Remember

Veja o que escrevi em maio de 2007 no meu antigo blog

“sábado, 5 de maio de 2007

Estranho, muito estranho

Sarney está em Macapá.
Hão de perguntar:
E daí? O que é que tem de estranho nisso?
Tudo.

Sarney vem raramente ao Amapá. Só vem quando há um grande acontecimento, uma grande inauguração. E não houve nada disso ontem, nem tem nada marcado para este sábado.
Daí se estranhar essa visita, aparentemente sem motivo, ao Amapá.
Mais estranho ainda: um juiz federal e um delegado da Polícia Federal estiveram no começo da noite na casa de Sarney. Os dois não fazem parte do rol de amigos, correligionários ou puxa-saco do senador e, pelo que sei, esta foi a primeira vez que estiveram na casa de Sarney.
Coincidência: está em Macapá o procurador-geral da República, Antonio Fernando. Uns dizem que ele veio pra tratar de assuntos internos do Ministério Público Federal, outros juram que veio para tratar de assuntos relacionados ao roubo de verbas federais que deveriam ser usadas na compra de remédios. Por conta desse roubo, gente indicada pelo PMDB para cargos na administração estadual foi presa pela Polícia Federal em março, na Operação Antídoto, entre eles dois ex-secretários de Saúde. E deputados federais são citados em vários depoimentos como participantes do esquema que surrupiou cerca de R$ 40 milhões da saúde pública. Até o governador Waldez Góes – que fez campanha casadinha com Sarney – é citado em depoimento como tendo sido favorecido pelo esquema com verbas para a campanha.
Outra coincidência: na quinta-feira técnicos da Controladoria Geral da União (CGU) participaram de uma longa reunião com delegados da Polícia Federal em Macapá e especula-se que uma grande bomba está prestes a estourar.
Portanto, como dizia um velho jornalista, há alguma coisa no ar que não é avião de carreira.

Postado por Alcinéa Cavalcante às 12:06 AM”

(O meu velho blog ainda está no ar. O link deste post é http://alcinea-cavalcante.blogspot.com/2007/05/estranho-muito-estranho.html)

Cerca de um mês após esta reunião, o delegado da Polícia Federal Aldo Alves Ferreira foi nomeado secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, do governo Waldez Góes.
Na sexta-feira, 10, ele foi preso na Operação Mãos Limpas.

    • Tenho em Mcapá um amigo chamado DAVI, ele é daqui de Santa Maria, advogado, responsavél do Grupo do Vagner, conheço em Macapá um juiz chamado Milani de frederico Westfhalen, são pessoas de bom carater mas, assim como tive a professora Deuzuite Cavalcante, que me tornou o homem que sou hoje, o povo de “Minha Terra escolheu ou foi educado a obedecer aos estranhos que parece são melhores que nos ” mas tenho certeza que um dia mudaremos os Sarneis da vida vão ter de acabar, nosso povo parece que bajulando crece isso é péssimo, meus filhos hoje homens dizem que meu povo só é bom de joelhos vamos criar juizo ou vamos continuar assim, somos culpados de escandalos que sequer participamos, mas escolhemos, qualquer um estranho é rei nesta terra? /deus meu olhai meu povo que para o povo do Egito “perdido”, apesar de algumas vozes como de Alcinéia Cavalcante, que conheci muito pequena, junto com seu irmão Alcione, entre outras vozes, que hoje não recordo, mas continuo /amapaense, sou inteligente e orgulhoso.
      Ernesto Serra – Santa Maria – RS

  • Além de tantos escandalos o que me deixa boquiaberta sao certas atitudes de cidadaos que com suas profissoes podem ser agentes transformadores da sociedade! Imaginem que eu comentava com uma colega de trabalho (professora) sobre os escandalos e ela me respondeu: “Tu nao sabes que a PF é pérfida, entra na cada das pessoas e as induz a confessar algo que nem é culpada, “joga verde para colher maduro, intimida e faz pressao psicologica!”. Ufff entao minha gente, muitas pessoas ainda acreditam que a PF é a vila da historia! E mais, estas palavras vindas de uma suposta educadora! Por isso que nosso pais esta nesta situaçao! Tem gente que prefere tapar o sol com a peneira diante de tantas mazelas brasileiras!

