Carnavalesco Milton Cunha faz palestra em Macapá

A Prefeitura de Macapá promoverá palestra e roda de conversa “Carnaval – Gestão de escola de samba e a força dos artistas populares”, nesta quinta-feira, 17, às 16h, no auditório do bloco “A Banda”. O momento contará com a brilhante participação do carnavalesco Dr. Milton Cunha.

A roda de conversa debaterá sobre a gestão de escolas de samba, a sociedade do espetáculo, criação da Liesa e mercado de trabalho.

Perfil do palestrante
Nascido em Belém do Pará e residente no Rio de Janeiro, Milton Cunha é carnavalesco, cenógrafo e comentarista de carnaval. Sua carreira iniciou como carnavalesco da Beija-Flor de Nilópolis, com o enredo Margareth Mee, a Dona das Bromélias, em 1994. Nos desfiles do Rio de Janeiro, passou ainda por União da Ilha do Governador, Unidos da Tijuca, São Clemente, Unidos do Porto da Pedra, Unidos do Viradouro e Acadêmicos do Cubango. Em São Paulo, passou pela Leandro de Itaquera.

A carreira internacional teve início em 2007, no Brazilian Ball do Canadá, em Toronto, onde esteve até a última edição do baile, em setembro de 2012. Em 2010, tornou-se carnavalesco da primeira escolar de samba de São Luiz (Argentina): a Sierra del Carnaval, realizando os desfiles. Nos últimos cinco anos, vem empreendendo trabalhos relacionados ao carnaval em Estocolmo (Suécia), Londres (Inglaterra), Lausanne (Suiça) e Johannesburgo (África do Sul). Trabalhou ainda como cenógrafo de shows em Angola e no Brasil para artistas como Luan Santana, Ney Matogrosso e Dudu Nobre.

Desde 2007, é diretor artístico da Cidade do Samba do Rio de Janeiro. O trabalho na TV inclui atuações como âncora de quadros no telejornal RJTV, comentarista de desfiles do carnaval e Festival Folclórico de Parintins, jurado do programa Go Talent Brasil e até uma participação na novela Balacobaco.

(Ascom/PMM)

Aki nós bébi aki nós kai

O bloco está completando  completa 11 anos de fundação e constitui uma verdadeira “paixão” pela cultura carnavalesca por parte do presidente Gerson Eni dos Santos, que mesmo com a saúde debilitada, decidiu por desafiar todos os seus limites para levar às ruas e avenidas do Bairro do Beirol, o Bloco Carnavalesco AKI NÓS BEBI AKI NÓS KAI.

Abadá
Os abadás são comercializados por R$ 25 reais, na sede do bloco, localizada na Avenida Galibis, nº 638, Bairro Beirol; Ourivesaria Estrela de Jesus na frente da Fortaleza São José e Amapá Empresas (em frente do IESAP), no Bairro do Trem. O pagamento em dinheiro e cartões. Informações (96) 9 9119-4922.

Programação
Data: 02.03.2019 – Sábado
Evento: Baile de Máscaras e fantasias do bloco
Local: Espaço Eventus
Endereço: Avenida Diorgenes Silva esquina com o Canal

Data: 04.03.2018 – Segunda-Feira
Evento: Desfile
Hora: 19h
Saída da Avenida Xavantes esquina com Rua Leopoldo Machado no Beirol.

Atrações
1 – Trio e Banda Adail Junior e Josy Santos Singers no percurso tradicional
2 – Na chegada na Quadra do Zolito ➡ Xandão Silva II fazendo até 2h da manhã

Serviços
1-Praça de alimentação na chegada do bloco
2-Seguranças particulares em todo percurso até o fim da festa
3-Câmeras de segurança em todo trajeto e na quadra
4-Organização garantida com corda no percurso (brincantes com abadá)
5-Quadra fechada (acesso somente com abadá).

Desfile de blocos na Av. FAB neste sábado

Com o apoio da Prefeitura de Macapá, a Liga Independente dos Blocos do Amapá (Liba) promove neste sábado, 2, o FAB & Folia – A festa do povo. O evento marca o retorno dos desfiles de blocos de rua para a Avenida FAB, no Centro da capital amapaense.  

Confira a ordem dos desfiles:
16h30 – Abertura;
16h30 – Apresentação/show;
19h35 – Bloco Unidos do Pau Grande;
20h10 – Bloco Mancha Negra;
20h45 – Bloco Mãe Luzia;
21h20 – Bloco Unidos do Cabralzinho;
21h55 – Bloco Kubalança;
22h30 – Bloco Pica-pau;
23h05 – Bloco Rolará;
23h40 – Bloco Bafo da Onça;
0h15 – Show de bandas;
2h – Encerramento.

