Vinhos – Reservado, reserva e gran reserva: Qual a diferença?

Reservado, reserva e gran reserva: Qual a diferença?
Renato Salviano

Uma das maiores dificuldades no mundo dos vinhos é escolher qual rótulo levar para casa. Procura-se sempre escolher a melhor opção, aliada ao preço e gosto pessoal. Quando estamos iniciando, algumas informações contidas nos rótulos das garrafas acabam nos induzindo a escolher determinado vinho. Afinal, quem nunca viu um vinho RESERVA e pensou: se é reserva, então deve ser bom, vou levar! Mas a verdade é bem diferente.

Hoje decidi falar sobre a diferença entre reservado, reserva e gran reserva. Primeiramente é preciso ter a seguinte noção: essas expressões nada tem a ver com qualidade do vinho. Explico melhor a seguir.                         Rótulo pode enganar: saber a real diferença é necessário!

Cada país possui sua legislação em relação às normas que disciplinam a produção de seus vinhos, portanto, cada nação determinará o que será o vinho lá produzido. Como estamos no Brasil e creio que a maioria de nós compra vinho aqui, então trabalharemos hoje levando em consideração a legislação brasileira.

A utilização dos termos reservado, reserva e gran reserva está diretamente ligada à quantidade de tempo em que esse vinho ficou amadurecendo, seja em barricas de madeira ou na garrafa, bem como sua graduação alcoólica. Daí a importância de entender que estes termos não significam qualidade.

Embora muitos mercados e vinícolas queiram induzir o consumidor a acreditar que reservado, reserva e gran reserva significa qualidade, essa não é a verdade. Nos últimos anos houve uma enxurrada de vinhos chilenos em nosso mercado. E para chamar a atenção do consumidor local, as vinícolas do Chile decidiram trazer para cá um termo chamado RESERVADO, o que virou uma febre e vendeu (e vende) litros e litros de vinho.                   RESERVADO: termo ganhou fama no Brasil graças aos vinhos chilenos

A verdade, porém, é que o vinho RESERVADO não existe no Chile. A legislação chilena disciplina apenas os termos Reserva, Reserva Especial, Reserva Privada e Gran Reserva. Logo, o famoso vinho reservado só existe nos mercados exteriores, como no Brasil.

Em nosso país este assunto passou a ser disciplinado apenas em 2018, com a INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 14, DE 8 DE FEVEREIRO DE 2018, do Ministério da Agricultura. Pensando na fama do termo reservado, houve uma pressão por parte de muitos produtores locais para que a expressão fosse normatizada e assim pudesse ser utilizada também pelas vinícolas nacionais.

Sendo assim, a Instrução Normativa nº 14/2018 traz em seu artigo 30 as especificações, para o nosso país, do que vem a ser um vinho RESERVADO, RESERVA E GRAN RESERVA, qual seja:

RESERVADO: vinho jovem pronto para consumo, com graduação alcoólica mínima de 10 %;
RESERVA: quando o vinho tinto, com graduação alcoólica mínima de 11% passar por um período mínimo de envelhecimento de doze meses, sendo facultada a utilização de recipientes de madeira apropriada; quando o vinho branco ou rosado, com graduação alcoólica mínima de 11%, passar por um período mínimo de envelhecimento de seis meses, sendo facultada a utilização de recipientes de madeira apropriada.
GRAN RESERVA: quando o vinho tinto, com graduação alcoólica mínima de 11%, passar por um período mínimo de envelhecimento de dezoito meses, sendo obrigatória a utilização de recipientes de madeira apropriada de no máximo seiscentos litros de capacidade por no mínimo seis meses; e quando o vinho branco ou rosado, com graduação alcoólica mínima de 11%, passar por um período mínimo de envelhecimento de doze meses, sendo obrigatória a utilização de recipientes de madeira apropriada de no máximo seiscentos litros de capacidade por no mínimo três meses.

Verificamos então que vinhos reservados podem ser qualquer vinho que tenha graduação acima de 10% de álcool, e que esteja pronto para consumo. Assim como os reserva e gran reserva, que precisam ter determinada graduação e passagem por madeira. Como se observa, tais termos não possuem ligação direta com a qualidade.

Todavia, acho importante citar que muitas vinícolas acabam destinando seus melhores produtos para tempo de amadurecimento em barricas de carvalho, e por isso utilizam os termos reserva e gran reserva para agregar valor ao rótulo de maior qualidade. Importante citar mais uma vez que essa nomenclatura muda de país para país, onde cada um possui sua regra específica.

Aprendemos hoje, então, que em nosso país termos como reservado, reserva e gran reserva são disciplinados por uma Instrução Normativa e estão ligados à graduação alcoólica do vinho e tempo de amadurecimento em madeira, podendo ser um produto de qualidade ou não. Sempre digo que a melhor opção é procurar um profissional qualificado para te indicar o melhor rótulo, por isso dê preferência às lojas com sommelier à disposição.

Em dúvida de qual vinho escolher? Quer conhecer mais sobre os tipos de vinhos e qual se encaixa melhor no seu jantar/evento? Você pode entrar em contato comigo pelo Twitter @RenatoSalviano ou pelos Instagrams @RenatoSalviano e @BoutiqueVinhoeCia.
Vai ser muito legal tirar suas dúvidas e conhecer suas experiências.
Até semana que vem!

Seminário abordará aumento da renda e garantia de direitos às mulheres que trabalham com a sociobiodiversidade

Começa nesta terça-feira (22), em Macapá, o seminário sobre a garantia de direitos e a inclusão sócioprodutiva de mulheres que manejam a sociobiodiversidade na região do Beira Amazonas e em Bailique.

