “No sertão da minha terra…”, em que pobres e ricos só se misturavam na infância.

  • Querido Cléo.rssssssssssssssssssssssss… qqta saudade de nossa época. Lemrbrei-me agora de uma Linda Diretora linha-dura (Maria Martel Nobre, mãe da talentosa Ana Martel)… tempos áureos maravilhos… bom Feiado…

    • Aí, meu caro Almir. Cadê o show que vc prometeu, cara? Onde e quando vai ser? Onde estás tocando agora? Abração do fã.

    • Mano Cléo, marcaremos pois um “ensaio” com fins de tocação ao nosso Compadre Dilson Ferreira (no feriado, dia do Servidor Público, ainda este mês… fica ligado!!!

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