Tristeza Não Tem Fim  

Tristeza Não Tem Fim
Alcione Cavalcante

Consegui meu objetivo: mostrei que o Carnaval não é uma festa de loucos, mas sim uma das mais sadias manifestações populares. (Villa-Lobos,1941)

 O carnaval da Bahia vai gerar 1,8 bilhões em renda, cerca de 250.000 empregos diretos, 450 milhões em impostos estaduais e municipais, cifras elevadíssimas ainda não apuradas em investimentos na rede hoteleira e de outros serviços, inclusive de saúde para atender as demandas da festa. De modo ainda mais veemente soam os números do Rio de Janeiro e do avanço do carnaval de São Paulo, este último, que já vinha em constante evolução quanto ao carnaval da Escolas de Samba surpreende com o exponencial crescimento da festa de rua assumida pelos blocos. Mesmo Belém, onde o carnaval agonizava, vem dando mostras de recuperação de vigor e ensaia reaver o prestigio popular dos anos 80/90, onde destacavam-se a Quem São Eles?, o Rancho Não Posso me Amofiná e a Arco-íris, entre outros.

Enquanto isso nosso Estado estabelece trajetória rigorosamente inversa. Assistimos a festa popular desenhar-se deliberadamente de forma descente em relação ao passado recente, onde esta manifestação de cultura recobria-se de prestígio, evoluía de braços dados com o poder público e a mídia, além de desfilar de forma harmônica e ritmada com grande parte da população, enquanto que outra externava suas paixões nas arquibancadas do Sambódromo.

Hoje não há mais o frenesi benfazejo das expressões de arte popular, concebidas nas mentes dos artistas e nos barracões das escolas, traduzidos na avenida na criatividade e pujança das alegorias. Não mais o rebuliço inventivo dos aderecistas e dos ateliês de cultura. Não mais as reuniões preparatórias das diretorias de harmonia, comandadas por Manoel Torres e Maranhão, Lino e Alemão, Ricardo Gonçalves e Paulo Flecha, entre outras feras. Às vezes necessariamente chatas por tratarem de interpretação de regulamentos, mas sempre resultavam em processo criativos engrandecedores dos desfiles das escolas de samba.

Não mais os belos ensaios e os arroubos perfeccionistas dos mestres de bateria, seus ritmistas, passistas e o encanto generoso da sempre primorosa preparação e apresentação das rainhas de bateria. Que dizer da composição, ensaio e apresentação dos sambas de enredo e a interpretação emocionada e emocionante de seus puxadores? Não mais a preparação secreta da encenação elegante e bela das comissões de frente. Já era a leveza e o fascinante sincronismo que compõem a apresentação dos casais de mestre sala e porta-bandeira. Como não lembrar até mesmo dos churrasquinhos de gato e das caipirinhas caprichadas vendidas durantes os ensaios e eventos das escolas. Recordar ainda os ensaios técnicos, que no caso de Piratas da Batucada era quase e mesma emoção “na vera” do desfile principal.

O frenesi hoje se dá nos aeroportos onde parte da mesma elite local, que responsável pela agonia do carnaval do Amapá, se vangloria de curtir em outras capitais a mesma festa que renega por aqui.

Só para lembrar, mais de 100 microempreendedores individuais atuavam na Levada Zona Sul promovida por Piratas da Batucada na orla do Santa Inês.

Pra usar um mote atual.  Estamos de passo errado na marcha da cultura popular.

Todo mundo quer saber

Se Davi Alcolumbre, agora presidente do Senado Federal, sairá na Banda este ano, como nos anos anteriores.
A Banda é o maior bloco da região Norte e sai pelas ruas de Macapá há 54 anos com milhares de foliões, bonecos gigantes e muita alegria toda terça-feira gorda.

Este ano a organização  espera cerca de 170 mil foliões. É um bloco super democrático. Nele se misturam ricos e pobres, doutores e peões, eleitos e eleitores. Todos com um único objetivo: comemorar o reinado de Momo.
Grande parte dos políticos amapaenses brinca todo ano na Banda. O ex-senador João Capiberibe, por exemplo, há décadas sai na Banda.
Aqueles que não saem vão para as esquinas ver “A Banda passar cantando coisas de amor” e arrastando uma multidão.
Os ambulantes se postam nas calçadas vendendo de tudo: cerveja, água, churrasquinho, refrigerantes, batatas e bananas fritas.
Os pátios das casas por onde A Banda passa se transfomam em camarotes. Nas esquinas, caminhões e pick-ups estacionados também servem de camarotes.