Realizado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) em parceria com a Universidade do Estado do Amapá (UEAP), o evento marcará o encerramento oficial do Programa de Formação em Gestão de Empreendimentos Agroextrativistas no Amapá. A iniciativa foi realizada por ambas as organizações, em diálogo com outros projetos e ações desenvolvidos por uma rede que inclui a Embrapa Amapá, as Associações das Comunidades Tradicionais do Bailique (ACTB), de Moradores e Agricultores Familiares da Comunidade Rio Bacaba (Agrobacaba), da Escola Família Agroecológica do Macacoari (AEFAM) e a cooperativa Amazonbai, entre outras.

A fim de assegurar o protocolo de prevenção à COVID-19, o seminário será restrito a um público de 45 participantes, entre os quais se destacam mulheres extrativistas, lideranças comunitárias e dirigentes de organizações produtivas de base comunitária. Lideranças de organizações mistas, dos movimentos sociais e representantes de organizações públicas do Amapá também foram convidados para o evento. 

Agenda – Na terça-feira (22), primeiro dia de programação, será realizada uma mesa sobre o contexto e as formas de acesso a políticas públicas de apoio à inclusão socioprodutiva de mulheres.  A agenda incluirá ainda o debate sobre a organização social e a garantia de direitos a mulheres e meninas que vivem nos territórios agroextrativistas.

O dia seguinte (23) será dedicado a rodas de conversa e trabalhos em grupo sobre as formas de melhorar a organização coletiva de três coletivos que atuam a partir do manejo da sociobiodiversidade: a Cozinha Coletiva Beira Amazonas, o Grupo de Mulheres do Limão do Curuá e a Amazonbai.

 

Formações – O Programa de Formação em Gestão de Empreendimentos Agroextrativistas no Amapá envolveu oito ciclos formativos, realizados de outubro de 2021 a fevereiro deste ano.

“Nos encontros formativos, procuramos criar espaços de diálogos sobre temas como gênero, trabalho, auto-organização, sustentabilidade, autonomia econômica e agroecologia, a partir da realidade vivenciadas pelo grupo de mulheres e melhorar o acesso delas às informações”, revela Waldiléia Rendeiro, analista socioambiental do IEB e coordenadora do Programa de Formação.

Junto com os módulos, o programa incentivou o diálogo entre mulheres que atuam em diferentes territórios na Amazônia.“A interação com outras experiências protagonizadas por mulheres do Amapá e de outros estados permitem trocar  conhecimento sobre processos de gestão, governança e mercados e, sobretudo, tem promovido reflexões sobre a desconstrução dos papeis socialmente atribuídos às mulheres e a importância do trabalho coletivo”, aponta Waldiléia.

“Os cursos de formação trouxeram muito aprendizado. As mulheres ribeirinhas se tornaram mulheres empoderadas. Aprendemos a fazer várias iguarias e também aprendemos como funciona uma organização, como devemos vender os nossos produtos no mercado por um preço justo”, avalia Deurizete Cardoso, da Coordenação da Cozinha Coletiva do Beira Amazonas, localizada no município de Itaubal.  A Cozinha conta com o envolvimento de mulheres de seis comunidades e foi construída com a colaboração do IEB, a fim de beneficiar a produção  agroextrativista com base na culinária local.

Os conteúdos ministrados pelo Programa de Formação também envolveram temas como  organização social; mercados; associativismo, cooperativismo e economia solidária; identidade visual; missão de négocios coletivos; produção de conteúdo digital e educação financeira no contexto do trabalho em cadeias de produtos da sociobiodiversidade.

“Aprendemos (nesses cursos) a fazer tabelas, como dividir o preço de cada produto, quanto a gente gasta com cada um para não perder lá na frente. Então eu acho que esse curso de formação está abrindo um leque na mente de várias pessoas. Uma organização envolve organizar e saber administrá-la, saber como tudo realmente funciona”, frisa Deurizete.

(Texto: Ascom/IEB)

Os diversos tipos de espumantes do mundo

Os diversos tipos de espumantes do mundo
Renato Salviano

O Brasil é um país predominantemente quente e tropical. Justamente por isso, o consumo de espumantes é bem propício para espantar todo o calor que recebemos por aqui em determinadas épocas do ano e também para harmonizar com os mais diversos tipos de pratos.                                Espumantes: a bebida perfeita para espantar o calor

Pensando nisso, decidi falar um pouco sobre os tipos de espumantes do mundo. Claro que a intenção aqui é que você entenda de maneira clara e fácil o conteúdo repassado. Logo, evitarei a utilização de termos muito técnicos, bem como o aprofundamento sobre os métodos de produção.

De acordo com a legislação vigente em nosso país, um vinho é considerado espumante quando contém gás carbônico proveniente exclusivamente da segunda fermentação do vinho, que pode acontecer dentro de uma garrafa (Método Tradicional) ou de um tanque (Método Charmat). Neste momento, não vou me ater muito aos métodos de produção.    TIPOS DE ESPUMANTE: diferença está na região e método em que é produzido

Na primeira fermentação, comum a todos vinhos, o açúcar do mosto das uvas é transformado em álcool; na segunda, fermentos adicionados ao vinho base produzem o gás, que são aquelas borbulhas e que recebem o nome de PERLAGES, palavra de origem francesa e que remete às pérolas.                  PERLAGE: popularmente conhecidas como as borbulhas do espumante

Dito isso, precisamos entender a diferença entre um espumante, um champanhe, um prosecco e um cava.

