Graciosas, mas imundas

O cidadão  foi passear na recém inaugurada Praça do Côco, ficou assustado com a imundície que impera lá e deixou este comentário no blog:

“Dei uma passada na praça do côco e vi que as malocas ficaram graciosas. Que bom, né gente. Importante seria alguém da vigilância sanitária, SeBRAE ou Secretarias de Turismo levar um pouco de conhecimento para aquela gente que trabalha ali. É tudo muito porco, nojento, um povinho sujo mesmo. É lixo por todo lado. Eles cortam o côco em cima da lata de lixo… não tem a mínima noção de higiene. Espero que alguém se mexa e leve um pouco de progresso para esses pobres que tentam sobreviver com dificuldade e muito trabalho. Não custa nada tirar uns técnicos de dentro dos gabinetes e ensinar o mínimo para essa turma do côco. O povo com as vendas de côco, e para nós muita saúde (sem CÓLERA)!”

  • Égua! E´-G-U-A!!!!!! Será que alguém, pode me explicar que raios onde tem um ponto de apoio ao turista limpo, agradável, seguro, bonitinho na orla desta cidade? Diga ái, meu irmão! Eu não acho que os governos são os únicos culpados pela falta de educação do seu povo. Peralá. Esse não dá para engolir, não. O povo tem o dever de ajudar e zelar. Era só o que faltava.

    • Eu te explico. Sou amapaense, mas meus conterrâneos ainda não perderam aquela cultura de esperar recursos que vinham de Brasília, do tempo que o Amapá era território federal. A emancipação como estado ocorreu há mais de 20 anos, mas a cultura continua. Tudo é esperado do governo; tudo é culpa do governo. Se liga, “mermão”! “quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

  • ORDEM NA CASA, AFINAL JÁ DIZIA A MAIS FALADA PALAVRA NA ELEIÇÃO PARA PREFEITO “Zeladoria Urbana é a solução!!”, então cadê para ensinar uma boa parcela da população a cuidar de suas moradias e empreendimentos?. Volto a falar tem tudo para dar certo faltam palestras públicas e muito mais!

  • Já que falam de sujeira, pergunto: esqueçeram do Glutão…? Uma equipe de estudantes de Nutrição de uma particular, lá compareceram para realizar um trabalho de campo. Alguns tiveram naúseas e enjôos. Outros, vômitos na sua plenitude. Conheço muitos que alí vão e logo têm diarréias. A vigilância nunca vê isso. Eita Macapá! Raínha da Amazônia?. Penso que os amazônidas merecem coisa muito melhor ou será mais um preconceito contra a “indústria pitiú”?

  • Já ouviram dizer que cada família é uma família? Assim como cada governo é um governo? Preconceituosos todos somos(não podemos é exacerbar nunca nessa prática), eu não consumo abadás, por exemplo, nem tão pouco frequento boites. Contudo, vou frequentemente ao Bar do Abreu e no Boteco do Rodapé.
    No fundo o que existe é um brutal preconceito com quem exerce atividade econômia informal. Concordo que a questão higiênica deve ser observada(legal e conscientemente). Porém, dá para imaginar a questão social(escola; aluguel; lazer; alimentação; vestimenta; saúde…) que está por trás de cada indivíduo que explora atividade econômica informal para sobreviver no mundo urbano atual? Antes de serem tratados como (pobres e sujos ou ainda, estorvo social) que tal nominarmos esses irmãos como microempreendedores(as) invididuais-MEI,(LC. 128/2008, de 01-07-2009)? É as vezes é mais fácil bater do que educar aqueles que agredimos. Não custa lembrar que o Plano Diretor do Município de Macapá em execução tem sido usado para perseguir/marginalizar/vitimizar pessoas que sustentam suas famílias a partir da atividade econômica que desenvolvem como ambulantes nas ruas de nossa capital. Isso é justo? É humano? É moral? Contemporanizar com o setap pode, agora organizar a vida econômica de pobre não. A esses peia e apreensão de seus instrumentos de trabalho. Desculpem-me mas considero que todos têm o direito de honesta e legalmente prover o seu sustento e dos seus.

