A influência do La Niña nos vinhos brasileiros

A influência do La Niña nos vinhos brasileiros
Renato Salviano

Recentemente foi divulgado na mídia que produtores brasileiros estão bem animados com algo um tanto inusitado: o fenômeno climático La Niña e as consequências que ele pode trazer para os vinhos da safra de 2022.

O La Niña é um evento climático natural que tem início no oceano Pacífico, em especial nas áreas próximo da Linha do Equador. Consiste no resfriamento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico. Os efeitos do La Niña são sentidos em diversas localidades, como é o caso do Brasil. No país, há um aumento no volume de chuvas no Norte e Nordeste, bem como secas e temperaturas muito elevadas na região Sul.

Este ano o fenômeno foi bem sentido na região sul do país, principal produtora de uvas viníferas do Brasil, trazendo um calor acima do normal e longas estiagens na época de amadurecimento e colheita das uvas.

Em entrevista ao portal Neofeed, o professor doutor de enologia da Universidade Federal do Pampa, Marcos Gabbardo, disse que o clima seco chegou a levar muitas videiras jovens a morte. Porém, as que sobraram mostram uma boa concentração organoléptica, com potencial para vinhos mais fortes, em um estilo que está sendo chamado pelos produtores como mais “uruguaio”, proporcionando aos vinhos brasileiros da safra de 2022 maior corpo, estrutura e teor alcoólico.

Importante mencionar que vinhos de climas mais quentes costumam ser potentes, possuir teor alcoólico maior e concentração de aromas de frutas vermelhas e negras em estágio mais maduro, perdendo um pouco daquele “frescor”. Esse estilo, por sinal, agrada muito o paladar dos consumidores de vinhos tintos secos do Brasil, que bebem aos montes os vinhos uruguaios e argentinos, que geralmente apresentam essas características.                              Vinhos de clima quente: mais encorpados e alcoólicos

Como já citei em outras colunas, o terroir vai definir o estilo do vinho. Terroir é a junção entre clima, solo e mão do homem, e quando um desses pilares se modifica, o vinho também será diferente, mesmo que de uma mesma uva e mesma videira.

É por isso que se faz muito importante experimentar o mesmo vinho de safras diferentes. Sempre ouço de clientes a seguinte frase: “eu já tomei esse ano passado, deve ser a mesma coisa”, mas garanto: NÃO É! Este vinho pode mudar completamente de um ano para o outro, aportando características totalmente distintas daquelas que você percebeu na safra anterior.

Por isso, sempre que tomar um vinho mais especial, faça suas anotações e considerações em um bloquinho de notas, e quando tomar ele novamente, em safra distinta, compare as anotações atuais com as passadas. Você perceberá a diferença!

E lembre-se: se você tiver dúvidas de qual vinho escolher, eu estou aqui para te proporcionar experiências e te ajudar a celebrar a vida!

Você pode entrar em contato comigo pelo Twitter @RenatoSalviano ou pelos Instagrams @RenatoSalviano e @BoutiqueVinhoeCia. Vai ser muito legal tirar suas dúvidas e conhecer suas experiências.
Até semana que vem!

Nuvem de areia do deserto do Saara se aproxima do Amapá

Indicadores meteorológicos apontam que uma nuvem de areia vinda do deserto do Saara está se aproximando da costa brasileira.
Dois satélites (SNPP e NOAA-20) registraram no último domingo partículas navegando na atmosfera sobre o Oceano Atlântico, próximo ao litoral  brasileiro.
O Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus, da Agência Espacial Europeia (ESA), informou que o transporte de poeira pelas massas de ar tende a avançar nos próximos dias e vai alcançar as áreas continentais da América do Sul e do Caribe. No Brasil, estados do Norte, como o Amapá,  e do Nordeste serão atingidos.

