Macapá – Defesa Civil monitora áreas de risco

Em decorrência das chuvas que atingem Macapá nos últimos dias, a Defesa Civil do Município de Macapá reforça os trabalhos de monitoramento das áreas de risco de alagamento nesta terça-feira (29), com o objetivo de prevenir, proteger e ajudar os moradores dos locais .

A equipe trabalha em regime de plantão e está de prontidão para atender qualquer tipo de emergência que seja solicitada. Cerca de 20 guardas estão distribuídos em equipes alertas 24 horas.

Dentre as diversas ações, a Defesa Civil realiza a emissão de alertas e avisos, monitoramento de eventos naturais e a evacuação de áreas de risco, atuando de imediato com ações de resposta ao desastre, para socorrer a população atingida possibilitando o salvamento, os primeiros socorros e a assistência à população.

Segundo informações do coordenador da Defesa Civil Municipal de Macapá, Aldair Santos, durante a madrugada, nenhuma ocorrência grave foi registrada.

“Nas últimas 48 horas, foi registrado um volume de água na zona norte de 141,2 mm e na zona oeste, nas últimas 48 horas, o volume de água foi de 78,2 mm. A Defesa permanece alerta e pronta para atender os cidadãos”, reforça o comandante.

A Defesa Civil é vinculado à Guarda Civil Municipal de Macapá (GCMM).

Serviço
Para evitar transtornos e graves acidentes as pessoas devem permanecer em suas residências, atentas e em caso de situação de perigo iminente, entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone: (96) 98801-1153.

Furlan anuncia reajuste salarial linear de 10,06% para servidores públicos municipais

O prefeito de Macapá, Dr. Furlan, anunciou, na manhã desta segunda-feira (28), um reajuste salarial linear de 10,06% para os servidores públicos municipais, contemplando efetivos, pensionistas, aposentados, comissionados e contratos. Também foi divulgado o pagamento de uma progressão e uma promoção para os servidores de carreira.

“Um dia histórico para todos nós. Esse é o maior reajuste para os servidores da Prefeitura de Macapá. Estamos trabalhando nisso desde janeiro do ano passado, para que esse sonho seja realizado hoje. Ainda daremos para os efetivos uma promoção e uma progressão, que é um direito deles”, ressalta o chefe do executivo municipal.

Serão beneficiados com a data-base do funcionalismo público municipal 13.710 servidores de todas as categorias, com exceção do prefeito e secretários municipais. Em relação aos contratos, o reajuste será direcionado aos funcionários que atuam no administrativo da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Com o pagamento, serão injetados na economia do município, aproximadamente R$ 5,6 milhões. O Projeto de Lei seguirá para a Câmara Municipal de Macapá, se aprovado, o reajuste virá no pagamento do mês de abril.

“O valor de reajuste segue o índice de inflação divulgado pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]. Agora segue para o legislativo e, se aprovado, teremos em doze meses, R$ 777 milhões circulando na economia do município”, explica a secretária municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia da Informação, Leila Gomes.

“Tudo foi alinhado, antes, com o Sindicato de Servidores Municipais. O diálogo é constante na gestão. É importante reforçar o carinho e respeito que temos com os servidores. O último aumento foi em 2015 e de 4% apenas. A nossa política é dar ao servidor, o que é um direito deles”, complementa a subsecretária municipal de Gestão de Pessoas, Fernanda Cabral.

Progressão e promoção
O pagamento de progressão e promoção é direcionado para o quadro de servidores de carreira do município. Conforme o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Macapá, a trajetória do servidor é observada pelo tempo de serviço, escolaridade e qualificação profissional, regida por regras específicas de ingresso, desenvolvimento, remuneração e avaliação de desempenho.

(Secretaria Municipal de Comunicação Social)

Bioparque tem programação para crianças autistas nesta terça-feira

O Bioparque da Amazônia promove nesta terça-feira (29), a partir das 10h,  uma programação de lazer para crianças com Transtorno de Espectro Autista (TEA). A ação será feita parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Autistas do Amapá (AMA) e o Projeto Social JUMAR e faz referência ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril.