    • “Desculpem-me mas considero que todos têm o direito de honesta e legalmente prover o seu sustento e dos seus.” Concordo. Só tem uma diferença: o empresário constituído legalmente, que paga impostos, está sujeito à normas regulamentares; os microempresários informais, não. Neste caso, a discriminação é contra quem, afinal?

      • Caro Roque, essa é facil de responder. os vendedores ditos “informais”- ao contrario do que me parece nos seus comentarios -vem a cada dia ganhado mais reconhecimento de sua importancia para a economia que sempre ajudou a alavancar, vide programas do governo federal,estadual e municipal.todos nós empreededores ou não estamos sujeitos a normas e a pagamento de impostos(inclusive somos um dos paises que mais pagamos essa merda).você quando diz que o micro-pequeno empreendedor, não esta sujeito as normas e impostos que o grand eempresario está,me desculpe, mas mostra ignorancia no assunto. pois existem sim regras e taxas a serem pagas por essas pessoas, agora se muitos não pagam,ai teremos que discutir outro assunto, pois sabemos que(acho que você deve saber disso ou não?)grandes empresas sonegam milhões em impostos, não passam notas fiscais , passam notas frias;explora mão de obra, fazendo seus funcionarios trabalharem sabados e domigos sem receberem horas extras por isso;apoiam politicos para terem previlegios e serem beneficiados ilegalmente em licitações,são bem atendidos em restaurantes,hoteis,boates ,a policia acha sempre e rapido quem os rouba,tem otimos escolas conseguentemente boa educação,a casa sempre limpinha e higienica, pois a dona maria limpa todos os dias;MATA E NÃO VAI PRESO,ROUBA E É DESVIO…..
        vamos ao outro lado; trabalha na madrugada empurando carinho,arriscando sua vida e o dinheiro do seu trabalho,paga imposto como os outros ,apenas menos porque ganha menos(é obvio!), não é bem recebido nos ambientes que chega:bares,restaurantes,shopping. é revistado pela policia, na rua ou no trabalho, passa constrangimento.todo mundo olha com desprezo, quando olham pois as vezes parece ser invisivel….me diz ai quem pra você e povinho podre?

      • Sr. Roque;
        Estou escrevendo um trabalho(artigo científico) a respeito de uma parcela de vendedores ambulantes em Macapá, que chamo de Tricipeiros(são mais de três mil na zona urbana de Macapá e Santana). Segundo a Lei complementar 128/08, de 01/07/09, esses trabalhadores informais podem vir a serem transformados em Microempreendedores individuais-MEI. Para tanto basta efetuarem um cadastro no SEBRAE-AP, por exemplo, a partir do que figuraram como contribuintes para o Governo Federal, pagando uma parcela única de R$ 57,00, que lhes garantirá vários direitos entre os quais a aposentadoria. Por que então não regulamentar a atividade HONESTA de gente? Simples, caro sr. tais indivíduos são vistos como “problema” pelo MP(Que deveria protegê-los) e pela PMM que adora baixar o cacete nesses trabalhadores e o que é pior sobre a benção da secretária Gláucia Maders e “seguranças” TOMAM-LHES o pouco material com que trabalham. Se existe Lei Fedearal que os ampara por que o Plano Diretor de Macapá os CRIMINALIZA? Quem é a vítima?