Primeiramente, preciso deixar claro que: TODOS SÃO ESPUMANTES. Espumante, como dito, é todo vinho que sofreu uma segunda fermentação, onde fermentos adicionados ao líquido produzem gás carbônico. Logo, qualquer vinho que sofra uma segunda fermentação, independente da região onde ele esteja, será um ESPUMANTE.                  DÁDIVAS BRUT: exemplo de espumante brasileiro de muita qualidade

Então podemos dizer que o champanhe é um espumante? Sim, mas nem todo espumante é um champanhe. Isso porque só consideramos champanhe aquele espumante produzido na região de Champagne, na França. Além disso, nem todo espumante produzido nesta região pode ser chamado de champanhe: é preciso seguir diversas outras regras, como o uso de uvas específicas (obrigatoriamente chardonnay, pinot noir e pinot meunier), sempre ser produzido pelo método champenoise (tradicional), dentre outros. Champanhes costumam ser bem caros. Uma garrafa de KRUG, por exemplo, passa facilmente de 4 mil reais

Hoje podemos dizer que o champanhe é o tipo de espumante mais famoso do mundo, e também com os preços mais elevados, justamente por toda a criteriosidade que envolve sua produção. Uma garrafa de um bom champanhe de entrada não sai para nós aqui no Brasil por menos de R$ 500,00 (quinhentos reais), por exemplo.

Já o Prosecco é um espumante elaborado na região de Veneto e de Friuli Venezia Giulia, na Itália e compete, em popularidade, diretamente com o champanhe. A uva utilizada é a Glera, que antes de receber esse nome era chamada de… prosecco! Sua produção se difere do champagne por ter sua segunda fermentação em tanques de aço ao invés de dentro das próprias garrafas. Isto faz com que o sabor do prosecco seja mais suave e menos fermentado.

Prosecco geralmente é mais doce que a Champagne ou Cava, com bolhas maiores e mais espalhadas, com notas de maçã, pera, limão, florais e tropical. PROSECCO: espumante italiano deve sempre ser feito na região de Veneto, na Itália

Um dos maiores mercados consumidores de prosecco do mundo são os Estados Unidos. Muito disso se deu pela popularidade do drink APEROL SPRITZ, que utiliza em sua base, além de aperol e tônica, doses de prosecco, o que lhe causa um frescor e sabor sem igual.

      APEROL SPRITZ: drink ajudou a difundir o consumo de prosecco nos últimos anos

Também bastante conhecido, temos o espumante CAVA, feito da Denominação de Origem CAVA, na Espanha, com as variedades de uvas Macabeu, Parellada e Xarello, e em alguns casos com Chardonnay e Pinot Noir.

Apesar das uvas serem diferentes, o método utilizado para a produção da Cava é bem parecido com o do Champanhe. Assim como o champanhe, a segunda fermentação do Cava é feita dentro da própria garrafa. Por ficar menos tempo na segunda fermentação, a Cava tem notas cítricas, de melão, pêra e uma agradável acidez.

Agora que você já tem certa noção sobre alguns dos principais tipos de espumantes do mundo, que tal abrir uma garrafa e espantar o calor? Como dica, deixo aqui a seguinte informação: os espumantes bruts são uma ótima pedida de harmonização, combinando com os mais diversos tipos de pratos: churrasco, feijoada, maniçoba, petiscos, tábuas de frios e etc.

Em dúvida de qual espumante tomar? Quer conhecer mais sobre os tipos de espumantes e qual se encaixa melhor no seu jantar/evento? Procure uma loja de vinhos com sommelier a disposição! Ele é o profissional ideal para indicar o melhor vinho, para a ocasião necessária. Você pode entrar em contato comigo pelo Twitter @RenatoSalviano ou pelos Instagrams @RenatoSalviano e @BoutiqueVinhoeCia. Vai ser muito legal tirar suas dúvidas e conhecer suas experiências.
Até semana que vem!

Rússia X Ucrânia e as possíveis consequências na economia do Brasil

Rússia X Ucrânia e as possíveis consequências na economia do Brasil
Leandro Távora*

– Nas últimas semanas, a escalada nas tensões entre Rússia X Ucrânia tem sido manchete em quase todos os noticiários mundo afora, uma possível invasão Russa a Ucrânia tem elevado os ânimos no leste Europeu e consequentemente no globo em virtude não só do massacre que poderia ocorrer, mas dos impactos econômicos que essa invasão poderia gerar nos principais países que tem relações comerciais com ambos.

– Apenas para contextualizar, as tensões sempre houveram entre ambas nações em virtude de diversos contextos geopolíticos, históricos, culturais, principalmente a  disputa pela região da Criméia, mas aumentaram nos últimas dias após a possível integralização da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o que para Vladimir Putin foi uma afronta, pois posicionaria, de forma teórica, tropas dos EUA e de outros inimigos muito próximos a Moscou, capital da Rússia.

Do ponto de vista econômico, que aqui é o intuito ponderar, em um primeiro momento, crises como essa, de iminência de guerra, gerariam uma grande fuga de liquidez de ativos mais voláteis, como ações listadas em bolsas de valores, para títulos públicos de grandes economias, como os do EUA, por exemplo. O que derrubaria os mercados financeiros e faria com que moedas fortes, como o dólar, se valorizassem.

A Rússia é uma das maiores exportadoras de gás para a Europa e de petróleo para o mundo, então há o temor que haja o corte da ligação desse gasoduto, impedindo assim a distribuição do gás em pleno inverno europeu.

