Coisas de repórter

Eleito governador do Amapá em 1994, João Alberto Capiberibe (PSB) implantou o programa de desenvolvimento sustentável do Amapá, o famoso PDSA – apoiado por muitos e combatido por tantos outros.

Candidato à reeleição, em junho de 1998 Capiberibe reúne a imprensa no Palácio do Setentrião para uma entrevista coletiva. Como sempre, falou quase uma hora sem parar sobre as vantagens do PDSA.
Quando abriu para perguntas, um coleguinha da Rádio Difusora de Macapá – a emissora oficial do governo – apressou-se em levantar a mão para fazer a primeira e, claro, levantar a bola para o governador. A Difusora transmitia ao vivo a coletiva.
Repórter – Pode-se dizer que o senhor é o pai do PDSA e…
Capi – Não! Não! Não! Eu sou pai da Artionka, da Luciana e do Camilo.

Operação Aletheia investiga “candidatas laranjas”

Nesta quarta-feira (8/10), a Polícia Federal deflagrou a Operação Aletheia, com o objetivo de cumprir dois mandados de busca e apreensão para investigar possíveis fraudes relacionadas à cota de gênero feminina, por meio da prática dos crimes de falsificação e uso de documentos falsificados, previstos no Código Eleitoral.

As investigações tiveram início a partir de uma requisição da Justiça Eleitoral, que encaminhou documentação indicando irregularidades na comprovação do percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas exigido por lei.

Durante a apuração, foi verificado que uma candidata teria sido registrada apenas para preencher formalmente a cota de gênero, apresentando inatividade total de campanha e alegando problemas graves de saúde. Para justificar sua ausência, foram utilizados documentos com indícios de falsificação, o que teria mascarado uma candidatura fictícia, caracterizando fraude à cota de gênero.

As cotas de gênero foram criadas para promover maior representatividade feminina na política, garantindo que partidos e coligações reservem ao menos 30% das candidaturas a mulheres. A fraude ocorre quando partidos registram “candidatas laranjas” — mulheres que não fazem campanha, não recebem recursos e têm votação inexpressiva — apenas para cumprir formalmente a exigência legal, desvirtuando a finalidade da norma e prejudicando a igualdade de gênero no cenário político.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, a legislação eleitoral prevê a cassação de toda a chapa, o que pode resultar na perda do mandato dos candidatos eleitos.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá

Pupio, Silvia Waiãpi, Sonize e Gorete perdem o mandato de deputado federal

Sonize Barbosa (PL), Maria Goreth (PDT), José Augusto Pupio (MDB) e Sílvia Nobre Waiãpi (PL), acabam de perder o mandato de deputado federal. Eles tiveram seus diplomas de deputado federal cancelados nesta manhã pela Tribunal Regional Eleitoral em cumprimento à determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de  retotalização dos votos para os cargos proporcionais das eleições de 2022, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) nº 7.228-ED e 7.263-ED.

A medida alterou a distribuição das chamadas “sobras eleitorais” e, por consequência, o resultado final da eleição para deputado federal no Amapá, modificando quatro das oito cadeiras destinadas à bancada amapaense na Câmara dos Deputados.

Com o cancelamento dos diplomas  de Sonize Barbosa (PL), Maria Goreth (PDT), José Augusto Pupio (MDB) e Sílvia Nobre Waiãpi (PL), assumem as cadeiras  André Abdon (PP), Aline Gurgel (Republicanos),  Marcivânia Flexa (FE Brasil) e Paulo Lemos (Federação PSOL-REDE).

A diplomação dos novos deputados será amanhã, terça-feira, 10.

Vida de jornalista

Não lembro exatamente os anos, mas foi na segunda metade da década de 1980.
Eu, Alcinéa Cavalcante,  entrevistando o governador do Território Federal do Amapá, Jorge Nova da Costa.Nova da Costa governou o Amapá de julho de 1985 a abril de 1990. Foi nomeado pelo então presidente José Sarney. Na época não havia eleição para governador.
Mas antes disso, lá pela década de 1950, Nova da Costa morou alguns anos no Amapá exercendo cargo na Divisão de Produção (o que corresponde a Secretaria de Agricultura. Na época não existiam secretarias).