  • Sr. Pensador, o senhor já está querendo muito. Imagine achar água na selva, pior ainda água de côco envasada. Dreams, dreams… someday. Ops, parece que tem sim. Acho que de latinha. Particularmente acho horrível, mas a Madonna gosta

  • E quer saber mais, é muita conversa fiada. Tem um slogan que diz assim “Macapá tem jeito”. Só que a verdade é que “MACAPÁ NÃO TEM JEITO”. Não tem, não tem, não tem não!
    Tem que tomar aguá de côco podre mesmo. Comer sentindo cheiro de vala. Andar caindo em buraco. Tirar roupa do varal correndo porque o vizinho resolveu queimar folha. Ouvir som nas alturas a qualquer hora do dia e da noite. Chamar garçon por “PSIU”. Sair correndo no avião antes de fazer a parada total. Fazer conversão perigosa na avenida FAB. Guardar lugar invisível na fila alegando que “eu estava aqui, mas fui lá em casa”. Largar carrinho de supermercador na boca do caixa…. realmente eu ficaria a tarde toda. Para todas essas coisas eu diria que realmente não tem jeito, para todas as outras use MASTER…(não vou fazer propaganda de cartão de crédito). Boa sorte para todos nós e quem sabe um dia tenha jeito. Eu acredito. YES, WE CAN!!!!!

  • Sr. Emerson, nunca foi meu objetivo ofender pobre ou rico. Nunca falaria que pobre é sujo porque é pobre. Eu sou pobre, assalariado, mas muito limpo graças a Deus. Cuido da frente da minha casa, coloco lixo no horário, capino o meu quintal… eu faço o mínimo, mas faço para ser um bom cidadão. Eu apenas gostaria de ver um dos lugares “postais” da nossa cidade mais organizados. Só isso. Eu posso então trocar “povinho sujo” por “trabalhadores informais com pouco conhecimento tecnico de higienização”, ou então “empreendedores pouco capacitados em questões higiênicas”, ou “companheiros empreendedores um pouquinho desleixados”… Pelo amor de Deus, o senhor já viu como deixaram as antigas barracas de côco? O senhor acha bonito o que fazem com espaços públicos de Macapá? mA cuklpa não é só do poder público não. Pensemos nisso e façamos um pouco melhor como cidadãos. Parabéns pelo espaço, Dona Alcinea.

    • Não discordei com você sobre o fato de que seria melhor estarmos em lugares, agradaveis,confortaveis e higienicos, mas releia seu comentario, se não era sua intenção que alguns tivessem essa interpretação….releia e me diga. não dá para ter a impressão, que é um comentario preconceituoso?se disser que não peço desculpas por minha incapacidade de compreenssão do texto….

    • sinceramente?se você não achou nenhum pouco preconceituoso seu comentario(não estou falando o motivo dele,pois nisso concordo com você,porem parece que alguns acham que eu “zelo” pela desorganização e falta de higiene de nossa POPULAÇÃO).o que eu quiz dizer é que comentarios como o seu resvalam preconceitos em pessoas que infelizmente não tiveram nenhum tipo d epreparação para atuar na area do turismo, digo sinceramente que isso não é só na praça citada,mas em quase todos os lugares de atendimento ao publico(turistas internos,externos e municipes)concordo com todas as exclamações que vc fez acima. só reclamei da forma que foi colocada, mas se vc relê e disser a mim que não da essa interpretação tambem,te peço desculpas, sem problema algum.
      abraços

    • OBS. ia me esquecendo: “eu sou pobre assalariado, MAS muito limpinho graças a Deus”. é tipo: “preto MAS honesto”?”mulher MAS dirige bem”?”gay MAS serio”?.”indio MAS não é besta”?

    • Concordo plenamente com você, “Passeando pela Orla”. Educação e higiene independem de classe social e, principalmente, de “política pública”. Estão mais ligados a um fator inerente ao ser humano: a consciência.

  • Concordo com todos até aqui, em especial com o Murillo…
    A sociedade como um todo,continua sendo penalizada pelo amadorismo irresponsável de alguns gestores públicos.
    O Governo precisa ser mais pontual, coerente, responsável e menos midiático em suas ações efetivas em busca do desenvolvimento sócio econômico
    de nosso Estado.

  • Não vi nada de mais. O mundo seria muito, muito, muito melhor com muita LIMPEZA e ordem. Tá faltando ordem, limite. Muito limite mesmo. Começando pelos pais ausentes que não sabem mais o que é educar um cidadão. A coisa está muito feia. Se a praça do côco está assim…. praça? que praça????