  • Prezado Carlos Emerson Junior, parabenizo-lhe pela crítica criativa sobre o cadidato Tiririca. Neste momento em que nosso Estado está mergulhado em corrupção, faz-se necessário rirmos um pouco pra resistirmos ao cenário real.
    “Votem no abestado de Itapipoca”.

  • Pivô do caso dos sanguessugas deu ônibus a governador
    Segundo a PF, veículo foi doado pelos Vedoin à Clínica Santa Rita, de Macapá, pertencente a Pedro Paulo
    18 de setembro de 2010 | 0h 00

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    Vannildo Mendes / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

    A empresa Planam, da família Vedoin, de Mato Grosso, pivô do escândalo dos sanguessugas, doou um ônibus de propina à Clínica Santa Rita, de Macapá, pertencente ao governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), preso na Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, e ao irmão dele, o deputado Benedito Dias, atual secretário especial do governo.

    O veículo foi apreendido no final de 2009 pela Polícia Federal e está recolhido como mais uma prova na extensa ficha do governador amapaense, que esta semana teve sua prisão temporária prorrogada por mais cinco dias pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    O relatório da investigação, ao qual o Estado teve acesso, revela que, após a eclosão do escândalo, em 2006, houve tentativa de ocultação do veículo, só localizado em novembro de 2009, em uma fazenda no interior do Pará.

    O empresário Erik Jansen, um dos presos na operação Mãos Limpas, era assessor de Benedito e intermediou a aprovação de emendas para compra de ambulâncias da Planam por municípios amapaenses, em troca de propina. Jansen já havia sido preso nas Operações Pororoca e Sanguessuga, que desmantelou a máfia das ambulâncias, esquema de compra superfaturada de ambulância por prefeituras.

    Emendas. Em depoimento à polícia, o empresário Luiz Antônio Vedoin declarou que, em 2001, realizou acordo com Benedito, a quem prometeu uma comissão sobre o valor das emendas que destinasse no Orçamento da União para a compra de ambulâncias. Em 2002, Benedito fez sua parte inserindo emendas do tipo aos municípios de Cutias, Mazagão, Santana e Itaubal. O veículo, segundo a Polícia Federal, foi parte da comissão.

    Em outro trecho do inquérito, a Polícia Federal detalha o modus operandi do presidente do Tribunal de Contas do Amapá, José Júlio de Miranda Coelho, também preso na operação, para desviar recursos públicos.

    Entre janeiro de 2005 e julho de 2007, ele fez saques irregulares da conta bancária do tribunal de R$ 7,5 milhões. Não há prestação de contas. A PF desconfia que o dinheiro foi engordar o patrimônio de Coelho e outros conselheiros do tribunal, todos nomeados por indicação política.
    

  • Fraude no Amapá atingiu hospitais
    Pedro Paulo Dias contratou empresa por R$ 1 milhão por mês para dar manutenção em equipamentos, mas saúde era sucateada
    18 de setembro de 2010 | 0h 00

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    Bruno Paes Manso – O Estado de S.Paulo

    Para realizar a manutenção dos equipamentos sucateados nos hospitais amapaenses, o então secretário do Estado da Saúde, Pedro Paulo Dias (PP), que deixou o cargo este ano para ser governador, contratou por meio de licitação feita às pressas uma empresa sem especialização na área. O valor aproximado do contrato era de R$ 1 milhão por mês.
    Samuel Silva/AE
    Samuel Silva/AE
    Esquema. Hospital em Macapá: testemunha relata rotina de falsificação de guias de pagamentos no Estado

    Isso significa que a empresa recebia em um ano quase o dobro do orçamento anual de toda a Polícia Civil do Estado, cujo valor é de R$ 6,2 milhões. Apesar do contrato milionário, os responsáveis pela manutenção dos hospitais não prestavam praticamente serviço algum, com consequências desastrosas para a saúde pública do Amapá.

    Os detalhes sobre os supostos esquemas foram relatados à Polícia Federal pelo empresário Francinaldo da Rocha Cordeiro, proprietário da empresa Mega Hospitalar Eletrecidade, especializada em manutenção de equipamentos hospitalares, que não conseguiu participar das concorrências. O descaso na área da saúde permitia que sumissem equipamentos importantes de diversos hospitais, como ocorreu com uma mesa cirúrgica ortopédica e um mamógrafo do Hospital Geral de Macapá, segundo os depoimentos.

