Engasga Engasga: a mentira que aterrorizou Macapá e prendeu inocentes

Por João Capiberibe *
Em 1973, uma onda de pânico tomou conta de Macapá. Mulheres estariam sendo atacadas nas ruas. A cidade parou.
Macapá, capital do Amapá, era uma cidade pacata, com ruas e avenidas largas e bem traçadas. Havia muitos espaços vazios destinados à urbanização futura, onde crianças improvisavam suas brincadeiras. Mangueiras de copas frondosas formavam um mar de sombras — ponto de táxi e de gente sem pressa, parada obrigatória em busca de brisa e proteção contra o sol escaldante do meio do mundo.
Os macapaenses, isolados na margem esquerda do Rio Amazonas, sem televisão e sem rodovia que os conectasse ao restante do país, viviam em um recanto de tranquilidade. Sem grandes ambições e com tempo de sobra, sentavam-se nas portas de casa ao fim da tarde, deixando as horas correrem em conversas simples, longas e sem urgência.
Foi nesse cenário — e entre essa gente pouco voltada para o que acontecia fora dali — que tudo mudou.
De repente, tensão e medo se espalharam como rastilho de pólvora. A vida virou de ponta-cabeça.
Naquele dia de maio de 1973, que parecia seguir como qualquer outro, o rumo da cidade mudou ao meio-dia. O locutor da Rádio Difusora de Macapá — emissora oficial do governo — interrompeu a programação. Com música de suspense ao fundo, leu pausadamente o Comunicado Oficial nº 1, assinado pelo secretário de Segurança Pública, coronel Gentil Almeida Campos:
“A situação é grave e de grande perigo, motivo de aflição e insegurança para as famílias que vivem nesta pacata cidade. Cabe-nos informar que, nos últimos dias, registramos vários ataques com as mesmas características: tentativa de estrangulamento de mulheres indefesas.
Ontem mesmo, ainda com o dia claro, uma mulher foi atacada no momento em que ia ao banheiro no fundo do quintal de sua casa.”
Após longos considerandos, o comunicado recomendava:
1. Evitar saídas desnecessárias, mesmo durante o dia;
2. Reforçar trancas, portas e janelas;
3. Evitar o uso de sanitários localizados no fundo dos quintais.
E concluía:
“Nós, defensores da lei e da ordem, não mediremos esforços para garantir a segurança do povo bom e ordeiro dessa terra.”
Quarenta e oito horas depois, o governo decretou toque de recolher em Macapá, proibindo a circulação de pessoas entre 20h e 6h.
Parecia um pesadelo.
A cidade silenciou. Ruas vazias, portas fechadas. A sensação era de confinamento coletivo. Dentro das casas, o medo circulava livre: qualquer ruído parecia ameaça, e o tempo custava a passar até o amanhecer.
Mas o tempo passou.
Cinco décadas depois, a memória desse episódio — apelidado pelo povo de “Engasga Engasga” — permanecia incompleta. Faltava o depoimento de alguém do governo que revelasse o que se passou nos bastidores do poder.
A Comissão da Verdade, criada em 2013 pelo então governador Camilo Capiberibe, investigou os crimes da ditadura no Amapá, mas encontrou enorme dificuldade para colher depoimentos. Poucos se dispuseram a falar.
Durante muito tempo, vindo dos governantes da época, quase nada se soube, até que um dia…Janete me surpreendeu com um maço de folhas amareladas, datilografadas.
— Lembra disso? — perguntou.
— São textos teus sobre o “Engasga”. Tem entrevista com o Chaguinha… e com o Dr. Adamor.
Comecei a ler e não parei mais.
Eram cerca de trinta páginas: vinte com textos meus, escritos de forma romanceada sobre o “Engasga” e outras com a degravação de duas entrevistas — uma com Francisco das Chagas Bezerra, o Chaguinha, vítima da farsa, e outra com o advogado Adamor Oliveira, então assessor do secretário de Segurança.
Coincidência ou não, eu já estava retomando esse tema para um livro. Mas, diante do ineditismo do depoimento de Adamor, decidi torná-lo público imediatamente.
As entrevistas foram realizadas, ao que me recordo, em dezembro de 1989, no final do meu primeiro ano como prefeito de Macapá. Trinta e sete anos depois, esses escritos perdidos reaparecem, e com eles as entrevistas que compartilho com vocês.
Boa leitura.
Entrevista
Francisco das Chagas Bezerra — Chaguinha. Em dezembro de 1989.
Nascido em 1907, em Fortaleza (CE), militante do Partido Comunista. Chaguinha tinha 84 anos quando me concedeu esta entrevista.
“Isso começou por volta do dia 20 de maio de 1973. Eu só ouvia falar que havia homens atacando mulheres, tentando estrangulá-las, mas sem matar. O medo foi crescendo. Em todos os bairros se falava disso. A cidade entrou em pânico.
Eu não levava muito a sério no começo. Eram muitos comentários. Mas o terror foi tomando conta de todos.”
