Renda per capita – Macapá é fona

Da Agência Brasil

Florianópolis é a capital com maior rendimento domiciliar per capita;
Macapá tem o menor valor

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Enquanto Florianópolis (SC) é a capital com maior rendimento domiciliar per capita do país, R$ 1.573, Macapá (AP) é a que apresenta a pior situação, onde esse valor corresponde a pouco menos da metade do da capital catarinense: R$ 631. Além disso, metade da população de Florianópolis recebia até R$ 900 mensais. Por outro lado, em Macapá, essa mesma proporção dos habitantes tinha rendimento bastante inferior, de até R$ 316.

Em segundo lugar no ranking das capitais com maiores rendimentos domiciliares per capita aparece Vitória (ES), com R$ 1.499, e metade da população recebendo até R$ 755.

De acordo com dados dos Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgado hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a comparação reforça a tendência histórica de melhores níveis de rendimento nos estados das regiões Sul e Sudeste.

O estudo também destaca que em 17 das 26 capitais, 50% da população recebia, em 2010, menos do que um salário mínimo em valores da época (R$ 510).

O levantamento aponta, ainda, que permanecem as disparidades de renda entre homens e mulheres. Em média, eles ganhavam R$ 1.395, valor 42% superior à média das mulheres, de R$ 984.

Nos municípios menores, com até 50 mil habitantes, a diferença observada foi mais intensa. Neles, os homens recebiam em média 47% a mais do que as mulheres. Já nas cidades onde a população supera os 500 mil habitantes, a diferença é de 40%.

  • Mas, veja que o atual Secretário de Transporte, antes de ascender ao poder local afirmava:

    Um belo orçamento (Sérgio La-Rocque)
    O Brasil, em especial o povo do Amapá, na manhã de 10 de setembro, acordou estupefato com a mega operação realizada na capital denominada Mãos Limpas, que envolveu 600 policiais federais, 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria Geral da União e prendeu diversas autoridades, personalidades e empresários do estado, entre os quais o ex-governador Waldez Góes, o atual governador Pedro Paulo Dias, o presidente do Tribunal de Contas, Júlio Miranda, além de ações coercitivas contra o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás e o prefeito da Capital, Roberto Góes.
    Os presos foram acusados de envolvimento no desvio de dinheiro público, cujos valores no âmbito do Poder Executivo, conforme as investigações da CGE, ultrapassam R$ 800 milhões.
    Tal acontecimento, de natureza extremamente grave, que envergonha a todos, traz à baila dentro do presente processo eleitoral a discussão sobre o Orçamento Público estadual e sua gestão pelos governantes.
    Antes de tudo é preciso que a população saiba que o Amapá possui um dos melhores Orçamentos do país, algo em torno de R$ 3.980,00 por habitante ano. É muito dinheiro!
    Para se ter uma idéia desta magnitude, os três estados mais “ricos” da Federação; São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, possuem orçamentos per captas de R$ 2.448,00, R$ 2.975,00 e R$ 2.050,00 respectivamente.
    Na Região Sul, o estado do Paraná apresenta R$ 2.448,00 e Rio Grande do Sul, R$ 2.541,00.
    No Nordeste, o estado da Bahia possui R$ 1.623,00 e o Ceará, R$ 1.529,00.
    No caso da Região Norte, nosso Orçamento por habitante ano só fica atrás do campeão Acre, com R$ 5. 217,00, mas muito superior, mais do que o dobro, ao do vizinho estado do Pará, com R$ 1.487,00. Temos ainda o Amazonas com R$ 2.470, Rondônia, com R$ 3.312,00 e Roraima, com R$ 3.938,00.
    Como se vê, o Amapá ocupa uma posição privilegiada. Bem ao contrário do que se propaga, não é um estado pobre. Tal afirmação não se sustenta pelas evidências.
    Tem um belo Orçamento Público. Que, bem gerido e em boas mãos, possibilita, no médio prazo, transformá-lo “num brinco”.
    O momento é propício para uma profunda reflexão sobre o assunto. Uma grande repactuação, em torno deste Orçamento entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário precisa ser construída. Tal tarefa, por ter a chave do cofre, caberá ao novo governante que será escolhido pelo povo do Amapá nas próximas eleições.
    Assim, está nas mãos do povo amapaense a decisão para se construir um novo tempo no Estado e para o estado.
    *Sérgio La-Rocque é engenheiro químico/MBA, ex-presidente da CAESA e atualmente diretor de expansão e tecnologia DA COSANPA/PA.

    Como se vê, por esta e outras razões, que estou bastante depecionado com algumas pessoas que viam tantas mazelas nos Governos anteriores e agora não vêem nada. Está parece jogo de dama, quem está de fora, enxergas mais.

  • A propósito, alguém poderia me informar, a zona de livre comércio de Macapá trouxe qual beneficio ao Município? Foi criado algum distrito industrial? Alguma empresa de porte se instalou gerar crescimento à economia do Estado? Por favor, alguém é capaz de me dar uma noticia satisfatória aí da minha terra? Pois, as últimas noticias são só tristeza e decepção. No aguardo.

    • A Aurora tem uma distribuidora exclusiva no Amapá, que é a Nutriama.
      Tem a Top Internacional, que é a importadora exclusiva da maioria dos perfumes usados no mundo todo. Lembrando que a Top Internacional não está presente em algumas grandes cidades do Brasil. Minha tia Terezita compra perfumes em Macapá para revender em Brasília.

      Se tiver mais, me avisem …

  • Em Macapá um PM em início de carreira ganha mais de dois mil reais. No Paraná, não chega nem a mil e quinhentos.
    No entanto, percebo que um PM em Curitiba vive melhor do que um PM em Macapá. Por que isso acontece?
    Em Macapá o custo de vida é beeeeemmmmm mais alto. Alimentação cara, moradia custa o olho da cara(tanto aluguel quanto venda de imóveis), saúde pública quase não funciona, opção de lazer são poucas, se quiser viajar para outros estados paga-se uma fortuna.

    De nada adianta o Amapá ter salários maiores do que outras regiões se as políticas públicas não funcionam no Amapá.

    • Falou e disse, camarada. Nossa maior produção é criança, e assim mesmo com reprodutores e matrizes importados das ilhas. Fruto da tal de Zona Fraca, que atraiu para cá só hordas sem eira nem beira. O resultado está aí nas periferias: desemprego, desajuste familiar, prostituição, roubos, etc, etc e etc…
      E não tem volta. Cada vez pior fica. População cresce e Malthus com a razão.

      • Antes eu era terminantemente contra o aborto, mas depois de constatar que nada consegue impedir esse povo de transar de forma irresponsável e inconsequente, passei a aprová-lo. Se eu fosse ditador, o “caboco” que colocasse filhos no mundo sem condições de sustento da prole, seria capado.

  • Espera-se o quê de um estado dependente da economia pública e refém de oligarquias horríveis. Estamos no fio da navalha. Outra, estamos no cenário nacional como estado da corrupção, graças às operações da PF que mostrou as vísceras da podridão dos políticos do Amapá. A desconfiança no investimento de iniciativa privada aqui é inevitável.

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