  • Dona Alcinea, não creio que a pessoa tenha querido ofender alguém. Parabéns pelo comentário. Com manifestações dessa natureza é que se faz um mundo melhor. Pobre ou rico, todos temos o dever de zelar pela cidade em que vivemos. Macapá merece uma “Praça do Côco” bonita, agradável, limpa, organizada. Quero que esta cidade dê certo. Não sentio preconceito nas palavras de reclamação da sujeira. Poxa, é bom parar com esse costume de não aceitar críticas construtivas. Vendo assim até parece que Macapá é a Suiça brasileira. Tá, sumano. E mais: descumpriu as leis, deveriam multar. Será que não tem multa pela falta de higiene e organização? Era bom ver isso. Água de côco para aliviar a sede de limpeza rs

  • Hummm gostei desse nome “Praça do Côco”
    Agora só vou falar assim. Bunitinho.
    E concordo que as pessoas que trabalham lá tem que contribuir com hoigiene e organiuzação.

  • Eu concordo com a pessoa que fez o comentário inicial. Aquilo ali é porco mesmo. Não vi qualquer tipo de preconceito. Aqui em Macapá não é lugar em que se faz refeições ao lado de um canal de sujeira à céu aberto? Diga uma coisa: o senhor já viu alguém rico comendo sob o sol quente com fedor de vala por todos os lados? Eu nunca vi. Só aqui mesmo. Ser pobre não é ser imundo. Tem pobre muito mais limpo que tantos ricos fedorentos andando por aí. O certo é que lá é um chiqueiro. Não é culkpa go prefeito ou do governador. Mas se o poder público pode, então deve exigir que eles PELO MENOS varram o chão, mantenham limpo e organizado o lugar construído com o SUOR DOS NOSSOS IMPOSTOS. Eu sou totalmente a favor da praça do coco, do açaí, da tapioca. Admiro todos que trabalham dignamente, pobre ou rico, que dignificam este Estado. Tudo poderia ser melhor nesta cidade se cada um tivesse a capacidade de cuidar do espaço em que vive. A praça Zagury não é diferente. Não é preconceito; é realidade absoluta. Lá é podre mesmo. Não vi preconceito alguém em relatar um fato verdadeiro.

    • Envasada, não sei. Mas em qualquer quintal tem coco sem conservantes. É mais saudável. Pode ser água perrier, aquela que o Clodovil gostava?

  • o que vejo nesse comentario, que reamente me impressiona, não é a falta de “higiene” revelada pelo comentario,mas sim o grande grau de preconceito de quem o fez, infelizmente são pessoas com esse tipo de mentalidade de higienização do povo pobre ou como dito no comentario”povinho sujo,nojento”. é que as coisas não se direcionaram para um mundo melhor, fico triste pelo blog reproduzir um comentario assim tão cheio de preconceitos e intolerancia.sabemos sim da falta de consciencia higienica do povo pobre ,porem isso se deve principalmente, a falta de politicas publicas.temos sim que fica ralerta a esse tipo de ambiente, e tentar d etodas as formas ajudar,sem sermos hipocritas e preconceituosos,pois sabemos que em restaurantes de gente rica e “aciada” tudo não é mil maravilhas,e se a saude publca não estiver em cima(ou as paredes que dividem nosso olhar da cozinha)veriamos situações muito piores.mais uma vez peço a blogueira que reveja qual a importancia de colocar comentarios como esses em seu blog. e adoraria que ela colocasse o nome do dito cujo no comentario esposto.

  • O problema não está só concentrado na praça do côco, mas também, no cocô que o estado concentra.

  • Os resíduos do coco podem ser reciclados e agregam valor. O que falta e iniciativa. Os envolvidos neste tipo de comércio sempre optam pela lei do menor esforço.

  • Esta muito correto, isso chama-se antes de tudo saber receber o cliente. O grande problema no estado é que se inaugura os espaços mas se esquecem de treinar quem irá utilizar o mesmo. Saber como receber o consumidor, cobrar higiene, são requisitos minimos necessários.

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