“Você não é o dono do mundo!”, diz Randolfe ao ministro da Educação

Sobre a carta do ministro da Educação recomendando às escolas a execução do Hino Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) classificou a atitude do ministro de  “patriotismo de araque”. Em sua conta no twitter agora à noite, Randolfe sugeriu as professores que filmem e fotografem as condições das escolas e enviem para o ministro junto com cópias de contracheques dos trabalhadores da educação.
Ele anunciou que pedirá à Procuradoria Geral da República que investigue o ministro por atos de improbidade. “Primeiro chamou os brasileiros de ladrões e canibais e, agora, quer assediar alunos da educação básica”, postou o senador.

MEC quer execução do hino nacional nas escolas

O Ministério da Educação (MEC) enviou a escolas de todo o país uma carta com uma mensagem do ministro Ricardo Vélez Rodríguez para os estudantes e professores.

Na carta ele pede que seja lida a mensagem e cantado o Hino Nacional. A mensagem é a seguinte: “Brasileiros! Vamos saudar o Brasil dos novos tempos e celebrar a educação responsável e de qualidade a ser desenvolvida na nossa escola pelos professores, em benefício de vocês, alunos, que constituem a nova geração. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”.

E orienta que após a  leitura dessa mensagem todos – professores, alunos, corpo técnico –  fiquem perfilados diante da bandeira do Brasil e cantem o Hino Nacional. De acordo com o MEC, não se trata de obrigar as escolas a fazerem isso. “Não é uma obrigação e as escolas que desejarem poderão fazer voluntariamente”. Aquelas que seguirem voluntariamente (?) a orientação  devem filmar (com aparelho celular mesmo) trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino para eviar ao MEC com o  nome da escola, número de alunos, professores e funcionários.

Para o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) o Ministro da Educação ofende os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade. “Mais que isso, ofende a própria Educação que tem como princípio ensinar as novas gerações a pensar.”

Vazou e viralizou – Áudios da conversa entre Jair Bolsonaro e Bebianno

Os áudios das conversas entre Jair Bolsonaro e Gustavo Bebianno, então secretário-geral da Presidência, comprovam que eles conversaram três vezes na terça-feira passada, 12 de fevereiro, ao contrário do que faz parecer o tuíte de quarta-feira, 13, do filho Carlos Bolsonaro, compartilhado pelo presidente, quando o vereador acusou Bebianno de dizer uma “mentira absoluta” ao relatar o ocorrido ao jornal O Globo.

No site da Jovem Pan tem matéria detalhada e todos os áudios.
Para escutá-los clique aqui

Uma laranja de R$ 400 mil

Reportagem publicada hoje no jornal Folha de S.Paulo mostra que o PSL – o partido do presidente Bolsonaro – criou em Pernambuco uma “candidata laranja” nas eleições do ano passado para deputada federal só para ter acesso a dinheiro público. A candidata – que  teve apenas 274 votos –  recebeu R$ 400 mil do PSL durante a campanha. De acordo com a Folha, a candidatura laranja foi criada pelo grupo do presidente do PSL,  Luciano Bivar (PE), novo 2º vice-presidente da Câmara. Ele nega.

Numa outra reportagem, publicada  segunda-feira, 4, a Folha revelou que também em Minas Gerais foram criadas candidaturas laranjas. E aponta como suspeito dessas criações o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL).

Leia a íntegra da reportagem aqui

Randolfe propõe a CPI das Barragens

O senador Randolfe Rodrigues (REDE – AP) continua na articulação para colher as 27 assinaturas necessárias para a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) – ainda nas primeiras semanas de fevereiro – para investigar os crimes ambientais que ocorreram em Mariana (2015) e em Brumadinho (2019). Até o momento, Randolfe conseguiu a assinatura de 12 colegas senadores.

Para Randolfe, os autores deste crime não podem sair impunes e novos desastres devem ser evitados a qualquer custo: “A situação das barragens no Brasil é uma bomba-relógio. Aconteceu em Mariana, aconteceu em Brumadinho, pode acontecer em inúmeras outras cidades, como já aconteceu no meu Amapá, e isso precisa de uma investigação mais detalhada por parte do Congresso Nacional”, afirmou.

Além de querer investigar os episódios ocorridos em Minas Gerais, Randolfe também cobrará reparação dos danos ambientais nas áreas afetadas e exigir – o mais rapidamente possível- a indenização às famílias atingidas nos crimes Mariana e Brumadinho: “Na CPI, podemos determinar diligências, requerer documentos, realizar inspeções e outras atividades que contribuam na prevenção de desastres ambientais, bem como a responsabilização daqueles que agiram de maneira negligente. Além disso, a instalação da CPI faz com que toda a sociedade se envolva no tema dos danos ao meio ambiente, que coloca em risco a saúde e o bem-estar dos nossos cidadãos”, explica.

Em seu requerimento, Randolfe exemplificou ainda diversos crimes ambientais que ocorreram no país nos últimos tempos, como por exemplo, o desabamento do porto de exportação de minério em Santana, no Amapá, em 2013. “A tragédia matou seis pessoas, sendo que duas nunca foram encontradas. Além das vítimas, o acidente destruiu toda a estrutura do porto, arrastando veículos, equipamentos e várias toneladas de minério de ferro para dentro do rio Amazonas”, lamentou.

A Comissão será formada por treze Senadores titulares e sete suplentes, indicados pelos líderes dos partidos

(Texto: Carla Ferreira)

Um dia pra ficar na história

2 de fevereiro de 2019 é um dia para ficar na história. O dia que um gordinho do Amapá – que prefere açaí a caviar – acabou com a hegemonia do MDB no Congresso Nacional.
Desde a redemocratização do Brasil em 1985, ou seja nos últimos 34 anos, o MDB ocupou por 30 anos a presidência do Senado. Nessas mais de três décadas só houve um período em que o MDB não presidiu, foi de 1997 a 2001, quando Antônio Carlos Magalhães (PFL) foi eleito duas vezes para a presidência. Mas isto não quer dizer que o MDB foi derrotado. Negativo! ACM foi eleito com total apoio do MDB.

Novo verbo

A Internet não perdoa. Com a renúncia de Renan, os internautas trataram de criar logo um novo verbo: “renanciar” com o significado de renunciar, por birra,  algo que já está perdido.

As principais manchetes sobre a vitória de Davi

Alcolumbre prega reunificação e quer Senado livre de “mesquinhada do Judiciário”

Eleito presidente na onda de movimento anti-Renan, Davi Alcolumbre passou mensagem de renovação e defendeu fim de “segredismo” no Senado

Davi Alcolumbre derrota Renan Calheiros e outros 4 candidatos, e é eleito presidente do Senado, com 42 votos
Apoiado pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), senador foi eleito em primeiro turno, com 42 votos

Davi Alcolumbre é o novo presidente do Senado
O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) é o novo presidente do Senado. Ele se elegeu em primeiro turno, neste sábado (2), após receber 42 votos. Um a mais do que os 41 exigidos para que não houvesse segundo turno. Essa foi a eleição mais acirrada da história da Casa desde a redemocratização

Após desistência de Renan e duas votações, Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado em 1º turno
Senador do Amapá recebeu 42 votos, um a mais que o mínimo necessário para vencer no 1º turno. Com o resultado, DEM passa a deter o comando de Senado e Câmara.

Eleição do Senado: como foi a conturbada disputa que deu a vitória a Davi Alcolumbre
Davi Alcolumbre é o novo presidente do Senado. Apoiado por Onyx Lorenzoni (ministro da Casa Civil), ele teve os votos de 42 dos 81 senadores. BBC News Brasil recapitula todos os episódios da disputa.

Saiba quem é Davi Alcolumbre, o novo presidente do Senado