    A principal empresa beneficiada pelo suposto esquema era a Mecon, de Francisco Odilon Filho, que além de fazer manutenção de maquinário em hospitais, tinha contrato para vender equipamentos hospitalares à Secretaria Estadual da Saúde. Na cidade, Odilon também é dono da Faculdade Fama e da Choperia da Lagoa. Segundo Cordeiro, Odilon tinha também uma empresa que fornecia alimentos aos presos do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e ao Hospital de Emergência. Comida muitas vezes “estragada”.

    Na Polícia Federal, a testemunha afirmou que presenciou o dono da Mecon pagando propina a um diretor do Hospital Estadual de Santana chamado Mauro. Só pelo serviço prestado no Hospital de Jari, a Mecon ganhava R$ 200 mil ao mês. Apesar disso, segundo o depoente, os equipamentos, tanto em Jari como em municípios como Oiapoque, Calçoene, Amapá, Santana e Macapá estão sucateados por falta de manutenção. Mesmo diante da suposta improdutividade, Cordeiro afirma que a empresa tinha prioridade na liberação de pagamentos da pasta.

    Falsificação. Em outros hospitais do Amapá, conforme a testemunha, a rotina de falsificação das guias de pagamentos era semelhante ao esquema que ele acompanhou no Hospital de Jari. Lá, as “guias falsas” de prestação de serviço eram atestadas pelo diretor do hospital, Dr. Ernesto, ou pelo enfermeiro Chico Bahia.

    Mas nem todos os funcionários aceitavam passivamente a situação. No depoimento, Cordeiro conta que o diretor chegou a reclamar com o então secretário da Saúde, Pedro Paulo Dias, das péssimas condições e da falta de manutenção dos equipamentos. Mas que depois relatou ter sido ameaçado de demissão. Cordeiro tentou conversar com um dos diretores do Hospital Geral sobre o problema. Esse se omitiu e lhe respondeu que “não iria se meter com peixe grande”.

    Em setembro de 2009, Cordeiro conta que chegou a encontrar Odilon, junto com uma terceira pessoa. Diante das cobranças da incompetência dos serviços prestados pela empresa, Odilon respondeu a Cordeiro: “Não adianta você se meter que aqui eu mando em tudo”. Na empresa de Odilon, conforme o inquérito, ainda havia um funcionário conhecido como Sabá, artífice de eletricidade, que também trabalhava na Secretaria da Saúde. Cordeiro diz que era Sebá o responsável pelos desvios de equipamentos dos hospitais para o depósito de Odilon, que ficava ao lado da Faculdade Fama.
    

  • A SEED sofrendo uma avalanche de denúncias; 300milhões sendo desviados…ex-secretario preso…filtros falsos…etc…etc…etc…
    Nota do SINSEPEAP: Graaaande festa na sede campestre…blá,blá,blá…fala sério!!!

    • Sua preocupação faz muito sentido. Vejamos os indices alcançados pelos estudantes amapaenses que estão entre os piores do país. Quem não tem capacidade de ser critico politico, não tem capacidade de ensinar nada. Retrato do professorado, ou melhor, parte dele.

  • Minha querida amiga, o pior é que estamos despencando ladeira abaixo e todo mundo acha que está tudo bem!

    É por essas e outras que o Tiririca vai ser o deputado mais votado do Brasil, sem sequer saber onde fica Brasília…

    Estamos mal!

  • O Anel de Gyges ( Platao )

    Um pastor chamado Gyges, encontra por acaso uma caverna onde jaz um cadáver que usava um anel. Quando Gyges enfia o anel no próprio dedo, descobre que esse o torna invisível. Sem ninguém para monitorar seu comportamento, Gyges passa a praticar más ações – seduz a rainha, mata o rei e assim por diante. Essa história levanta uma indagação moral: algum homem seria capaz de resistir à tentação do mal se soubesse que seus atos não seriam testemunhados?
    Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Anel_de_Gyges
    Assim é o poder !

  • Esse negócio de grupo de extermínio acredito que seja delírio, mesmo que verdade, não tem cabimento ação nenhuma, se alguem sofrer atentado, só piora as coisas ao extremo, mas se o PT tiveram os ALOPRADOS, no PDT/PP podem ter os ALOPRADOS-LUNÁTICOS.

  • é por isso que em alguns locais do governo, o pessoal já tirou o adesivo do 11(mesmo com cargo) e estão colocando o 14, já pensando em continuar na teta.Todos se merecem…………..