No dia 31 de maio, ao sair do trabalho na antiga Beira — onde fazia carretos — encontrou um amigo:
“Seu Chagas, estão prendendo muita gente. Já levaram Isnar Lima, Jorge Padeiro e o filho dele. Melhor o senhor ir pra casa.”
Chaguinha seguiu pela Avenida FAB. Ao chegar, a polícia já o aguardava.
“Me deram voz de prisão na porta de casa. Disseram que era por esse ‘negócio’ e por ordem superior. Entraram e reviraram tudo. Livros, fotos… até livro da Rachel de Queiroz. Era horrível. Eu estava apavorado, mas não demonstrei.”
Foi levado à Fortaleza de São José, onde já havia cerca de vinte homens presos.
“No dia seguinte, os soldados entraram mandando todo mundo encostar na parede. Rasgaram roupas, colocaram as camisas na cabeça como capuz. Aquilo era humilhante. Depois nos amarraram com arame.”
Reconheceu conhecidos entre os presos.
“Quando me chamaram pelo nome, amarraram minhas mãos. Um soldado que me conhecia disse: ‘Não aperta muito, é o velho Chagas’. Aquilo me salvou.”
Depois, foram levados em caminhão ao aeroporto e embarcados em um avião do Exército rumo a Belém.
Ao desembarcarem em Belém, foram transportados para a 5ª Companhia de Guarda do Exército. Lá, um oficial ordenou que as amarras fossem retiradas e que os detidos fossem alimentados. Entre os presos, havia uma mulher loira, posteriormente identificada como uma jovem vendedora de confecções em Macapá, acusada de distribuir bombons envenenados para crianças.
Os presos foram chamados individualmente para interrogatório. Hermínio Gugel, ao retornar, demonstrava angústia, afirmando que não seria contra as autoridades. À noite, um soldado tentou intimidar os detidos, ordenando que repetidamente se levantassem e sentassem. Um dos presos, um paraibano com problemas no joelho, recusou-se a obedecer, desafiando os soldados a atirarem nele. Outro soldado interveio, lembrando que os detidos estavam sob a responsabilidade do major Amorim. Depois de três semanas de interrogatórios e maltratos, o inquérito policial militar (IPM), instaurado para investigar o caso, chegou a conclusão que tudo não passara de uma farsa grotesca, e todos foram postos em liberdade.
Entrevista
Dr. Adamor Oliveira
Advogado, à época assessor do secretário de Segurança Pública. Dezembro de 1989
Adamor inicia sua fala com um desabafo que revela o sentimento de perplexidade que o acompanhou anos depois:
“Eu só fui entender o que estava acontecendo muito tempo depois. Quando percebi, pensei: como éramos ingênuos.”
E foi direto ao ponto:
“Gentil Almeida Campos queria justificar a criação da Polícia Militar no Amapá. Para isso, precisava de um fato concreto. A estratégia foi simular ataques para gerar pânico. Assim nasceu o ‘Engasga Engasga’.”
Segundo ele, o personagem central da farsa foi um estrangeiro conhecido como Itapai.
“Ele vivia no Brasil com documento falso. Gentil mandou integrá-lo às rondas. Com o tempo, percebemos que ele próprio era o ‘engasgador’.”
Mesmo com suspeitas, o secretário o protegia.
“Houve uma vez em que ele desapareceu durante a ronda. Nesse intervalo, ocorreu um ataque perto de onde estávamos.”
Paralelamente, começaram a mapear antigos militantes políticos.
“Levantaram nomes de pessoas presas em 1964. Depois vieram as prisões.”
Cerca de vinte pessoas foram detidas e enviadas a Belém em avião militar.
“Quando prenderam todo mundo, os ataques simplesmente pararam.”
O objetivo estava cumprido.
“O Itapai foi colocado no meio dos presos para ouvir conversas e relatar tudo depois. Em Belém, foi liberado. Os demais ficaram.”
O Inquérito Policial Militar foi conclusivo:
“Não havia nenhuma atividade subversiva. O próprio Exército concluiu que tudo não passava de uma simulação.”
O processo foi arquivado.
Sobre o destino de Itapai:
“Gentil mandou que ele deixasse o país pela Guiana Francesa. Foi preso no caminho, voltou, recebeu dinheiro e ordem para desaparecer. Nunca mais se ouviu falar dele.”
Adamor encerra com uma síntese dura:
“Hoje está claro: tudo foi montado. Uma operação para justificar poder e repressão.”
Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça.
Histórias como essa nos lembram que a democracia não é um dado permanente — é uma construção cotidiana. Quando o Estado fabrica o medo e manipula a verdade, o que está em jogo não é apenas a liberdade de alguns, mas a segurança de todos. Defender a democracia é, antes de tudo, garantir que nunca mais o medo seja usado como instrumento de poder contra o próprio povo.
*) Prefeito de Macapá, governador e senador do Amapá. Autor da Lei Complementar nº 131/2009 (Lei da Transparência). Empreendedor da economia da floresta em pé.

