Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Chá das cinco

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 08/06/10 as 5:00 pm

Rosa sangrando
Alcy Araújo

A rosa sangrava
como um poeta.
Uma rosa atropelada
por passos apressados
de operários na calçada.
A rosa sangrava
defronte do anúncio luminoso
amenizado pela luz da manhã
que nascia do mar.
Era uma rosa rubra
sangrando
sem jardim
sem mão mulher
sem os cabelos de Izaura.
Nunca mais esqueci
aquela rosa sangrando
como um poeta bêbado
despetalado na calçada.
(Do livro “Jardim Clonal”

A cegonha tá trazendo Agnes

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 08/06/10 as 3:49 pm

A bela grávida da foto é minha vizinha Grace – menina que vi crescer e que agora vai ser mãe.  A cegonha mandou avisar que   Agnes, primeira filhinha de Grace, chega este mês. Vem linda e cheia de saúde, abençoada por Santo Antônio, São João e São Pedro e alegre como as festas juninas.
Sábado Grace ganhou baby-chá e fez pose para o blog.

Artigo

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 08/06/10 as 9:55 am

As fronteiras no Platô das Guianas
Arnaldo J. Ballarini*É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.

O distanciamento do poder político central levam os espaços de fronteiras a serem  territórios alijados das políticas publicas e excluídas dos processos econômicos.  Carentes de integração socioeconômica são áreas marginalizadas com características distantes  das outras áreas do território as quais fazem parte,  assumindo perfis  próprio. A região fronteiriça do Platô das Guianas reflete com clareza esta realidade onde os territórios das Guianas e do Amapá, são espaços geopolíticos  que se parecem mais entre si, do que com as demais áreas dos seus países.

Traços étnicos marcados pela miscigenação, a musica, a língua e a hábitos alimentares fazem da fronteira do rio Oiapoque região peculiar, dificultando identificar de que lado o rio essas pessoas vivem.  Quando se trata de descendência indígena, torna-se impossível identificação da nacionalidade visto que além dos aspectos da semelhança fenotípica, a identidade, o comportamento, os conceitos de espacialidade e  territorialidade são iguais.

As diferenças surgem no poder da economia, ou melhor, poder de compra no qual  os moradores do lado francês em sua maioria, goza de um montante digno para aquisição dos insumos e condições básicas como alimentos, roupas , moradia, lazer e pequenos luxos. Do lado brasileiro poucos conseguem garantir meios dignos de sobrevivência. Mas, o que sobressai nas diferenças, está nos aparelhos sociais à disposição, como saneamento básico, serviços de saúde e educação disponível, pendendo favoravelmente ao lado estrangeiro.

Percebe-se que as semelhanças étnicas contrastam com o antagonismo social presente, tornando heterogêneo a vida desta população, o que fatalmente leva aos conflitos sociais pelo jogo dos interesses. Há também os conflitos ambientais com a exploração de áreas de garimpo, madeiras, transformação de áreas de florestas em pastagens para gado e outras atividades predatórias em busca da sobrevivência sem o devido cuidado ao meio ambiente.

A região fronteiriça no Platô da Guiana é, portanto um espaço de vulnerabilidade populacional do ponto de vista social e ambiental. As distorções sociais, com acentuada exclusão, a alta mobilidade populacional, o forte transito das mercadorias e os danos ambientais, dão a importância que esforços deverão ser empreendidos pelos governos.  Invoco os governos com poderes locais pela facilidade de compreensão dos problemas do cotidiano das pessoas, assim como pela facilidade nos arranjos dos micros poderes.

Os problemas sócio-ambientais são comuns  aos diferentes países da região, como também são comuns os seus condicionantes e determinantes.  Isso nos reflete a necessidade de adequar os aparelhos sociais à prestação de serviços a população geral, universalizando o atendimento, independendo das distintas nacionalidades.  Para tal, a conversa das áreas da saúde, educação e segurança deverão ser os elos desta aproximação visando buscar soluções em conjunto.

*Arnaldo J. Ballarini é mestre em desenvolvimento regional

Gitas e gitinhas

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 08/06/10 as 12:57 am

Contra burguês …
O PSTU não ficará fora da disputa pelo governo do Amapá. Nos próximos dias deve apresentar seu pré-candidato ao governo. Trata-se de Genival Cruz, que é uma das lideranças da categoria dos rodoviários.
O partido deve lançar também candidatos ao Senado e a deputado federal e estadual.
Vem com chapa pura.
Sozinho, como sempre, e fazendo o maior barulho.

Prefeito Roberto Góes inaugura amanhã,  quarta-feira, às 9 horas, a Subprefeitura da Zona Norte, a primeira administração regional de Macapá, que irá atender a demanda dos 21 bairros situados naquela área da Capital. No local, a população poderá solicitar a execução de serviços de responsabilidade da administração municipal. O prédio está localizado no quilômetro 02 da BR-210, em frente à entrada do Bairro Infraero II.
A nova estrutura administrativa vai funcionar tendo como base um tripé de atendimento, composto por Ouvidoria, Monitoria e Zeladoria.

O PTB - que tem como pré-candidato ao governo o ex-deputado Lucas Barreto – faz convenção dia 27, a partir das 9h, na quadra da escola Alexandre Vaz Tavares, no bairro do Trem.

Sindicato dos Taxistas faz reunião hoje, às 19 horas, para tratar do edital de licitação de cem novas concessões de taxi. A reunião será na sede do Sindicato, na rua Rio Javari nº 14 Perpétuo Socorro.

Os tucanos realizam hoje, a partir das 18h,  um seminário sobre saúde. Este será o terceiro Seminário realizado pelo PSDB, os dois primeiros abordaram Segurança Pública e Educação. O próximo   irá discutir o desenvolvimento regional. De acordo com a assessoria de comunicação do PSDB, o objetivo é montar junto com a sociedade, o plano de Governo do pré-candidato Jorge Amanajás. As discussões serão no auditório do espaço DM, localizado na Avenida Desidério Antonio Coelho, Nº.  1867, no Buritizal, entre as ruas Hildemar Maia e Santos Dumont.

Em entrevista coletiva hoje, marcada para às 9h, PT e PSB  anunciam oficialmente o que todo mundo já sabe: a coligação PSB/PT tendo como candidato ao governo o deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB) e ao Senado o ex-governador e ex-senador João Alberto Capiberibe (PSB) e professor Marcos (PT).

Tem um jabuti subindo devagar num pau de sebo. Quando ele chegar ao topo – o que deve acontecer mais tardar terça-feira que vem – eu conto pra vocês.