    • O engraçado que as pessoas não lêem mesmo será que ninguém ainda conseguiu tirar suas conclusões…..fala sério penso que hj na função que exerço como formador de opinião o melhor seria tds votarem nulo pra chegar a 51% dos votos e ter uma nova eleição com outras pessoas sem vínculos com os que constam atualmente. Tô já de saco cheio eu heim!!!! não aguento mais essas coisas.

      • Não sei por qual motivo os TRE tentam demover os eleitores da decisão de votarem nulo. Nos treinamentos para participar dos processos eleitorais, os funcionários dos TRE usam os termos “voto em branco” e “voto errado”, referindo-se aos votos nulos. Por que “voto errado” se esta é a decisão de eleitores como você e eu. Acho que temos capacidade intelectual suficiente para saber o que é certo e o que errado. Isso não deixa de ser indução eleitoral.

          • Meu caro Acadêmico, pelo nível dos seus comentários, constata-se que vc é uma pessoa inteligente. A questão aí não é dar uma de Pilatos, lavando as mãos, mas uma questão de praticidade. Se uma eleição for cancelada por votos nulos, os TRE serão obrigados a convocar nova eleição, com novos candidatos, já que os candidatos apresentados originalmente não satisfizeram a vontade do cidadão. Pense na repercussão que o fato daria e as mudanças (inclusive comportamentais) que nossos representantes políticos seriam obrigados a adotar. A situação está neste patamar porque nossos políticos apostam na capacidade de convencimento e na memória curta da população.

        • EM PARTE, CONCORDO. MAS NESTE MOMENTO NÃO CABE, TEMOS QUE TIRAR ESTE GRUPO DO PODER DEMOCRATICAMENTE OU VAMOS NOS FERRAR. SE NÓS VOTARMOS EM BRANCO NESTE MOMENTO, A ESCOLHA VAI FICAR SÓ NAS MÃOS ERRADAS. AGORA NÃO SE CONSEGUIRIA O PERCENTUAL PARA CANCELAR A ELEIÇÃO. O MOMENTO É EMERGENCIAL.

  • Do jeito que as coisas vão, não teremos nem natal. Melhor é começar a transição imediatamente. Começar a organizar o futuro governo o mais rápido possível. Temos que estancar a sangria no orçamento e recuperar a economia do Estado.
    Por isso, tudo tem que ser resolvido logo no primeiro turno. Não podemos esperar até novembro, senão a maracutaia se reorganiza.
    Vitória já.
    Eu acredito…

  • Testemunhas sofrem ameaças de morte no caso da prisão do governador do AP
    Polícia Federal recebeu denúncias de que facção na Polícia Militar estaria arregimentando homens para formar grupo de extermínio
    17 de setembro de 2010 | 0h 00

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    Bruno Paes Manso – O Estado de S.Paulo

    Ameaças de morte, recados dados por terceiros e notícias de que uma facção no interior da Polícia Militar estaria arregimentando homens para a formação de um grupo de extermínio estão provocando medo em testemunhas no inquérito da Polícia Federal que serviu de base para a Operação Mãos Limpas, no Amapá.

    A operação da PF levou à prisão de 18 pessoas, na sexta-feita da semana passada, entre elas o governador Pedro Paulo Dias (PT) e o ex-governador Waldez Góes (PDT). As eventuais ameaças podem complicar a situação dos acusados, que correm o risco de ficar mais tempo na prisão.

    As testemunhas já passaram informações à delegacia da PF do Amapá sobre as ameaças. Na lista de ameaçados aparece o nome do empresário Luciano Marba da Silva, proprietário da LMS Vigilância e Segurança Privada. Ele foi autor das denúncias que deflagaram as investigações sobre a empresa Amapá Vip – uma das principais beneficiadas pelo quema de desvio de recursos públicos nas secretarias da Saúde e da Educação.

    Outros dois que disseram ter recebido ameaça são o diretor do Sindicato dos Vigilantes do Estado do Amapá, Manoel Pereira da Lima Filho, e o advogado Luiz Mario Araujo de Lima, assessor jurídico da Secretaria de Segurança. Este último foi o autor das denúncias publicadas na quarta-feira pelo Estado sobre eventuais irregularidades no aluguel de helicópteros naquela secretaria.