Da Lua promete administração transparente

O novo prefeito Pedro da Lua, de Macapá, disse que vai contratar uma auditoria para saber tim tim por tim tim como está a Prefeitura e que vai fazer uma administração transparente. Da Lua, substitui o Dr.Furlan que ontem foi afastado do mandato por decisão do STF e hoje renunciou ao mandato.
Da Lua disse que vai visitar as UBS na madrugada. “Eu acordo de madrugada mesmo, então vou nas UBS para saber como os cidadão estão sendo atendidos e que medicamentos estão faltando”.
Disse que vai visitar também todas as escolas municipais para conferir como estão funcionando, o que está faltando etc.
Disse que secretário que não trabalhar direitinho vai ser exonerado e que não admite que salários sejam atrasados.

Sobre os artistas ele prometeu que serão priorizados, em vez de artistas nacionais, e que todos serão pagos por suas apresentações antes mesmo de subirem ao palco.

Mas afirmou que não quer fazer festas. “Não dá pra fazer festas se a saúde e a educação não estão bem”.

Garantiu que seu gabinete estará sempre aberto para o público e que defende uma imprensa livre.

Os novos secretários municipais

O novo prefeito de Macapá, Pedro da Lua, está fazendo um raspa na equipe do Dr. Furlan.
Furlan foi afastado quarta-feira do cargo de prefeito por determinação do STF e hoje decidiu renunciar ao mandato de prefeito. (Leia matérias abaixo).

O novo prefeito, Pedro da Lua – que era o presideente da Câmara de Vereadores – anunciou agora há pouco os novos secretário municipais.
São esses:
Saude – Renilda Costa
Finanças – Arlan Aguiar
Comunicação: Joyce Freitas
Chefe de Gabinete: Roseli Matos
Secretária de Governo: Jamaira Ferreira
Procuradora Geral: Nilzelene Galeno

Da Lua disse que ainda no decorrer desta semana anunciará outros nomes.