Ela também é um parceiro comercial importante para o Brasil, só em 2020 foram negociados em produtos russos a cifra de quase R$ 15 bilhões de reais. Desse montante, quase R$ 300 milhões foram em óleos combustíveis. Se o conflito por lá se agravar e houver uma diminuição no fornecimento de petróleo, haja vista que a Rússia é uma grande exportadora, haveria uma enorme disparada no preço do barril de petróleo e consequentemente aumento no valor do combustível, podendo chegar a R$ 10,00 o litro da gasolina que já é caríssima no Brasil, o que pressionaria ainda mais a inflação.

Sem contar que, em torno de 25% dos fertilizantes usado nas lavouras do Brasil é importado da Rússia, ou seja, um possível conflito elevaria os preços dos produtos importados e na pior das hipóteses,  cessaria o fornecimento, impactando diretamente o agronegócio brasileiro, que responde por quase 30% do produto interno bruto – PIB, o que consequentemente geraria escassez de produtos ou preços ainda mais altos dos que os já vemos.

– Nos últimos dois dias, o presidente russo deu sinais de que não haveria invasão, em vídeos veiculados na internet de conversas com seus ministros, deu a entender que as tropas, lentamente, estariam sendo esvaziadas da fronteira com a Ucrânia. Mas ontem, no final do dia, mais uma vez, o presidente americano Joe Biden, subiu o tom e voltou a reforçar a possível invasão a Ucrânia a qualquer momento e a comentar as prováveis sanções que sofreria a Rússia, caso a invasão se concretize. Por ora, os ânimos seguem mornos.

*Leandro é empresário, pecuarista e investidor, formado em Direito pela Estácio Seama com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas.
Ele escreve toda quarta-feira neste site sobre economia, investimentos e negócios.

Twitter: @leandrotavora
Instagram: @leandrotavora

Já vacinou teus pets?

Nesta quarta-feira (16), o Departamento de Vigilância Ambiental (DVA) oferta dois pontos para vacinação antirrábica. Donos de cães e gatos poderão levar seus pets no bairro Sol Nascente e Conjunto Mestre Oscar, localizados na zona norte da capital.
A vacinação segue até sexta-feira (18), no horário de 9h às 12h, na quadra da Igreja Santa Tereza (rua Aluízio de Azevedo, s/n, bairro Sol Nascente) e no Centro Comunitário do bairro Mestre Oscar.

Prefeitura de Santana lança edital de inscrição para curso preparatório

A Prefeitura de Santana, lançou nesta terça-feira, 15, o edital referente ao Programa Municipal de Cursos Preparatórios, Prepara Santana. A Prefeitura criou o Programa visando prestar auxílio aos cidadãos que buscam aprovação no ENEM e em concursos públicos.

“É um cursinho que a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, se dedicou para preparar os jovens de baixa renda, que não possuem condições para pagar um cursinho preparatório. O Prepara Santana é para o jovem que quer vencer e faturar uma vaga em concursos públicos e no Enem”, afirmou o prefeito Bala Rocha.

Inicialmente, o Prepara Santana, que será administrado pela Secretaria Municipal de Educação, irá ofertar aulas voltadas para aqueles que estão buscando aprovação nos concursos públicos anunciados para o ano de 2022, e posteriormente, estará preparando os jovens para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O cursinho possuirá local próprio para funcionamento, localizado na Avenida Rui Barbosa nº 1101, entre Rua Ubaldo Figueira e Salvador Diniz, bairro Central, nos altos da Clínica de Saúde Integrada Equilibrium.

As inscrições são gratuitas e serão realizadas exclusivamente de forma on-line, no site www.inscricao.santana.ap.gov.br.

Clique aqui para consultar o Edital na íntegra.

As aulas estão previstas para iniciar no dia 14/03 e terão duração de 10 meses, distribuídas em dois semestres, com turma no período da manhã, das 08h às 12h, e turma no período da noite, das 19h às 22h30. As atividades serão desenvolvidas por uma equipe formada por professores e técnicos pedagógicos cedidos pela SEME, promovendo o comprometimento ético e a inclusão social de estudantes carentes por meio da educação.

Serão distribuídos materiais didáticos aos estudantes que também poderão contar com acompanhamento pedagógico, acesso ao acervo de materiais didáticos, e atividades extracurriculares, oferecido pela Secretaria de Educação, contribuindo para a formação humana, cultural, política e científica dos alunos.

(Ascom/PMS)

Prefeitura de Macapá inicia campanha do IPTU 2022 na segunda-feira

Na segunda-feira (14), a Prefeitura de Macapá inicia a campanha de recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para o ano de 2022. A fim incentivar o contribuinte, a instituição concederá até 20% de desconto aos munícipes. Aqueles que optarem pelo pagamento em cota única garantirão 10% de desconto. Já o contribuinte adimplente nos últimos cinco anos terá desconto extra de 2% por ano quitado.

A Secretaria Municipal de Finanças (Semfi) tem em sua base dados 262.450 contribuintes cadastros e a expectativa de arrecadação para este ano é de R$ 209.810.045,63 milhões, que serão investidos em frentes de trabalho como iluminação, urbanização, paisagismo entre outras.

Em 2022 o documento não será enviado ao contribuinte e a iniciativa se dá em função das medidas de restrição de circulação e combate ao coronavírus. Para isso, a Semfi disponibilizará a Central de Atendimento ao Contribuinte, Sala do Empreendedor e Super Fácil para que o usuário possa fazer a emissão do documento. Além destes pontos que funcionam na modalidade presencial, o carnê do IPTU também poderá ser emitido no site da instituição.