    Do conjunto de 18 pessoas que tiveram prisão temporária decretada na semana passada, 12 já foram colocadas em liberdade. Os outros 6 investigados – entre elas o governador, o ex-governador, o presidente do Tribunal de Contas do Estado e os secretários de Segurança e Educação – permanecem detidos.

    Se a Justiça confirmar as ameaças e verificar que estão vinculadas a tentativas de atrapalhar o andamento das investigações, poderão ser decretadas prisões preventivas.

    Abandonar as eleições. Outro envolvido na história que passou a temer pela vida é o deputado estadual Moisés Souza (PSC). No ano passado ele presidiu na Assembleia Legislativa uma comissão parlamentar de inquérito destinada a investigar denúncias sobre os contratos entre as secretarias da Saúde e da Educação e a Amapá VIP.

    Ontem o deputado disse ao Estado que vai prestar depoimento à PF a respeito das ameaças que teria sofrido nos últimos dias. Nervoso, ele se recusou, no entanto, a dar detalhes sobre a forma como teria ocorrido. Mas adiantou que está propenso a abandonar a disputa eleitoral neste ano e que já pensa também em deixar o Amapá.

    Nomes de oficiais da PM que estariam formando um grupo extermínio chegaram aos ouvidos de uma testemunha e também aos integrantes do Ministério Público do Estado envolvidos na operação. A Promotoria de Investigações Civis e Criminais pôs uma equipe na rua para apurar a veracidade das informações. Também foi agendando um encontro com a PF para transmitir informações sobre as notícias-crimes.

    “O ambiente é de hostilidade e tememos pela vida daqueles que testemunharam. Nada garante que não seja armação, mas temos obrigação de investigar”, disse ontem o promotor Eder Geraldo Abreu.

    Uma das testemunhas ameaçadas disse ontem ao Estado, sob condição de não ter o nome revelado, que recebe os recados por meio de terceiros. Já teriam dito a ele para “sumir do Amapá” e que sua cabeça estaria a prêmio.

    Para se ter uma ideia do clima de tensão na cidade, na quarta-feira, um evento ocorrido em frente à casa do ex-governador e candidato ao Senado, Waldez Góes, acabou com ameaças de violência. O episódio envolveu a mulher do candidato, Marília Góes, candidata a uma vaga na Câmara, que acabara de sair da prisão e ainda estava em Brasília.

    No comício em Macapá, instalaram um alto falante para amplicar a voz de Marilia, transmitida por celular. Ela pedia aos eleitores que acreditassem na defesa do casal, quando a esposa de um empresário local, que passava por ali, debochou da cena. Foi o bastante para ser perseguida de automóvel de automóvel por um partidário dos Góes. O caso acabou sendo registrado na delegacia de polícia.

    • Olha gente cuidado! respeito é bom e conserva os dentes, devemos todos mostrar nossa indignação com esse mar de lama, más irem até uma reunião politica de um adversário e fazer DEBOCHE, é procurar SARNA para se coçar, não esqueção que todos tem direito a reunião e a livre manifestação. Na atual circunstância todos estão com os nervos aflorados: Tem aqueles que fazem qualquer negócio para manter o caviar, a hilux, o masserat, disney com as crianças, a plastica da patroa, o ap da piriguete e a picanha maturada argentina; o baixo clero (os mais desesperados), estes brigam pela sobrevivencia de sua familia, estes dependem dos cargos comissionados de baixo escalão para botar o tamatá na boca do moleque, mas o que ele não percebe é que se continuar votando como está, vai condenar os seus filhos a também viverem de migalhas. Porque com HARMONIA no poder não terão escola de qualidade e infelizmente, filho de pobre sem cultura não terá um futuro fácil. portanto é bom não cutucar onça com vara curta, sem contar que está senhora poderá ser enquadrada por pertubar uma reunião politica legal.

  • Amante do governador foi peça chave para chegar aos envolvidos
    Polícia Federal grampeou o telefone de Lívia Bruna Gato de Melo, usado por Pedro Paulo Dias para tratar de negociatas
    17 de setembro de 2010 | 0h 00

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    Bruno Paes Manso – O Estado de S.Paulo

    Por ser governador de Estado, ter sido vice e secretário estadual da Saúde nos últimos oito anos de governo, Pedro Paulo Dias (PP) tinha foro privilegiado, o que dificultava o acesso a seus segredos. Apesar das suspeitas, Pedro Paulo não podia ter o telefone grampeado. Mas havia a jovem Lívia Bruna Gato de Melo, pouco mais de 20 anos, amante do governador e servidora da Secretaria de Estado da Saúde. Foi quando a Polícia Federal percebeu que tinha nas mãos um grande trunfo.