Mosqueiro registra deslizamentos de encosta nas praias

Do jornal O Liberal

A Prefeitura de Belém confirmou, por meio da Agência Distrital de Mosqueiro, na noite desta segunda-feira (7), que houve deslizamento de encosta em três pontos na ilha de Mosqueiro. Na praia Grande, o desmoronamento de terra comprometeu parte do calçadão; e ainda houve registro de deslizes na praia do Bispo e na Alameda Capri, essa última já próximo ao hotel Farol, na praia do Farol. Não houve registro de vítimas. (Leia a matéria completa aqui)

Encham os baldes. Vai faltar água amanhã

Amanhã, terça-feira, 8, Dia da Mulher, a  Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) vai deixar a Zona Sul e o Centro sem água.
De acordo com a Caesa o fornecimento  será interrompido, a partir das 8 horas da manhã, para que seja corrigido um vazamento localizado na Rodovia Josmar Chaves Pinto.

A Caesa promete que o sistema será reativado às 11 horas. Mas não acredite muito nisso, não. Afinal, nunquinha o serviço é normalizado no horário prometido.

O conflito no Leste Europeu e o problema para o mundo

O conflito no Leste Europeu e o problema para o mundo
Leandro Távora*

Em minha segunda coluna neste site, eu falei sobre a inflação e de que maneira ela impactava o bolso do brasileiro, ainda em dois dígitos, ela pelo menos, já apresentava sinais de desaceleração. Acontece que agora, a antes iminente guerra no Leste Europeu, objeto de tema também desta coluna, apesar de improvável até mesmo pelos mais céticos, se concretizou na última semana e apesar de ocorrer do outro lado do Atlântico, ela traz sérias consequências a nação Brasileira.

No dia 24/02 o mundo acordou com as notícias de bombardeios em diversas partes da Ucrânia, cidades como Kiev, Chuhuiv e Kharkiv foram bombardeadas na ofensiva militar da Rússia e Vladimir Putin, presidente da Rússia, garantiu que se houvessem retaliações por parte do Ocidente, União Europeia, OTAN ou outros países, as consequências para tais seriam aquelas antes nunca vistas.

Como Putin não atacou diretamente nenhum membro da OTAN, a entidade se viu de mãos atadas em uma possível retaliação, já que seu artigo 5º garante defesa militar aos seus membros em caso de ataque por alguma nação, o que não é o caso da Ucrânia, ainda que estivessem “flertando” para um possível ingresso. Acontece que além das inúmeras vidas perdidas e que ainda serão, infelizmente, há também do ponto de vista econômico e financeiro, uma catástrofe em curso e que gerará uma reação em cadeia mundial.

EUA, União Europeia e diversos países, receosos com uma ofensiva militar para tentar proteger a independência da Ucrânia, tentaram por outro caminho, através das sanções econômicas, pressionar o ditador Vladimir Putin a retroceder com a invasão ao país vizinho, o que em um primeiro momento, parece não ter surtido efeito, pois a incursão militar continuou e sem sinais de que irá retroceder.

Foi então que as sanções se tornaram mais severas e chegaram a dois pontos cruciais: bloquearam a Rússia do sistema SWIFT, que é o sistema de comunicação interbancária e sustenta as transações globais e principalmente, suspenderam o acesso dela as suas reservas internacionais em moeda forte, ou seja, a partir daquele momento a Rússia não poderia negociar os seus títulos da dívida adquiridos a título de reserva internacional nos EUA, Londres, Canadá, Japão e em diversas outras economias fortes, ou seja, o “colchão econômico” não poderia ser mais utilizado até então, o que gera um grande problema quando o país detentor das reservas, por exemplo, tem uma baita desvalorização de sua moeda local, como é o caso da Rússia com o Rublo.

Uma das principais consequências da consumação dessa guerra foi no Petróleo. O Petróleo Brent, cotação que serve de parâmetro para a paridade internacional de preços, atingiu hoje, 03 de março de 2022, a maior cotação desde a crise do subprime em 2008, ou seja, com ela nesse patamar, a defasagem do preço dos combustíveis no BR é a maior desde 2016, logo, a Petrobras não aguentará muito tempo sem que haja novo reajuste no preço da gasolina, que já é extremamente cara por aqui e é aí que chegamos no problema citado no início da coluna, a gasolina é uma das maiores responsáveis pela geração da inflação, com um novo aumento, não haverá outra consequência que não seja a aceleração novamente dela.

