Lançamento do livro Escritos Jurídicos e Memórias

Obrigada pelo convite. Não poderei ir, mas desejo o maior sucesso

Procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Beatriz H. Ramos Amaral é  poeta, contista, ensaísta e musicista e  mestre em literatura e crítica literária.
Escritora premiada, Beatriz participa de várias antologias e tem dezenas de livros publicados, entre os quais destaco “Cosmoversos”,  “Encadeamentos”, “Primeira Lua”, “Poema Sine Praevia Lege” (finalista do prêmio Jabuti de poesia de 1994), “pPlanagem”,  “Cássia Eller – canção na voz do tempo” (ensaio biográfico abordando a trajetória estética da intérprete). seguiram-se “Alquimia dos Círculos” e  “Luas de Júpiter”.

História de Oiapoque, livro de Sonia Zaghetto, será lançado nesta sexta

“História de Oiapoque”, livro  – que como o nome diz – conta a história do município amapaense que faz fronteira com a Guiana Francesa. A autora Sonia Zaghetto fez um trabalho minucioso de pesquisa, consultou documentos, ouviu histórias e relata experiências vividas pelo seu avô Roque Penafort, que foi prefeito daquele município e patrono da Cadeira nº 33  da Academia Amapaense de Letras.

Publicado pela Editora do Senado Federal, o livro é  resultado de uma iniciativa do senador Randolfe Rodrigues em divulgar essa história inédita do Amapá, e será lançado nesta sexta-feira (22), às 19h, na livraria Leitura, no Amapá Garden Shopping.

Resenha crítica do livro Paisagem Antiga

Resenha crítica do livro Paisagem Antiga
Por Fernando Canto, no BlogDeRocha

Alcinéa Cavalcante é, hoje, a herdeira abençoada de uma geração de poetas amapaenses do início do Território Federal do Amapá que conseguiram expressar seus sentimentos telúricos e representar um modelo de criações modernistas no contexto amazônico. No meio desses poetas estavam seu pai Alcy Araújo junto com Álvaro da Cunha, Ivo Torres, Aluísio Cunha e Arthur Nery Marinho, que chegaram a publicar revistas, livros e a antologia “Modernos Poetas do Amapá”, em 1960.

Antes da autora, porém, outros vates publicaram trabalhos modernistas, como foi o caso de Isnard Brandão de Lima Filho, Raimundevandro Salvador, Ronaldo Bandeira, Nazaré Trindade, Sílvio Leopoldo (estes já falecidos), Graça Viana, Manoel Bispo e Carlos Nilson. Todavia, o atingir de sua modernidade se dá pela forma diferenciada que busca a simplicidade na extensão de sua memória, o que a torna uma poeta, uma prosadora de notável labor – observando a relação com os poetas antecedentes que deram uma nova feição à construção poética local, ainda que com um atraso de um pouco mais de 20 anos, desde o Movimento Modernista de Movimento Modernista de 1922.

No seu caminhar literário Alcinéa Cavalcante usa a imaginação e a memória e aborda a paisagem como um símbolo identitário iniludível que põe à mesa suas observações de mundo (real) e transforma signos e marcas (e por que não cicatrizes?) em expressões linguísticas, pois o que se segue, tanto nos poemas como nas crônicas são as retenções memoriais retratadas pelo seu olhar sensível e trabalhadas literariamente. E a paisagem é tudo diante dos sentidos: é a beleza do horizonte, o fazer do homem e da mulher, os gestos, os cheiros, os sons, o gosto… enfim, a cultura humana subjacente e primorosa, capturada pelos artistas, estes que exercem o ofício de construir figuras por metáforas, para dotar sua arte de maior valor artístico e interpretativo, além do invólucro que muitas vezes cerceia o entendimento.

No caso do livro aqui abordado, sua literariedade é madura e enfática e surge agora renovada e simples como na fase do cubismo de Picasso, que o fez refletir, já idoso, sobre o discernimento de pintar como uma criança, após tantos anos de rebuscamento e de experiências. Por isso é também comunicativa e significante. Seu prefaciador, o poeta Paulo Tarso Barros, foi feliz ao afirmar que “Parece que sua mão de poeta e mente treinada nos textos claros, objetivos e sintéticos do jornalismo, ao juntar a alquimia verbal que o seu estilo poético e inato tão bem o demonstra, surgem imagens plenas de ternura, sensibilidade e aquela saudade e nostalgia dos tempos da infância que ficou cristalizado na [sua] memória poética[…]”. Esse trecho reforça formidavelmente o que escrevi acima.