    Desde o ano passado, com autorização da Justiça, o telefone dela passou a ser monitorado pela PF em conversas que orientaram investigações, ajudaram a compreender quem é quem no esquema e a confirmar suspeitas sobre crimes que vinham sendo cometidos pelo grupo contra o Estado. Além de a amante ter papel importante no pagamento das supostas propinas, o telefone de Lívia era usado pelo governador, casado e pai de dois filhos, para falar sobre eventuais negociatas.

    Pelas interceptações, foi possível saber que a Secretaria da Saúde estava sem dinheiro para pagamentos de contratos, compra de material e até para o salário dos servidores. Foi também pelo telefone de Lívia que o núcleo de inteligência da PF descobriu que, apesar da falta de verba na pasta, o casal fazia viagens de lazer a Belém com dinheiro da secretaria. Nas conversas, os dois combinam ir à Praia de Salinas dizendo que iam tratar de assuntos em São Paulo.

    Passagem. Em outro diálogo, quem pede à moça passagem para Cuiabá (MT) é o irmão do governador, o ex-deputado estadual Benedito Dias, indiciado em 2007 pela PF na Operação Sanguessuga. Uma mão lavava a outra. O irmão do governador não deixava de retribuir os favores da amante do governador. Mesmo que fosse à base dos bons conselhos. Em uma escuta, em conversa com a colega de pasta, Gracinete, Lívia conta que Benedito Dias sugeriu a ela que saísse do Amapá. O motivo era um dossiê que vinha sendo preparado pela mulher de Pedro Paulo (que ela apelidou de Barbie) e que seria entregue aos adversários políticos se o caso extraconjugal prosperasse.

    A amante pondera com a colega que Benedito garantiu a ela que ficasse tranquila porque o salário de servidora da Saúde continuaria pingando na conta mensalmente. Para arrematar a conversa, as duas confidentes ainda comentam sobre um contrato irregular na Secretaria da Saúde de mais de R$ 1 milhão.

    Descuidada, ela acabou orientando os policiais a prestarem atenção em outro suspeito, assessor informal do governador, responsável por fazer os pagamentos nos bancos pela Saúde. “Cadê o doutor?”, pergunta o funcionário a Lívia. “Ele está doido atrás de ti. Tem um depósito de R$ 20 mil para fazer agora”, ela responde. O funcionário percebe que era perigoso dar continuidade à conversa.

    “Tá ficando doida?”, ele pergunta. “Desculpa”, ela fala e depois cai no riso.

    As conversas também permitiram testemunhar um governador em plena fase de enriquecimento. O casal conversava sobre os novos investimentos do político. Pedro Paulo diz ao telefone que se atrasou porque teve que ir à sua fazenda no Oiapoque. O governador lamenta que a criação de búfalos não estava se adaptando ao sal que ele vinha usando.
    

    • Êpa, perai DEPUTADO!
      Não acredito, não, não, não e não mil vezes não.Explique melhor. como é que o senhor vai prestar queixa na POLÍCIA FEDERAL sobre o fato crime “AMEAÇA”, um crime gravissimo na atual conjuntura, o que poderá influênciar na liberdade ou prisão preventiva dos presos temporários e o Sr. se recusa a dar detalhes de como ocorreu a ameaça ou aconteceu algo? e Sr. não quer que a PF descubra os culpados. Cadê aquele DEPUTADO implacavel que postou varios autdoor na cidade denunciando o roubo dos milhões da educação. É, se bem que depois o Sr. se aquietou e agora fala em desistir. Tá estranho! Pare com isssssssso DE-PU-TA-DO! O Sr é o mais atuante, é o que mais aprovou leis relevante, tem carisma, é popular, inspira confiança, (uma qualidade rarissima nos politicos, no Amapá então), está bem nas pesquisas, talvez ainda puxe um candidato da coligação ou o senhor tá jogando pra platéia. manifeste-se pois já ouvi alguns de seus eleitores meio desconfiados.

    • Esse povo .. adora dizer que é armação. Não se questiona fatos. Mesmo que a imprensa nacional colocasse no ar as conversas, ainda iria ter pessoas dizendo que ” tudo isso é armação”. ei acorda mano!!!

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