(Secom/PMM)

Os termos técnicos do mundo dos vinhos

Os termos técnicos do mundo dos vinhos
Renato Salviano

Você que acompanha a minha coluna, ou que está iniciando no mundo dos vinhos, deve sempre se perguntar: mas o que significa tanino? E decantação, o que é isso? Hoje, decidi escrever de maneira sucinta e mais clara possível sobre alguns termos técnicos no mundo do vinho, para facilitar o entendimento de quem quer aprender um pouco mais. Vamos lá?

Primeiramente, acho importante diferenciar Sommelier, Enólogo e Enófilo. O SOMMELIER é um profissional que em nosso país possui regulamentação pela Lei nº 12.467/2011. O Art. 1º desta lei dispõe que “Considera-se sommelier, para efeitos desta Lei, aquele que executa o serviço especializado de vinhos em empresas de eventos gastronômicos, hotelaria, restaurantes, supermercados e enotecas e em comissariaria de companhias aéreas e marítimas”. Deste modo, o sommelier é o profissional responsável por criar a carta de vinhos de hotéis, restaurantes, eventos e etc. Além disso, é o responsável pelo armazenamento, contagem de estoque, realizar o serviço de vinhos, e aqui se inclui a limpeza e arrumação de todas as taças, atendimento ao cliente e elaboração de cursos sobre vinhos. SOMMELIER: muito além de provar vinhos, profissão exige desde contagem de estoque ao serviço do vinho

Já o ENÓLOGO, é o responsável por elaborar os vinhos. Geralmente, ele participa de todas as etapas de elaboração, desde a plantação até o engarrafamento e distribuição ao mercado. É o enólogo que vai escolher qual a melhor uva para determinado tipo de solo, e quais uvas usar para se fazer o vinho ao qual ele ou o produtor tem em mente. Sem dúvidas, é o profissional mais importante na produção, porque é de suas ideias e estudos que o vinho nasce e chega em nossas taças com aqueles aromas e sabores que amamos. EDEGAR SCORTEGAGNA: da Vinícola Luiz Argenta, foi eleito melhor enólogo brasileiro em 2020

O ENÓFILO, por sua vez, é aquele amante de vinhos que se dedica ao estudo da área, profissionalmente ou por prazer. Diferente do sommelier ou enólogo, o enófilo não possui formação. Geralmente é uma pessoa que aprendeu através de estudos particulares ou por meio de degustações.

Agora falando do vinho em si, é bem provável que você, ao comprar um vinho, já tenha se deparado com o termo BLEND. Também chamado de ASSEMBLAGE ou CORTE, refere-se ao procedimento de combinar duas ou mais uvas para elaborar um vinho. Um enólogo geralmente decide combinar uvas para que as características de uma complete ou suavize as características de outra. Um blend muito conhecido no mundo dos vinhos é a junção entre as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot, gerando vinhos equilibrados e gostosos de se beber. BLEND: junção de uvas serve, dentre outras coisas, para buscar o equilíbrio do vinho

Vinhos muito potentes ou mais antigos costumam ter seus aromas e sabores adormecidos dentro da garrafa. Pense comigo: são anos ali, paradinho dentro da garrafa. Então o que fazer para liberar tudo o que o vinho pode entregar? Neste momento, entra em ação o processo de AERAÇÃO. Aerar significa expor o vinho, de maneira controlada, ao oxigênio. O contato com o oxigênio ajuda a liberar as moléculas de álcool, auxiliando a liberar então os aromas e sabores. Este processo pode ser realizado por uma peça, geralmente em cristal, chamada decanter, que também possui outra função.                          Processo de aeração do vinho: liberar aromas e sabores

Muito além de aerar, a principal função do decanter é a DECANTAÇÃO. Decantar nada mais é do que separar as borras do vinho de sua parte liquida, para que não chegue até a taça de quem vai beber. É um método geralmente necessário para vinhos com muitos anos de guarda, que vão criando detritos. O profissional mais indicado para fazer a decantação é o sommelier, com a ajuda de uma vela e de maneira bem delicada, como se vê na imagem abaixo.               DECANTAÇÃO: com o auxílio de uma vela, visa separar as borras do vinho

Garrafa aberta, vinho aerado ou decantado, vamos beber! E ao ingerir um vinho tinto seco, você sente aquela sensação travosa na boca. Eis os taninos. Cientificamente falando, taninos são polifenóis presentes principalmente na parte externa de diversas plantas. No caso das uvas, presentes em sua casca e sementes. Além da adstringência, os taninos ajudam a conferir corpo e longevidade ao vinho. Algumas uvas como a cabernet sauvignon são muito tânicas, Esse é um dos motivos para comumente encontrarmos blends dela com a Merlot, como vimos acima. Memos tânica, a Merlot ajuda a equilibrar o vinho e o tornar mais macio em boca. Outra maneira de controlar a agressividade dos taninos é o envelhecimento em barricas de carvalho. Presentes em diversas frutas e plantas, os taninos estão presentes nas cascas e sementes das uvas

Mas Renato, agorinha você falou em corpo do vinho. O que é isso? Bem, vamos fazer uma simples analogia: imagine o leite integral, semidesnatado e desnatado. Quanto tomamos um leite integral, ele parece ser mais consistente em nossa boca. O semidesnatado já aparenta ser um pouco mais fraco e o desnatado nos causa a sensação de ser bem fraco e “ralinho”. Com o vinho é a mesma coisa. Corpo nada mais é do que o volume do vinho. Vinhos mais densos apresentam uma textura mais aveludada na boca, diferentes daqueles com baixo corpo. Um tannat, por exemplo, geralmente é um vinho com mais corpo, enquanto a pinot noir tende a apresentar corpo médio para baixo.                    CORPO DO VINHO: sensação de peso que o vinho causa na boca