“Paisagem Antiga”, é, então, o testemunho de uma cidade em mudança, um impulso que se transforma em sentimentos de angústia e melancolia em contraste com a beleza e a alegria narradas e do profundo amor presente e carimbado em muitos textos do livro que evocam eventos memoriais. O trabalho da autora também traz e distribui tempestuosidades e temperanças. Porém, é mais motor que âncora pois se impulsiona de moto próprio no rio caudaloso e se instaura na literatura renascida e vigorosa sob o céu do equador, porque somente a revelação cósmica dessa atividade criadora, desse entusiasmo criativo confere seriedade à sua dimensão artística. Nela, o vivido, o lembrado, o esquecido, o silenciado e outras formas de interpretação de mundo – reais ou irreais – podem ser escritos e assim dotar a arte literária de um caráter maior e mais humano.

No mundo dos livros

Este é um dos livros que gosto muito. Nele Mindlin nos conta como começou sua biblioteca particular, fala dos sebos por onde andou, como conseguiu as obras mais raras e nos abre as portas de sua biblioteca interior. Em “No Mundo dos Livros”, Mindlin expõe sua visão sobre a importância da leitura e sua análise dos clássicos que marcaram sua vida e nos mostra que o amor pelos livros e pela literatura nasce, cresce, se torna cada dia maior pelo exercício de escolher o que e como se lê e assim criando uma biblioteca interior, que é construída pela relação afetiva com autores, títulos, personagens.
Sua paixão pelos livros começa quando ele ainda era tão criança e nem sabia ler, mas vivia folheando os livros na biblioteca de seus pais fingindo lê-los (eu também fiz muito isso).
E você já leu? Que tal batermos um papo sobre esse livro, seu autor e o amor pelos livros e pela literatura?
Ainda não leu? Que tal lermos juntos?

Cláudia Almeida lança seu primeiro livro de poesias sexta-feira no Sesc

Angústias e desejos humanos expressos em poemas ternos e ousados é o que promete a obra “Versos Insanos” da escritora amapaense Cláudia Almeida que será lançada no próximo dia 26 de outubro, às 19h, por meio do projeto Sesc “Movimento Literário”.

O livro “Versos insanos” é composto por 52 poemas que versam um sentimento real, às vezes até palpável pela densidade dos poemas e sentimentalidade e pela verdade trabalhada pela poetisa. Segundo a autora a obra traz sua essência de mulher, e sua vontade de lutar e  necessidade de amar para viver. O lançamento inicia a partir das 19h na unidade Sesc Centro e contará com declamação poética de Carla Nobre.

O projeto Sesc “Movimento Literário” objetiva promover ações literárias com foco na democratização e acesso da linguagem, contribuindo com a promoção de atividades voltadas para a reflexão, apropriação de novos conhecimentos, o despertar de emoções e  senso crítico.

Cláudia Almeida
Professora e poetisa, filha de ribeirinhos do interior da Amazônia Brasileira, Cláudia Patrícia Nunes Almeida, que adota o pseudônimo “Flor d’Maria”, nasceu em Macapá/AP, no dia 27 de junho de 1978. Graduada em Letras pela universidade Federal do Pará (UFPA) em 2002, é professora do Instituto Federal do Amapá (IFAP). Remanso das Águas foi seu primeiro livro lançado no universo das palavras e nele encontramos a essência da vida do povo Caboclo da Amazônia em forma de prosa. Participou da Antologia O Protagonismo Feminino em Versos e Prosas, da Rede de Escritoras Brasileiras (REBRA) em 2016.

(Ascom/Sesc)

Vamos ler poesia

Minha modesta estante está a sua disposição. Pode entrar, sem fazer cerimônia, pegue com afeto – como quem pega uma rosa – o livro que você quiser pra deixar seu fim de tarde mais bonito, mais leve, mais lírico. Pois, como diz meu amigo poeta Manoel Bispo, onde não há poesia a vida pesa como chumbo.

Cartas a Albert Camus

LETTRES À ALBERT C.
Evelyne Selles-Fischer

Une femme écrit des lettres fictives à Albert Camus, qu’elle n’aurait pas pu rencontrer mais qu’elle a toujours vénéré. Auraient-ils pu avoir une liaison ? Albert Camus, l’écrivain qu’on admire… et l’homme qu’on imagine.
Evelyne Sellés-Fischer est née en Algérie. Après ses études (lettres, violon, art dramatique), elle a abordé la comédie musicale : Big Bazar, Monte-Cristo (Michel Legrand), Les Misérables (Robert Hossein). Présentatrice d’un magazine sur Antenne 2 pendant 3 ans, elle est également critique de cinéma, télévision et théâtre (La revue des deux mondes, Réforme, Actualités des religions, actuellement Historia, Le Droit de Vivre (Licra) et la radio Fréquence protestante). Elle est soliste d’un groupe de gospel. Deux fois juré du Jury oecuménique au festival de Cannes, elle est Chevalier dans l’ordre des Arts et des Lettres.

88 pages • 12,5 euros• septembre 2018
EAN : 9782343156620