Furlan renuncia ao cargo de prefeito

Afastado ontem do cargo de prefeito de Macapá, por decisão do STF, o Dr.Furlan (PSD)  apresentou hoje sua carta de renúncia ao cargo de prefeito de Macapá e reafirmou sua pré-candidatura ao governo.

Investigado pela Polícia Federal na Operação Paroxismo, Furlan é suspeito de participar de um esquema de fraude em licitações e desvio de verbas destinadas a construção  do hospital municipal.

Ontem ele, o vice-prefeito e  a secretária municipal de saúde, por decisão do STF foram afastados dos cargos por 60 dias e proibidos de entrar em qualquer prédio da Prefeitura.

O presidente da Câmara de Vereadores, o  vereador da Lua assumiu ontem mesmo a Prefeitura.

Afastado do cargo pelo STF, Furlan reafirma pré-candidatura ao governo

Logo após tomar conhecimento que estava afastado do cargo de prefeito por decisão do STF, Furlan reafirmou nas redes sociais que é pré-candidato ao governo do Amapá.
Ele classificou a decisão do STF e as operações da Polícia Federal como perseguição.
“Eles não estão indo contra o dr. Furlan, mas contra a população”. disse ele.

Então tá.

STF afasta Furlan do cargo de prefeito. PF cumpre 13 mandados de busca e apreensão

O STF afastou do cargo nesta quarta-feira (4) o prefeito de Macapá (AP), Dr Furlan. O vice-prefeito também foi afastaado. Eles são suspeitos de fraudes na construção do Hospital Geral do município, o que vem sendo investigado desde o ano passado.
Em setembro do ano passado a Polícia Federal deflagrou a Operação Paroxismo, com o objetivo de apurar um esquema de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de capitais relacionado a uma concorrência pública conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. Na época foram  cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, inclusive na residência do prefeito Furlan.

A PF detectou  indícios da existência de um esquema criminoso estruturado, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e pagamento de propinas no projeto de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal da cidade. O contrato, formalizado em maio de 2024, foi firmado por R$ 69,3 milhões.
O grupo utilizava mecanismos de dissimulação patrimonial, incluindo entregas físicas de numerário e movimentações bancárias para ocultar a origem ilícita dos valores.

HOJE
A Polícia Federal deflagrou hoje,  quarta-feira (4/3), a segunda fase da Operação Paroxismo, com o objetivo de aprofundar as investigações que apuram um possível esquema de fraude à licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.

De acordo com as investigações, há indícios de existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, ao desvio de recursos públicos e à lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e de execução das obras do Hospital Geral Municipal da cidade.

Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, de Belém/PA e de Natal/RN, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou ainda o afastamento de servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.

O prefeito Dr. Furlan – que é pré-candidato ao governo – ontem filiou-se em Brasília ao PSD, partido pelo qual pretende ser candidato ao governo com o apoio de Bolsonaro.

Entre aspas – De Clécio Luís na abertura do ano legislativo

“Governar não é simplesmente anunciar.
Governar é entregar — e entregar com excelência.
Governar é transformar planejamento em realidade
com qualidade, responsabilidade e respeito ao dinheiro público.
Não basta fazer. É preciso fazer direito. É preciso fazer
funcionar.”
(Governador Clécio Luís hoje na abertura do ano legislativo)

Clécio colocou a eleição pra jogo. Certo está pois tem a hora da gestão e a hora da eleição

Do blog Repiquete no Meio do Mundo

O governador Clecio Luís  , que tem perfil de gestor, tem foco total quando está em cargos que exigem sua atenção como gestor público, e faz política eleitoral na hora certa, balançou o mundo político na última sexta-feira com seu ato de filiação ao União Brasil e colocou a eleição pra jogo.
O ato marcou pela grandeza de gente e pela presença de lideranças de todo o estado e de todos os campos políticos, mostrando a união pelo Amapá:
Senador Randolfe Rodrigues, do PT, Ministro Waldez Góes e vice-governador Teles Jr, do PDT, PC do B, deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores de todo o Amapá, recepcionados pelo presidente do senado Davi Alcolumbre, liderança nacional do União.
Momento foi grandioso, grandão, mas delicado, como é o perfil de Clécio, que é forte, solidário, agregador, mas que coloca delicadeza, carinho e “luxuosidade” na simplicidade do que é público, e trabalha em paz em uma hora que o mundo precisa tanto de união.