Muito provavelmente, com as sanções que vem sofrendo a Rússia, será cada vez mais difícil se movimentar no xadrez não só político mundial, mas também no mercado internacional. Isso porque diversas empresas tem fechado suas operações no país, em protesto à invasão à Ucrânia. A Maersk, uma das maiores transportadoras do mundo, por exemplo, suspendeu a atracação de seus contêineres em portos Russos por dois motivos principais: o receio de estar burlando alguma sanção americana e de ser recebida a tiros, como já foram relatados em algumas situações, o que dificultará os fretes.

Conforme citado em coluna anterior, um dos maiores impactos para o Brasil, seria a suspensão da exportação pela Rússia, dos fertilizantes utilizados na agricultura brasileira, o que impactara diretamente no preço dos alimentos brasileiros, e mais uma vez, gerará ainda mais inflação. Já que a importação de Belarus está suspensa desde fevereiro por proibição do país de utilizar um porto na Lituânia para escoamento, o cerco se fecha cada vez mais pelo produto.

Ao que tudo indica, o cenário econômico e financeiro mundial tende a sofrer e por consequência, o brasileiro. Bancos e consultorias já começaram a revisar, para cima, suas projeções de inflação para 2022 e 2023 e por ora, os principais atingidos serão o petróleo, trigo e seus derivados, ou seja, o que já estava caro, tende a ficar ainda mais.

*Leandro é empresário, pecuarista e investidor, formado em Direito pela Estácio Seama com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas.
Ele escreve toda quarta-feira neste site sobre economia, investimentos e negócios.

Twitter: @leandrotavora
Instagram: @leandrotavora

Elas em Movimento

A Prefeitura de Macapá abre inscrições, nesta sexta-feira (4), para competições esportivas na programação especial ‘Elas em Movimento’, em homenagem ao mês da mulher. O evento será realizado no dia 12 de março, no Complexo do Araxá, na orla da cidade, das 9h às 21h. As disputas serão realizadas pela tarde, das 14h às 18h.

Ao todo, serão ofertadas 192 vagas distribuídas nas modalidades basquete 3×3, voleibol 4×4 e futebol de areia. Para participar, as competidoras devem realizar a inscrição na Coordenadoria Municipal de Esporte e Lazer (Comel), localizada na Rua Cândido Mendes, esquina com a Av. FAB, centro da cidade, em horário comercial, e apresentar os documentos pessoais RG e CPF. As inscrições são gratuitas.

(Secom/PMM)

Campanha “A rua não é o meu lugar”

Nesta segunda-feira (28), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Cidadania, em conjunto com  Conselhos Tutelares das Zonas Oeste e Sul de Macapá, estão fazendo  busca ativa de crianças e adolescentes em situação de rua
Essa busca faz  parte da campanha “A rua não é o meu lugar”.

“O objetivo da ação é conscientizar a sociedade para os direitos e deveres das crianças e adolescentes. Através do serviço de abordagem social desenvolvido pelo Creas na área comercial do bairro Marabaixo e outros pontos da capital, os casos de violação de direitos encontrados durante a busca ativa serão encaminhados para as redes de proteção e órgãos competentes”, informou a prefeitura de Macapá.

Canadá e o aviso para o mundo – Por Leandro Távora

Canadá e o aviso para o mundo
Leandro Távora*

A coluna estava pronta quando se iniciaram os ataques a Ucrânia. Todavia, deixo aqui minha solidariedade ao povo Ucraniano. Que Deus abençoe e os proteja da saga incessante e sanguinária de poder de Vladimir Putin.