É importante falar que muitas dessas características são provenientes das uvas e do TERROIR em que foram plantadas. Terroir é uma palavra de origem francesa que tecnicamente falando significa um “conceito que remete a um espaço no qual está se desenvolvendo um conhecimento coletivo das interações entre o ambiente físico e biológico e as práticas enológicas aplicadas, proporcionando características distintas aos produtos originários deste espaço”. Em termos claros, Terroir é a junção entre solo, clima e mão do homem, que transformam aquela região/espaço em lugar único para elaboração de vinhos específicos. Um exemplo de terroir é o do vale dos vinhedos.                       VALE DOS VINHEDOS, exemplo de terroir específico

Sei que é muita informação, e se fosse disponibilizar todas, com riqueza de detalhes, provavelmente esta coluna viraria um e-book! Em breve, teremos a parte 2 desses termos técnicos, para que cada vez mais você entenda com clareza o que está bebendo, e acima de tudo, saiba escolher o que vai beber.

E não esqueça: se surgir uma dúvida, procure sempre o auxílio de um sommelier. Ele é o profissional ideal para indicar o melhor vinho, para a ocasião necessária. Você pode entrar em contato comigo pelo Twitter @RenatoSalviano ou pelos Instagrams @RenatoSalviano e @BoutiqueVinhoeCia. Vai ser muito legal tirar suas dúvidas e conhecer suas experiências.
Até semana que vem!

Inflação e seus efeitos no bolso do cidadão

Inflação e seus efeitos no bolso do cidadão
Leandro Távora

Você com toda certeza, notou que nos últimos tempos o preço dos bens de consumo tiveram uma subida vertiginosa. Gasolina, energia elétrica, carne, gás de cozinha, itens básicos de 1ª necessidade, entre outros, tiveram uma elevação de preço foram do comum e isso se dá por conta de um fenômeno chamado inflação.

A inflação amedronta o Brasil desde o regime militar. Nos anos da ditadura, a inflação brasileira girava em média quase 70% a.a. Teve seu ápice entre os anos de 1989 a 1994, nos governos Sarney e Itamar Franco, chegando a registrar um pico de mais de 2700% em 1993, anos em que algumas medidas como até o congelamento de preços foram adotadas para tentar conter a hiperinflação no país (hiperinflação se dá quando os números começam a superar os 50%).

Após 7 planos econômicos, a inflação foi devidamente controlada em 1994 com a chegada do Plano Real, que institua o Real R$ como moeda corrente do país e que é utilizada até hoje. A inflação não necessariamente é um mau elemento, mas de maneira controlada, ela é necessária entre nós para que haja um controle do consumo desenfreado. Ela é medida por diversos índices “que a compõe” sendo o principal deles o IPCA, indicador esse que teve a variação de janeiro divulgada hoje pelo IBGE, ela avançou 0,54% e acumula alta de 10,38% nos últimos 12 meses, apesar de mostrar sinais de desaceleração, é a maior registrada desde 2016, tanto é, que na segunda-feira o Boletim Focus fez a 4ª revisão do ano, e jogou para cima a meta de inflação para o ano de 2022. Ou seja, pelo visto, teremos mais tempo de preços altos no Brasil e ainda mais alta na taxa de juros.

Pelo que já percebi, quando o assunto é inflação, os economistas divergem quanto ao fato gerador e as suas consequências. Como mero investidor, estudante e expectador da economia, tentarei explicar de maneira sucinta esse fenômeno que afeta o dia a dia da população.

Na minha concepção, a inflação é o aumento da oferta monetária pelos controladores fiduciários, ou seja, a grosso modo, quem tem o poder da caneta aumenta a impressão de dinheiro. Em virtude da pandemia, essa expansão monetária foi inevitável, os governos de quase todos países que podiam, concederam as suas nações, auxílios para tentar conter os danos causados nas economias pela pandemia. Diante desse cenário, com juros baixos por quase todo o mundo, inclusive no Brasil, o consumo cresceu substancialmente. O problema é que quando há uma escalada dessa magnitude na demanda, é certo que a oferta não subirá da mesma forma, com a escassez de produtos, o resultado é óbvio, aumento de preços.

De maneira objetiva, se você há 1 ano tinha R$ 1.000,00 reais guardados debaixo do colchão ou na conta corrente e com uma inflação acumulada de 10% nos últimos 12 meses, nominalmente hoje você ainda tem os mesmos R$ 1.000,00, mas com poder de compra de apenas R$ 900,00, pois a inflação desse período corroeu seu dinheiro. Diante disso, eis a importância dos investimentos, que no atual cenário, é primeiramente proteger seu dinheiro contra a inflação e assegurar, pelo menos, que o seu poder de compra se mantenha estável.

O Brasil por ter uma moeda fraca, desvalorizada perante o dólar e ser um país emergente, sofre ainda mais os impactos do aumento de preços. É por isso que tornou-se mais vantajoso exportar. Quem em sã consciência abdicaria de ter receita em dólar operando a custos altíssimos em reais? O problema é que para conter essa escalada, o Brasil precisa das reformas estruturais que não saem, de uma política monetária firme, de corte de custos e aqui leia-se “privilégios” e consequentemente de respeito ao teto de gastos, o que gera confiança na economia interna e atrai investidores estrangeiros que ingressarão com investimentos atrelados ao dólar. O problema não é só no Brasil, os EUA, por exemplo, acostumados a injetar US$ 120 bilhões/mês na economia americana para conter os danos da pandemia, se viu em um índice inflacionário que não era registrado há 40 anos. Estamos em ano de eleição, logo, a política tende a ter ações consideradas como “populistas”, o que provavelmente, acarretará em mais inflação.