Neste dia os participantes terão acesso gratuito as dependências do local e entre as atividades disponibilizadas, as crianças seus familiares terão acesso a visitas guiadas e piquenique. A programação encerra com o acendimento de luzes azuis, que iluminará a entrada do Bioparque.

Dólar e a queda vertiginosa perante o real nas últimas semanas. Oportunidade?

Dólar e a queda vertiginosa perante o real nas últimas semanas. Oportunidade?
Leandro Távora*

Inflação, escassez de produtos, guerra no Leste Europeu, petróleo nas alturas, contra todas as probabilidades, o dólar perante o real já acumula uma queda de quase 15% no ano de 2022, a curiosidade é que contra as principais moedas do mundo, ele se valorizou, contra o euro 4%, libra esterlina 3%, franco suíço 2%, iene 6% e as perguntas das últimas semanas tem sido: é hora de comprar dólar? Será que pode cair mais? Por que está caindo?

Cabe relembrar, o real só chegou a manter paridade com o dólar entre 1994 – ano de criação do plano real – a 1999, anos em que o governo controlou artificialmente a taxa de câmbio para que não houvesse uma disparada na desvalorização da nossa moeda e novamente gerasse uma inflação descontrolada. A partir de então, o governo passou a adotar a taxa de câmbio flutuante, o que impactou o bolso do brasileiro, mas por outro lado, ajudou as exportações brasileiras que amargavam resultados negativos. Em 2002, pré-eleição do ex-presidente Lula, já era possível ver um dólar a quase R$ 4,00.

No atual cenário, há fatores que podem explicar essa valorização tão abrupta do real sobre o dólar, ainda que com uma guerra acontecendo, a primeira impressão fosse a de que investidores saíram de posições mais voláteis e corresse para investimentos mais seguros, no caso, o dólar, fazendo assim com que ele disparasse e não é o que tem se visto aqui no Brasil, um dos motivos, é que o país é um grande exportador de commodities.

Para controlar a inflação, a 1º medida que a politica monetária de um país pode tomar é elevar a taxa SELIC – assunto esse já debatido em coluna anteriores – mas basicamente, ela serve de parâmetro para definir as taxas de juros do mercado, Selic alta é sinônimo de juros mais altos e consequentemente serve de freio na busca por crédito, diminuindo o consumo e finalmente, baixando a inflação.

Mas ela também serve de balizamento para o endividamento do próprio governo, pois quando a SELIC aumenta, eleva-se também o cupom de prêmio para quem investe em títulos da dívida brasileira, o famoso Tesouro Direto Nacional – hoje o investimento mais “seguro” do país – ou seja, na busca por ativos de baixa volatilidade e com altas rentabilidades, investidores estrangeiros tem ingressado massivamente com investimentos no país – dinheiro esse em dólar – o que ajuda a valorizar o real. Outro fator que explica o ingresso desses investimentos estrangeiros no país, é o fato da nossa bolsa estar “barata” – o que significa dizer que ativos (empresas) estão sendo negociadas abaixo do seu valor patrimonial – razão essa responsável pela valorização de quase 15% do Ibovespa, principal índice acionário do Brasil.

O que fazer nesse cenário? O dólar não é visto nesse patamar desde o cenário pré-pandemia, em meados de março de 2020, logo, a moeda nesse valor, poderia ser uma boa oportunidade para quem deseja ou aumentar posições em empresas americanas ou iniciar os investimentos estrangeiros, lembrando que prever a taxa de câmbio é meramente um exercício de futurologia, com cenário político e econômico brasileiro instável, o dólar pode do dia para a noite, mudar sua rota e voltar a subir. Infelizmente, no Brasil, esses ruídos pesam a mão no mercado financeiro.

Para o investidor de longo prazo, a máxima é uma só, preço importa, mas como os aportes serão constantes ao longo dos anos, será inevitável comprar nos mais variados preços, tanto ativos, quanto moedas.

*Leandro é empresário, pecuarista e investidor, formado em Direito pela Estácio Seama com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas.
Ele escreve toda semana neste site sobre economia, investimentos e negócios.

Twitter: @leandrotavora
Instagram: @leandrotavora

Macapá terá primeira clínica-escola do autista

Macapá vai ter a primeira clínica-escola voltada ao tratamento de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) da rede municipal de ensino da capital.