Tem se tornado comum em diversas partes do mundo, protestos contra o passaporte sanitário, mecanismo utilizado por várias nações para incentivar a vacinação contra COVID-19. Parte dessas populações tem ido as ruas protestar contra governantes que decretam medidas visando restringir entrada de pessoas não vacinadas em estabelecimentos públicos e privados.

No Canadá, inúmeros caminhoneiros aderiram aos protestos e bloquearam a Ponte do Embaixador, principal ligação entre os EUA e Canadá, o protesto, autointitulado “Comboio da Liberdade” pede entre outras coisas, o fim da exigência de apresentação do certificado de vacinação na fronteira, isso porque os trabalhadores transitam com frequência pela fronteira e é exigida a apresentação do passaporte vacinal tanto para sair, quanto para retornar.

Acontece que nos últimos dias o protesto vem saindo do controle e o bloqueio dessa principal ligação entre os países, afeta diretamente a economia, haja vista que com o trânsito bloqueado, entregas não são feitas, acarretando problemas na cadeia de suprimentos.

A questão é que com a escalada dos protestos nas últimas semanas e o movimento ganhando ainda mais força, o Primeiro-Ministro do Canadá, Justin Trudeau, invocou no dia 14/02, uma lei nunca utilizada na história do país, a Lei de Emergências, conhecida por lá como “Emergencies Act” e que dá poderes extraordinários ao premiê.

E foi ai que entrou o grande problema, simultaneamente a isso, a Ministra das Finanças do Canadá, Chrystia Freeland, anunciou que o país estava autorizando os bancos a congelarem ativos financeiros de pessoas suspeitas de participarem dos protestos ou que estejam colaborando para tal. E isso nos remete a 1990, quando a então Ministra da Fazenda do recém empossado Presidente Fernando Collor, anunciou o congelamento dos saques das cadernetas de poupança na tentativa de conter a inflação.

O problema é que, a população não pode padecer pelas decisões políticas. Paremos para pensar, como a população se viu em meio a um bloqueio das economias de suas vidas em 1990? Ainda nos dias atuais, há quem não tenha conseguido reaver seu dinheiro fruto do congelamento das cadernetas, muitos até faleceram na esperança de um dia ter seu dinheiro de volta.

O que aconteceu no Brasil em 1990, e no Canadá atualmente, nos mostra que estamos refém de um sistema fiduciário controlado pelos políticos, nessas horas entra novamente em pauta o assunto das “moedas descentralizadas” como é o caso do Bitcoin. Pelo ativo ser associado a diversos golpes, para muitos, se tornou uma palavra impronunciável, mas para muitos investidores, que enxergam nele uma oportunidade de refúgio da saga autoritária e incompetente de alguns governantes, por ser uma moeda considerada como reserva de valor, inconfiscável e imune a inflação, ainda que seja difícil que ocorra no Brasil um novo confisco, pelo menos por medida provisória como aconteceu no Governo Collor (após esse fato houveram mudanças na lei caso houvesse novamente a intenção de um confisco), fica cada vez mais claro que tê-lo na carteira não é mais uma opção e sim uma proteção, pois seria possível fazer transações em bitcoins (caso eles estejam na sua carteira pessoal), de qualquer lugar do mundo, mesmo que seus ativos financeiros estivessem bloqueados no seu país de origem.

Com a invasão da Rússia a Ucrânia se concretizando, houve uma saraivada de críticas ao Bitcoin, por ele também ter sofrido impactos (no caso uma queda relevante) em um cenário que todos esperavam que não houvesse, caso ocorresse. Acontece que a título de constatação, a Ucrânia limitou saques de correntistas em virtude da corrida aos caixas na tentativa de obter dinheiro físico. Em um momento como esse, em qual moeda seria possível fazer transações e utilizar como moeda de troca?

*Leandro é empresário, pecuarista e investidor, formado em Direito pela Estácio Seama com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas.
Ele escreve toda quarta-feira neste site sobre economia, investimentos e negócios.

Twitter: @leandrotavora
Instagram: @leandrotavora