*Leandro é empresário, pecuarista e investidor, formado em Direito pela Estácio Seama com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas.
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Todo vinho bom é caro?

Todo vinho bom é caro?
Renato Salviano

Por muito tempo se cultivou o pensamento de que vinho é uma bebida elitista. Não estava totalmente errado, tendo em vista que antigamente, a bebida era degustada principalmente por reis e altos membros da igreja católica, que por sinal em muitas regiões, séculos passados, eram os detentores dos mais nobres vinhedos e elaboravam os vinhos mais caros.

Um exemplo disso são os vinhos de Châteauneuf-du-Pape, Apelação de Origem Controlada (A.O.C.), localizada nos arredores do Vilarejo de Châteauneuf-du-Pape, dentro da Região vitícola do Vale do Rhône, na França.

Em tradução livre, Châteauneuf-du-Pape significa “castelo novo do papa”. O nome faz referência à cidade de Avignon, na França, que passou a ser residência oficial do papa durante o século XIV, momento em que a viticultura local ganhou muita qualidade, para produção de vinhos para o papa e membros do alto clero da igreja. Região possui rótulos reconhecidos e caros. Qualidade remonta de séculos atrás, com produção de vinhos para altos membros da igreja católica

De algumas décadas para cá, no entanto, com o crescimento do consumo de vinho e a expansão da produção no chamado Novo Mundo (SAIBA O QUE É O NOVO MUNDO CLICANDO AQUI), o vinho passou a se popularizar e alcançar todas as camadas sociais, partindo de preços baratíssimos até cifras milionárias.

Daí surge a pergunta: todo vinho bom é caro? Não, e esse é um dos grandes mitos do mundo dos vinhos. Assim como nem todos os vinhos muito caros serão bons. Explico.

Primeiro devemos levar em consideração o gosto de quem está bebendo. Aquelas pessoas iniciantes provavelmente achariam um vinho de dez mil reais estranho, por costumar ser um vinho mais antigo, com aromas terciários e notas nem sempre tão agradáveis ou fáceis de se identificar ao paladar não treinado.                 Romanée-Conti de 1945. Vinho foi leiloado por R$ 2,6 milhões de reais

Segundo, é possível encontrar ótimos vinhos abaixo de 100 reais a garrafa. Sei que para muitos este valor ainda é elevado, mas mesmo na casa dos 50 reais você já encontra vários produtos de qualidade. Toro Loco: fácil de beber, espanhol caiu no gosto dos brasileiros. É sucesso de vendas e custa em torno de R$ 50-60,00 reais a garrafa

O que torna um vinho bom, não é exclusivamente seu preço, sua região ou seu produtor. Devemos levar em conta diversos fatores, como acidez, taninos, álcool, aromas e persistência deste vinho em boca. O EQUILÍBRIO destes itens é que vai tornar o vinho um bom vinho.                     Equilíbrio do vinho: bebida precisa ter harmonia em seus componentes,
para que seja agradável e fácil de beber

Não adianta uma garrafa de vinho custar 500 reais, e possuir um tanino (aquela sensação travosa na boca) exagerado, com baixa acidez e poucos aromas. Este vinho, embora caro, não tem uma qualidade tão boa. Do mesmo modo, um vinho pode custar 100 reais, e ter uma harmonia perfeita entre todos os itens, tornando-se um vinho maravilhoso de se beber e harmonizar.

Portanto, você que quer comprar um bom vinho, procure primeiro lembrar de seu gosto pessoal, dando preferência àqueles que possam agradar seu paladar; segundo, leve em consideração as características desse vinho, isso você encontra geralmente na ficha técnica, disponível na internet (algumas vinícolas já disponibilizam QRCODE no contrarrótulo, para que o cliente saiba todas as características do vinho). Vinícola brasileira Viapiana disponibiliza qrcode no contrarrótulo de todos os seus produtos: link direciona para site com todas as informações sobre o vinho

Mas se ainda assim pintar uma dúvida sobre a qualidade do produto, procure uma loja com sommelier a disposição. Ele é o melhor profissional para te auxiliar, e vai mostrar o vinho perfeito para o seu paladar e que caiba dentro do seu orçamento.
Sou sommelier e você pode entrar em contato comigo pelo Twitter @RenatoSalviano ou pelos Instagrams @RenatoSalviano e @BoutiqueVinhoeCia (minha loja de vinhos no Amapá) . Vai ser muito legal tirar suas dúvidas e conhecer suas experiências.
Até semana que vem!                    O sommelier é o profissional ideal para escolher o vinho perfeito que
mais agrade o seu paladar e também o seu bolso

SELIC e o impacto no cotidiano do brasileiro

SELIC e o impacto no cotidiano do brasileiro
Leandro Távora*

Inicio essa coluna agradecendo primeiro a Deus e depois a Alcinéa, pelo convite e oportunidade de publicar e assim ampliar o alcance da mensagem que tento incessantemente transmitir ao maior número de pessoas da sociedade, seja ela sobre investimentos, business e economia.