Legal, mas imoral – Vereadores de Macapá aumentam seus subsídios para R$ 19 mil e do prefeito para R$ 32 mil

A Câmara de Vereadores de Macapá aprovou hoje projeto de lei que aumenta de R$ 19.300,00 para R$ 31.920,00 o valor do subsídio mensal do prefeito. Isso representa um aumento de 68%. (Mas se o prefeito quiser pode optar por um valor inferior)
O mesmo projeto aumenta também os subsídios do vice-prefeito – que passa a ser R$ 23.940,00.
Os secretários municipais passarão a ganhar R$ 15.960,00.
E, claro, que os vereadores não deixariam de aumentar seus próprios subsídios. Também na sessão de hoje, eles aprovaram projeto de lei elevando seus subsídios de R$ 12 mil  para R$ 19.317,00.
Os projetos – que são de autoria da mesa – foram aprovado em tempo recorde.
Protocolados no último dia 8, em apenas 15 dias passaram pelas comissões, foram ao plenário e aprovados. Os projetos seguem agora para sanção do prefeito.

Vale ressaltar que  esse “pacote da riqueza” não contempla os servidores. Para eles nadica de nada de aumento.

E ainda há um outro projeto que aumenta a verba indenizatória e a de gabinete dos vereadores, que só não foi aprovado hoje por falta de quórum.

Ressalte-se que em agosto dados do Tesouro Nacional mostraram que a Prefeitura de Macapá está gastando muito mais mesmo do que arrecada. O rombo no primeiro semestre deste ano chegou a R$ 65,4 milhões. Ano passado o rombo já era de R$ 242.385.787, ou seja, o déficit atual ultrapassa R$ 300 milhões.

Santana – Vereadores eleitos

Socorro Nogueira -PT
Ithiara Madureira – Solidariedade
Rarison Santiago – Solidariedade
Josivaldo Rato – PDT
Helena Lima – Solidariedade
Elma Garcia – MDB
Naldo Rodrigues – União
Professora Carmem Queiroz – PP
Bruno Rocha – PL
Josiney Alves – PDT
Ligeirinho – PL
Dr Marco Aurélio – REDE
Ângelo Santos – MDB
Adelson Rocha – PP
Prof Assis – PSD

Macapá – Vereadores eleitos

Alexandre Azevedo (PODE) – 4.857 votos (reeleito)
Daniel Theodoro (PSOL) – 4.542 votos (reeleito)
Marcelo Dias (PRD) – 4.534 votos (reeleito)
Paulo Nery (PSD) – 4.533 votos (reeleito)
Pastora Léia Pelas (PDT) – 4.419 votos
Caetano Bentes (PODE) – 4.368 votos (reeleito)
Pedro da Lua (União) – 4.309 votos
João Mendonça (PRD) – 4.035 votos (reeleito)
Elenice (PODE) – 4.007 votos
Maraina Martins (REDE) – 3.939 votos (reeleita)
Cláudio (Solidarieda) – 3.806 votos
Luany Favacho (MDB) – 3.643 votos (reeleita)
Bruno Igreja (MDB) – 3.579 votos
Alessandro (PDT) – 3.446 votos
Japão (Solidariedade) – 3.445 votos
Patrick Monte (MDB) – 3.370 votos
Luana Serrão (União) – 3.360 votos
Margleide Alfaia (PDT) – 3.205 votos
Banha Lobato (União) – 2.680 votos
Josélyo é mais saúde (PP) – 2.668 votos
Claudiomar Rosa (PT) – 2.657 votos (reeleito)
Ruzivan (Republicanos) – 2.643 votos
Ezequias (PSD) – 2.327 votos

Furlan é reeleito prefeito de Macapá com 85% dos votos

Com 99,18% das seções totalizadas, o prefeito Dr. Furlan foi reeleito em Macapá. Ele teve 202.194 votos, o que representa 85,07% dos votos válidos.
Furlan disputou o pleito com mais sete candidatos: Paulo Lemos (9,8%) , Aline (3,7%), Patricia Ferraz (0,76), Gilvam Borges (0,27%), Gianfranco (0,23%), Sharon Braga  (0,09%) e Jairo Palheta (0,08).
Furlan – que é o do MDB – foi reeleito pela coligação formada por MDB / PODE / PSD / PSB / PRD