A clínica-escola será um espaço com equipe multidisciplinar que vai oferecer assistência especializada aos alunos autistas. A implantação do espaço é inédita e vai reforçar o processo de ensino e o atendimento de saúde no contraturno das aulas.

De acordo com o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, a expectativa é que o espaço entre em operação em abril. “Abril é o mês do autismo, e nada mais justo do que entregar esse espaço na data que simboliza a conscientização da sociedade para a questão do Transtorno do Espectro Autista. Nossa rede municipal conta com mais de 500 alunos, e vamos reforçar a qualidade de vida dessas crianças”, destaca.

A clinica-escola vai fazer o acompanhamento multiprofissional e multidisciplinar e também o rastreio de crianças neuroatípicas. Fonoaudiólogos, psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas, nutricionistas, pedagogos e terapeutas passarão a interagir com as crianças e a orientar os pais com tarefas do dia a dia que ajudam, por exemplo, no desenvolvimento motor delas.

“Na educação da criança com autismo, devemos trabalhar com atividades que estimulem a resolução de problemas e a independência em situações cotidianas. A qualificação da nossa equipe é fundamental para trabalhar de maneira flexível, adequado às situações de uma sala de aula inclusiva”, ressalta Rayssa Furlan, secretária de Mobilização e Participação Popular.

Estrutura
O prédio da clínica-escola é acessível, com térreo e pavimento, incluindo acessibilidade. A estrutura contará com salas de acolhimento, atendimento, fisioterapia, serviço social, pedagógica e de atividades coletivos. Além disso, a clínica-escola também terá espaço multiuso, voltado a dança, jogos e atividades diversas e sala de Atividades de Vida Diária (AVD).

A clínica-escola funcionará na Avenida Procópio Rola, no bairro Pacoval e o espaço foi estrategicamente escolhido por estar na região central da capital, com ampla oferta de transporte coletivo.

Atendimento
Os pacientes assistidos, de 0 a 10 anos, serão encaminhados a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das escolas da rede municipal. O projeto é uma realização integrada das secretarias municipais de Mobilização e Participação Popular, Planejamento, Educação e Saúde.

Os atendimentos semanais serão feitos de acordo com as características de cada aluno e isso estará alinhado ao plano de intervenção, que será individualizado e produzido após a avaliação e diagnóstico da criança.

(Secretaria Municipal de Comunicação Social)

Gasolina cara? Como funciona a política de preços da Petrobras e porque é adotada

Gasolina cara? Como funciona a política de preços da Petrobras e porque é adotada
Leandro Távora*

Há algum tempo é possível notar o aumento de preços de diversos produtos no Brasil, em virtude da famigerada inflação, assunto rotineiro nesta coluna, mas um em específico tem tomado as manchetes nas últimas semanas, os combustíveis, só no ano de 2021, a gasolina, por exemplo, aumentou 40% e liderou a alta da composição do principal índice inflacionário do Brasil, o IPCA, que acumulou 10,06% no mesmo ano.

A Petrobras, desde 2016, no então governo do ex-presidente Michel Temer, passou a adotar a política de paridade de importação (PPI), ou seja, a partir daquele momento os preços dos combustíveis praticados no Brasil, acompanhariam o mercado internacional. Mas porque utilizar um parâmetro internacional para definir o preço de um produto produzido e comercializado no Brasil?

Acontece que o mercado brasileiro de combustíveis não é autossuficiente como muitas pensam, ou seja, o Brasil precisa importar parte dos insumos para refino e derivados, como a importação é custeada em dólar e ele é muito mais valorizado perante o real, a maneira de compensar é indexar, por óbvio, a venda ao preço praticado internacionalmente.

Outro ponto de destaque, é a concorrência. Para tornar um mercado competitivo e não haver uma concorrência desleal, em 2019 a Petrobras firmou compromisso com o CADE de prática do PPI, tendo em vista que as demais empresas do setor também praticam a mesma política de preço, por também terem que importar os insumos para refino.