Na primeira coluna, vamos tratar sobre um assunto que impacta diretamente na vida de todos os brasileiros, o aumento da Taxa SELIC, que já era esperado e que foi objeto da última reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária do Brasil, ocorrida hoje. Primeiramente, cabe esclarecer, do que ela trata. A Taxa SELIC é a taxa básica de juros do país, ou seja, é através dela, que as instituições financeiras, sejam elas, públicas ou privadas, se lastreiam na hora de definir suas taxas de juros, aquelas que comumente são usadas para emprestar dinheiro ou para financiamentos aos correntistas.

Ela tem importância fundamental ao investidor, pois a Taxa SELIC influencia diretamente na rentabilidade de investimentos de renda fixa e até da bolsa de valores. De forma mais simples, o valor da Selic indica quanto o governo paga de juros para as instituições financeiras e pessoas físicas que compram títulos públicos do Tesouro Nacional, o investimento mais seguro do país são os títulos públicos, especialmente o Tesouro SELIC, ele e os outros são facilmente comercializados através do Tesouro Direto. Ou seja, quando há um ambiente de SELIC alta, os investidores tendem a migrar para renda fixa pela segurança de estar “emprestando” dinheiro a união, o que faz com haja uma queda no preço das ações pela pressão da migração desses investimentos. É aí que aparecem as oportunidades de comprar excelentes empresas na bolsa de valores, por um preço menor ao que elas valem, mas trataremos disso em colunas subsequentes.

O ponto mais curioso da SELIC, é que ela é usada para controlar a inflação do país. Isso mesmo, aquela palavra que você ouve frequentemente nos jornais e que é responsável pelo aumento generalizado dos preços dos produtos, é quem define de que forma caminhará a SELIC, com inflação mais alta, há o aumento da SELIC para conter o consumo da população e assim diminuir a demanda por produtos, fazendo com que seus preços caiam. SELIC baixa, significa taxas de juros mais baixas, logo, há busca maior por crédito no mercado, o que acaba aumentando dinheiro em circulação, essa é uma das formas da política monetária do país para aquecer a economia.

Em suma, com esse ambiente de SELIC em dois dígitos veremos alguns cenários: alguns investidores migrando para renda fixa visando a estabilidade e segurança das aplicações em detrimento da renda variável, freio na busca por crédito no mercado em virtude das taxas de juros mais altas praticadas pelas instituições financeiras, na tentativa de conter a inflação.

Segundo a projeção do Banco Central, provavelmente a Taxa SELIC se manterá em dois dígitos durante todo o ano de 2022, pois com inflação também em dois dígitos, deverá demorar até que esse aumento impacte diretamente a diminuição dela. Ainda veremos por algum tempo os preços dos produtos em patamares elevados.

*Leandro é empresário, pecuarista e investidor, formado em Direito pela Estácio Seama com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas.
A partir de hoje Leandro Távora escreverá toda quarta-feira neste site sobre economia, investimentos e negócios.

Twitter: @leandrotavora
Instagram: @leandrotavora

Unifap manterá cursos de Enfermagem, História e Direito no Oiapoque

Brasília, 20/01/2022 – A Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) afirmou ao Ministério Público Federal no Amapá que “não há no âmbito da UNIFAP nenhum procedimento instaurado para o fechamento dos Cursos de História, Enfermagem e Direito do Campus Binacional – Oiapoque, assim como de qualquer outro Curso dessa IFES”. A resposta foi dada ao MPF após questionamento do deputado federal Camilo Capiberibe (PSB), através de notícia de fato, em agosto do ano passado.
“Essa é a resposta que todos os amapaenses, especialmente os que moram naquela região de fronteira, queríamos ouvir. Todos vemos na formação superior as ferramentas para promover o desenvolvimento humano, social e econômico daquela região e do Amapá. Estamos felizes com a resposta e continuamos nossa parceria para fortalecer a UNIFAP e contribuir no desenvolvimento do Oiapoque”, comemorou o deputado Camilo, nesta quarta, após receber o ofício do MPF relatando a resposta da instituição e a promoção de arquivamento da notícia de fato.
Em fevereiro do ano passado, Camilo foi procurado por estudantes do campus binacional que se mobilizaram em favor do ensino superior no município depois de saberem que as coordenações dos cursos de História, Enfermagem e Direito teriam pedido que não fossem abertas novas vagas e dizendo que os últimos dois cursos seriam fechados. Desde então, Camilo e os estudantes estão mobilizados em favor do campus Binacional.
Na mesma resposta ao MPF, a UNIFAP afirmou que “está sanando as pendências observadas quando da visita da Equipe de Avaliação do Ministério da Educação, no referido Campus, e por consequência, dos Cursos mencionados e que implementou projetos específicos de execução das aulas, assim como, vem proporcionando Estágios Supervisionados e Práticas Pedagógicas aqui na capital, como forma de favorecer e implementar a fortificação dos Cursos em Oiapoque”, bem como buscando parcerias com estado e município e providenciando ações para dinamizar as atividades no Campus Binacional.
Para contribuir na manutenção do Campus Binacional, o deputado federal Camilo Capiberibe destinou emenda individual de R$ 1 milhão e a Bancada colocou R$ 12 milhões, dos quais, em acordo com o reitor Júlio Sá, R$ 2 milhões vão para o campus da UNIFAP no Oiapoque.
Na promoção de arquivamento, copiada ao deputado Camilo, o MPF ressalva que “caso sobrevenha notícia de fechamento dos referidos cursos universitários em Oiapoque/AP, deverá ser instaurado novo procedimento no âmbito do MPF para apuração dos fatos e adoção das providências cabíveis”.

(Sizan Luis Esberci/Gabinete do deputado federal Camilo Capiberibe)