(Leia mais aqui)

Governador Clécio filia-se ao União Brasil

O presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, secretário-geral nacional do União Brasil e presidente do diretório estadual do partido no Amapá, lidera, na próxima sexta-feira (30), o ato de filiação do governador do Amapá, Clécio Luís, ao União Brasil.

Pré-candidato à reeleição, Clécio Luís foi prefeito de Macapá por dois mandatos e venceu a eleição para o Governo do Estado em primeiro turno no último pleito. O governador deixa o partido Solidariedade para ingressar no União Brasil, fortalecendo a legenda no estado.

Com a filiação, o União Brasil consolida-se como a maior força política do Amapá, tanto em número de prefeitos quanto de vereadores. Atualmente, o partido administra 9 dos 16 municípios do estado e reúne importantes lideranças institucionais, como a presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, deputada Alliny Serrão. Com a filiação do governador Clécio Luís, o União Brasil passará a contar com cinco governadores, o maior número do país.

Presidente estadual do União Brasil no Amapá, Davi Alcolumbre destacou o fortalecimento da legenda com a chegada do governador e a convergência em torno de um projeto político para o estado. “O governador Clécio Luís tem promovido grandes mudanças que melhoram a vida dos amapaenses. Essa filiação fortalece um projeto comprometido com o desenvolvimento do Amapá”, afirmou Alcolumbre.

Serviço – Ato de Filiação Partidária

Local: Quadra da Escola Jesus de Nazaré
Data: Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Horário: 19h
(Raphaela Carrera)

Milhomen não pensa em voltar à Câmara dos Deputados

Ex-deputado federal Evandro Milhomen não pensa, pelo menos esse ano, em disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados.
Deve ser um dos coordenadores da campanha à reeleição do governador Clécio Luís.
Milhomen foi um bom parlamentar, fez parte de diversas comissões, apresentou  dezenas de  proposições e foi relator dee outras tantas.
Por seu porte físico era chamado pelos colegas de “maior deputado do Amapá”.

Na arquibancada

Ex-governador e ex-senador João Alberto Capiberibe (PSB)  está na arquibancada observando a movimentação política.
Perguntei-lhe se será candidato a algum cargo este ano e ele respondeu: “A gente nunca pode dizer ‘não’. Por enquanto estou na arquibancada observando os movimentos.
Nos últimos anos Capi pouco tem falado de política. A prioridade tem sido seu projeto Samaúma – um exemplo de desenvolvimento sustentável – e a produção do vinho de açaí, já conhecido em todo o país.

PF deflagra Operação Fantoche em Itaubal, no Amapá

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (5/12), a Operação Fantoche, com o objetivo de apurar indícios de fraude na cota de gênero nas eleições municipais de 2024, no município de Itaubal, no Amapá.

Durante a apuração, foi verificado que uma candidata teria sido registrada apenas para preencher formalmente a cota de gênero, apresentando inatividade na campanha sem apresentar qualquer justificativa.

As cotas de gênero foram criadas para promover maior representatividade feminina na política, garantindo que partidos e coligações reservem ao menos 30% das candidaturas a mulheres. A fraude ocorre quando partidos registram “candidatas laranjas” — mulheres que não fazem campanha, não recebem recursos e têm votação inexpressiva — apenas para cumprir formalmente a exigência legal, desvirtuando a finalidade da norma e prejudicando a igualdade de gênero no cenário político.

As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar todos os envolvidos. Caso as suspeitas sejam confirmadas, a legislação eleitoral prevê a cassação de toda a chapa, o que pode resultar na perda do mandato dos candidatos eleitos.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá