Polícia apreende medicamentos contrabandeados

Em apenas duas semanas de atividades repreensivas a produtos vendidos e consumidos por frequentadores de academias de ginásticas de Macapá, a Policia Civil teve êxito na apreensão de anabolizantes, documentos falsificados e na prisão de envolvidos.

A investigação iniciou em novembro do ano passado, quando o titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), delegado Luiz Carlos Gomes, recebeu denúncia do pai de um jovem que suspeitou do filho, que teve o corpo modificado de forma súbita.

Os agentes entraram em campo a fim de descobrir quem era o responsável por trazer remédios de uso restrito ou contrabandeados, oferecendo riscos à saúde pública.

As vésperas do Natal, uma grande quantidade de medicamentos foi apreendida e uma pessoa presa. Na casa do acusado, a polícia encontrou 18 frascos de 50 ml com o medicamento (uso veterinário) A-D-E injetável Emulsificável Pfizer; 2 frascos de 250 ml da mesma substância; 60 caixas do remédio Deca-durabolin; 5 seringas de 3 ml e 5 ml lacradas; nove agulhas injetáveis lacradas; vários receituários médicos falsificados no nome de hospitais público e particular e 3 carimbos médicos.

Nesta sexta-feira, 4, os agentes da DTE, com o apoio do Núcleo de Operações e Investigação (NOI) e da Delegacia Fazendária, voltaram às ruas para cumprir quatro ordens da Justiça de busca e apreensão nos bairros Novo Horizonte, Central e Buritizal. Duas pessoas foram presas em flagrante.

“A investigação mostra quem é o principal fornecedor dos produtos, pois é ele quem compra os medicamentos fora do Amapá e os revendem. O primo dele é responsável para distribuir o material na cidade”, disse o delegado Luiz Carlos.

Com os acusados foram encontradas embalagens de produtos denominados: Erofast Sildenafil (pastilha mastigável, contém uma dose de citrato de sildenafil equivalente a de uma pílula de Viagra. O produto é indicado para o tratamento da disfunção sexual masculina e como potencializador); Affinato (medicamento natural à base de quitosana que auxilia no processo de emagrecimento); Fingrass Sibutamina (medicamento antiobesidade que atua nos neuros-transmissores do cérebro e é fabricado na Índia); Winstrol Depol e Deca Durabolin (anabolizante).

De acordo com Luiz Carlos, a dupla foi indicada com base no artigo 273 do Código Penal (Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais com pena de reclusão de 10 a 15 anos, e multa).

(Texto: José Maria Silva/Secom)

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