Antes do anúncio do mais novo aumento em 10 de março deste ano, a Petrobras vinha há mais de 50 dias sem reajustar os preços dos combustíveis, entre outros motivos, por conta da ingerência política em virtude do ano eleitoral, pois gasolina cara é impopular e de olho na escalada no preço das commodities que já ameaçava em virtude da subida das tensões no Leste Europeu, após o inicio do conflito entre Rússia e Ucrânia, o barril do petróleo, que serve de referência para os preços, chegou a custar mais de US$ 130 dólares, preços jamais visto desde a crise do subprime em 2008, logo a estatal se viu sem saída e sem ter como segurar o novo reajuste.

Foi então que o governo federal entrou em cena para tentar conter os danos, o problema é que as soluções sugeridas muito provavelmente no futuro, trariam outras consequências ainda piores e quem arcaria seria a população e nisso leia-se, a parte mais pobre da população, infelizmente. Quem não se lembra do legado do governo Dilma e a tentativa frustrada de redução na tarifa da energia elétrica em 2013? Anos depois, os cidadãos ainda pagam a conta da negligência política daquela época.

Há dias há um vai e vem em Brasília para tentar mitigar os danos, todas soluções visando o curto prazo e o ano eleitoral, mas o que não se vê e que poderia ser uma provável solução, é se falar em cortes de privilégios para subsidiar a alta inconteste dos combustíveis.

*Leandro é empresário, pecuarista e investidor, formado em Direito pela Estácio Seama com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas.
Ele escreve toda semana neste site sobre economia, investimentos e negócios.

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Latam suspende voos Belém/Macapá/Belém

A Latam anunciou a suspensão temporária de 21 rotas nacionais a partir de abril, em resposta ao aumento do preço e da volatilidade do petróleo, o que impacta diretamente o combustível de aviação.
Uma das rotas suspensas é Belém/Macapá/Belém, de 1 de abril até 31 de maio.

Rotas temporariamente suspensas pela Latam

(Com informações do portal Melhores Destinos)

Em Macapá o Dia do Artesão é comemorado com “Feirão do Povo”

O Dia do Artesão, celebrado no sábado, 19 de março, será comemorado com o “Feirão do Povo”, em Macapá. O evento será das 8h às 20h, no Mercado Central, com exposição e comercialização de produtos do campo, além de atrações artísticas e culturais à população.

Das 8h às 14h, acontece a exposição e comercialização de frutas, legumes, hortaliças, plantas ornamentais e pescado. Das 16h às 20h, haverá exposição e comercialização de produtos e serviços da economia criativa, em especial o artesanato, trabalhos manuais e gastronomia.

Além disso, a programação contará com atrações artísticas e culturais, parabéns e o corte do bolo, em homenagem aos artesãos.

Amapaense Auriney Brito assume a presidência da Comissão Nacional de Energia do Conselho Federal da OAB

O presidente da OAB-AP, Auriney Brito, assumiu na quarta-feira (16), em Brasília, o comando da Comissão Nacional de Energia do Conselho Federal da OAB.

Durante a solenidade, ao lado do presidente Beto Simonetti e do conselheiro federal Felipe Sarmento, Brito fez questão de lembrar do dilema que vive a população do Estado do Amapá, que sofre com a crise energética. Problema que se estende pelo país afetando em torno de 2 milhões de brasileiros, sem acesso à rede pública de energia elétrica.

“Será, sem dúvida, um imenso desafio, mas temos um propósito que nos move. Ter sentido o sofrimento na pele nos alimenta da disposição e coragem necessárias para ir a fundo no estudo de alternativas sustentáveis que melhor atendam a população mais prejudicada. A OAB será protagonista na transição de toda a matriz energética nacional”, destacou Auriney Brito.

Ainda conforme o presidente Auriney Brito, o Brasil vive um momento delicado no setor energético e fatores sociais, ambientais, econômicos, legislativos e geopolíticos, potencializam o problema.

A situação atual se agrava ainda mais com a Guerra entre Rússia e Ucrânia. “Parece distante, mas com a Europa dependente do petróleo e gás Russo, os reflexos chegam rápido na conta dos brasileiros”, concluiu.

Ao final da solenidade, Auriney Brito agradeceu emocionado a confiança do presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, sua diretoria e em especial ao conselheiro federal, Felipe Sarmento.