A Banda sai às 14h da frente da sede na avenida Ernestino Borges, segue pela Rua Tiradentes, Avenida Presidente Vargas, Praça Veiga Cabral, Rua Cândido Mendes, Avenida Henrique Galúcio, Rua Tiradentes, Avenida Feliciano Coelho, Rua Leopoldo Machado, volta para a Avenida Ernestino Borges até a São José e encerra na Praça Barão do Rio Branco por volta das 20h.

Sexta-feira tem Baile das Máscaras

Para abrir a temporada de carnaval com marchinhas, axé e sambas de enredo, está programado para sexta-feira, 1º de março, o “Baile de Máscaras com a Banda Pierrô”, na sede da Associação dos Servidores do Ministério Público do Amapá (Assemp). É a volta dos bailes tradicionais com repertório autêntico da época, confetes, serpentinas e iluminação especial, e a formação musical escolhida a dedo para a folia. O baile inicia às 23h, e as mesas e ingressos estão disponíveis para venda.

A Banda Pierrô é formada por músicos experientes que atenderam aos pedidos para a realização de um baile que resgatasse os carnavais de salão, que animavam a quadra carnavalesca em Macapá e Santana. Washington Caldas, Wildson Bolachinha, Álvaro Gomes, Joãozinho Batera e Piska Martins estreiam neste novo formato musical, a Banda Pierrô, com o autêntico baile carnavalesco, em que os brincantes poderão dançar e se divertir com antigos e novos sucessos, com ou sem fantasia.

“Os amapaenses respiram carnaval nesta época, e era um desejo de muitos um baile neste estilo, com decoração, serpentinas, confetes, brilho, e principalmente, com uma atração musical que transite entre as gerações e nos faça recordar os bailes de antes, e ao mesmo tempo, dançar a novas músicas. Garantimos que o repertório será de carnaval, não teremos interferência que não sejam desta época”, disse Bolachinha.

(Mariléia Maciel)

Prefeitura vai distribuir mais de cem mil camisinhas no carnaval

A Prefeitura de Macapá reforça as campanhas para o uso de preservativos na hora do sexo e distribuirá mais de 100 mil durante a passagem do bloco A Banda, na terça-feira gorda de carnaval.

Mais de cem servidores e parceiros da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) estarão em pontos estratégicos fazendo a distribuição de 116 mil preservativos masculinos. Também serão entregues 82 mil sachês de gel lubrificante. “Pedimos o apoio dos brincantes para não haver desperdício, e que a população use de forma consciente os insumos de prevenção, não utilizando para fazer balão, brinco ou adereço”, pede o coordenador de IST’s/Aids, César Melo.

Ele também explica que a prefeitura disponibiliza outros métodos contraceptivos gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde. “Depende da escolha do usuário. Os preservativos são os mais comuns, mas as mulheres também podem optar pelo DIU [Dispositivo Intrauterino], contracepção hormonal injetável, pílula anticoncepcional, contracepção de emergência, dentre outros”.

A Semsa também distribuirá preservativos nas programações promovidas por blocos de carnaval que irão desfilar na Avenida FAB e no Festival de Samba Enredo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 73% das novas infecções acontecem em pessoas do sexo masculino de 15 a 34 anos.

(Assessoria de comunicação/Semsa)

Deixe a camisinha entrar na folia

Para levar a mensagem de prevenção aos brincantes do carnaval este ano, o Governo do Amapá desenvolverá nos próximos dias a campanha “Deixe a camisinha entrar na folia. Sem camisinha não dá”. Cerca de 500 mil preservativos serão distribuídos durante a quadra carnavalesca.

Até o dia 5 de março, a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) intensificará a disponibilização de insumos de prevenção para todo o Estado. De acordo com o chefe da Unidade de Doenças Transmissíveis da SVS, Ivon Cardoso, serão distribuídos 400 mil preservativos masculinos, 100 mil femininos, além de 100 mil unidades de gel lubrificante.

“Estamos com o quantitativo já reservado para os municípios e demais unidades para o abastecimento e atendimento para a demanda do carnaval. Para que todos possam entrar na folia devidamente prevenidos”, destacou Cardoso.

O material poderá também ser solicitado pelas organizações de eventos, estabelecimentos ou individualmente com as prefeituras ou na SVS, localizada na Avenida Almirante Barroso, n° 619, no Centro de Macapá.

Além da disponibilização dos insumos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizará no dia 5 de março (terça-feira), na concentração do bloco “A Banda”, em Macapá, uma ação para distribuição de preservativos aos foliões.

(Fonte: Secom/GEA)

De arrepiar o samba de enredo da Mangueira

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Do Brasil que se faz um país de Lecis, Jamelões
São verde e rosa as multidões

Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra

Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500
Tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês