Bebê indígena é roubado da Maternidade

Serinã Wãiapi, da aldeia Aramirã, deu entrada na maternidade pública Mãe Luzia na noite de quarta-feira. Às 4h30 de ontem deu à luz um menino. Ela e o bebê ocupavam o leito E da Enfermaria 4. À tarde, por volta das 15h30, durante o horário de visitas, seu bebê foi roubado por uma mulher que vestia um jaleco branco, provavelmente se passando por médica.
A mulher saiu pela porta da frente, com o indiozinho no colo, sem ser importunada por ninguém. Mas toda a ação da ladra de bebê foi filmada pelo circuito interno de TV.
O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública admite que a segurança daquela maternidade pública falhou.
Como se trata de indígena, a Polícia Federal foi chamada e já iniciou as investigações.

  • Só lembro da demagógica visita eleitoral que o Capi fez à maternidade e a Record denunciou. Agora o Camilo Góes Capiberibe tem obrigação de fazer diferente do Waldez Góes, caso contrário, vai valer o ditado: é tudo farinha do mesmo saco!

  • Ato inaceitável! Cadê a segurança da maternidade? isso eh direito do povo! segurança pública é dever do estado e direito de todos os cidadãos! Lamento por essa mãe, que a esta hora deve estar debruçada em lágrimas pelo filho perdido por conta da falta de competencia de um estado ineficiênte!

    • Concordo, hoje roubam, na época do Waldez pelo menos uma mãe tinha o direito de sair com o corpo! Kkk. Saúde também é direito. caso isolado, não creio que vai ser roubado uma criança por dia… Coerência, foi falha grave, mas foi isolado. Que fique claro, acho absurdo a falha na segurança, mas sem radicalismos políticos.

      • Que ridiculo Zanjo, no comentário acima o rapaz não está comparando governo Góes ou Capiberibe, e sim reclamando um direito que é de todos nós, inclusive seu! Lembre-se que você pode ser uma vitima da fauta de segurança em nosso Estado…

        • Sim, a FALTA, e não fauta de segurança eu reclamo! Mas a conotação do comentário teve cunho político. Eu satirizei, acho que entendeu errado minha intenção.

  • Néa, não tem a ver com esse caso, mas fui ao hospital da criança e vi pelo menos 10 mães com os filhos sendo atendidos no corredor. Algumas tomando soro no colo da mãe… acho que vi e ouvi algumas críticas sobre isso. Votei no Camilo e vou exigir respeito com os cidadãos. Ah, a CEA tá cortando energia noturnamente, mas isso não posso confirmar porque não vi. Já a questão do hospital da criança, sim!

  • Não seja preconceituoso Sr. Roque. Os indios foram aculturados, não por vontade própria. Fique sabendo que “indiozinho” também é GENTE.

    • Quem pareceu preceituoso(a) foi você, ao colocar a palavra entre parênteses. O que eu quis dizer é que, enquanto mães se desfazem de filhos feito lixo, outros são roubados de mães que assumem este papel. É lógico que índio também é gente, mas essa teoria não era aceita há menos de 200 anos, quando a Igreja Católica pregava que índios e negros não tinham alma, o que justificava a prática da escravidão.

      • Soh retificando o comentário do Sr Roque, os índios nunca foram vistos como desalmados pela Igreja católica, pelo contrário, esta tinha como objetivo catequiza-los a fim de salvar as almas que estavam na iminência de serem perdidas.

        • Muito bem, Ribeiro.
          Mas que existe gravidez de risco entre índias, existe. Nós é que nunca soubemos. Quando havia, morriam e por isso ficava. Felizmente o governo tenta ajudar esses brasileiros, embora tardiamente, mas tenta.

          • Você acha que interferir na cultura é ajudar? Os índios perdiam crianças no parto natural, mas sobreviviam dentro de uma cultura, hoje o homem branco segue “catequizando” dizendo que preserva a cultura. Que cultura? Levar telefone, internet, carro, escola… Eu não acho que seja preservação. Índio não pesca, come sardinha porque dá menos trabalho. Não sou contra os direitos humanos, sou contra a descaracterização cultural, que bom seria ver os índios de saiote, hoje usam short e camisa do Mengão! Ocorreu uma inversão de valores. Hoje temos aquí na região metropolitana, um exemplo de mutilação cultural APA do Curiaú, cheia de construções em alvenaria, festas bregueiras… O Governo não proteje,não limita, mas dá acesso. Sou da opinião que a cultura é a honra de um povo, e deixar delapidar a verdadeira cultura é o fim.

            Só falta chegar um programa nacional de moradia indígena! Kkk, imaginem todos em seus apartamentos no meio da floresta.

            Gravidez de risco é criar indios cada vez mais brancos… A pátria mãe gentil Brasil não cuida, ela promove inclusão social, e “zoológicos” humanos. Sejamos francos, se é pra ter acesso a infraestrutura total, tirem da selva. É mais inteligente, pois a cultura é atropelada sem humilhar. Dizer que temos índios urbanos é melhor que “zoológico” pois, dão tudo e dizem fiquem aí, estamos preservando. Ora bolas!

            Preservação cultural, onde? Tribo virou museu a céu aberto, quando vai alguém, fazem um ritual pra ser filmado, mas no dia-a-dia existem casos que usam até fogão. Fala sério.

        • Pode ser. Lembro-me da forma como Dom Jerônimo, irmão do inquisidor, e personagem vivido de forma irretocável por Tarcísio Meira no seriado “A Muralha”, catequizava as índias. Para isso, escolhia as mais bonitas. Vale ressaltar que a autora Maria Adelaide Amaral baseou-se em fatos reais para escrever a série. O certo é, que com alma ou sem alma, os colonizadores portugueses, em nome da fé católica, só não conseguiram infligir o peso da escavidão aos indígenas porque, ao contrário dos negros africanos, conheciam a região e, por isso mesmo, não conseguiam controlar a fuga para as florestas.

      • “Aspas”. São diferentes de (parênteses). Você tem razão quando fala de “parir”, índios tradicionais estão acabando, mas não justifica o mérito da questão, roubaram uma criança. Se contestarmos a questão histórica a Igreja foi carrasca com muitas raças e crenças, era uma força política que norteava a direção dos homens, cheia de falhas e absurdos. Acredito na casa de Deus, tenho dúvidas dos moradores que sempre esconderam na fé sua má fé. Religião me assusta, pelos que a usam, e não pelos fiéis.
        Tenho verdadeiro abuso da história cruel, do lado obscuro que sempre foi a base da política, e plantou a semente da intolerância pela força da fé.
        Deus não é religião, é fé.

          • Kkkkkkkkkk um ponto em comum, concordo absolutamente com você. Cultura só pode se preservar, sem interferir. Protejer o todo.

  • Acredito que não tem coisa mais dura prá uma mãe que perder um filho e nas condições que ocorrreu com essa senhora é inadmissível.

    Sou solidário a essa senhora, porém não posso deixar de repudiar a falta de medidas de segurança na maternidade sufientes prá proteger os direitos das mães que procuram o poder público no sentido de cuidar de seus filhos!!

    Ô CAMILO, vamos olhar para o “Mãe Luzia”, prioridade número um para localizar essa “bandida” e devolver o filho a sua verdadeira mãe, punindo exemplarmente essa “coisa” que fez isso, provavelmente deve ter o útero seco, pois não deve saber ok é ser mãe, se soubesse não faria isso, em hipótese alguma!!

    Estamos esperando, estamos OBSERVANDOOOOOOOOO…

  • Não obstante o crime praticado, o mundo se tornou tão civilizado que agora índia tem filhos em maternidade. Quando me entendi por gente, as índias pariam na aldeia, de cócoras, e nunca ouvi falar em gravidez de risco entre as mães índias. Por outro lado, com tanta “mãe” parindo o jogando o filho no lixo, vão roubar logo um indiozinho? Este mundo está perdido…

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