(Ascom)

Estudo aponta que a Amazônia está perdendo a capacidade de se recuperar

Um novo estudo publicado na Nature Climate Change sugere que a Amazônia está perdendo sua capacidade de se recuperar dos danos causados por secas, incêndios e desmatamento. Em um período ainda mais curto do que se pensava, a maior floresta tropical do mundo pode atingir um ponto de não retorno e acabar por se tornar uma savana degradada, um ecossistema composto por uma mistura de pastagens e árvores mais tolerantes à seca.

“A relevância da floresta para o equilíbrio climático, biodiversidade e bioeconomia torna os esforços direcionados à conservação do bioma um objetivo de apelo global, pois diz respeito a toda a humanidade”, diz Fabiana Prado, coordenadora do LIRA/IPÊ. Isso porque é a maior floresta tropical do planeta, e retira da atmosfera dióxido de carbono, principal gás responsável pelo efeito estufa.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, revelou que mais de 75% da floresta amazônica vem perdendo resiliência desde o início dos anos 2000, principalmente em regiões com menos chuvas e em partes da floresta tropical que estão mais próximas da atividade humana.

As informações vão ao encontro do último relatório divulgado pelo IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU), segundo o relatório, a combinação de efeitos provocados pela expansão agropecuária e a abertura de estradas, com fragmentação e degradação da floresta, e as mudanças climáticas globais geradas pela emissão de gases de efeito estufa já provocam perdas e danos para as pessoas e para os ecossistemas. As consequências serão catastróficas se não forem revertidas imediatamente. O impacto do aumento da temperatura e umidade projetado para o Brasil inclui o aumento de mortes por calor em 3% até 2050, e em 8% até 2090.

Mas nem tudo está perdido, pois ainda há tempo de reverter a situação. Para Fabiana, a falta de visão e vontade política é um dos grandes desafios  de conservação da Amazônia. “O que precisamos entender é que a Amazônia é o um ativo ambiental com possibilidades de modelos de áreas protegidas com negócios que podem alcançar grandes resultados com investimentos não tão altos, utilizando bioeconomia e soluções baseadas na natureza com manutenção do Bioma”, afirma. Hoje a Amazônia tem 753 áreas legalmente protegidas, entre terras indígenas e unidades de conservação, e o desmatamento é 6 vezes menor dentro dessas áreas.

A resiliência da floresta amazônica às mudanças climáticas e de uso da terra é crucial para a biodiversidade, o clima regional e o ciclo global do carbono e, segundo Fabiana, já existem movimentos colaborativos entre empresários, investidores, sociedade civil e instituições de pesquisa que atuam em redes para estimular as estruturas de governo a cumprir o seu papel. “Na coordenação do LIRA/IPÊ, trabalhamos em conjunto com 116 organizações que atuam diretamente em 62 municípios amazônicos (AC, RO, AM, PA e MT) com 37 mil beneficiários diretos. O que precisamos é que essa rede seja cada vez maior”, finaliza.

Sobre o LIRA
O LIRA é uma iniciativa idealizada pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, Fundo Amazônia e Fundação Gordon e Betty Moore, parceiros financiadores do projeto. Os parceiros institucionais são a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Amazonas – SEMA-AM e o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará — IDEFLOR-Bio. O projeto abrange 34% das áreas protegidas da Amazônia, considerando 20 UCs Federais, 23 UCs Estaduais e 43 Terras Indígenas, nas regiões do Alto Rio Negro, Baixo Rio Negro, Norte do Pará, Xingu, Madeira-Purus e Rondônia-Acre. O objetivo do projeto é promover e ampliar a gestão integrada para a conservação da biodiversidade, a manutenção da paisagem e das funções climáticas e o desenvolvimento socioambiental e cultural de povos e comunidades tradicionais.
Para mais informações: acesse o site do LIRA

(Nice Castro)

Cleane Pinheiro conquista Prêmio Espírito Público na categoria Meio Ambiente

                           Cleane Pinheiro, vencedora na premiação nacional

A gerente do Núcleo de Fiscalização de Recursos Hídricos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) Cleane Pinheiro recebeu uma das premiações nacionais mais honrosas de reconhecimento: a de profissionais do setor público. A servidora levou o Prêmio Espírito Público na categoria “Pessoas que transformam”, no eixo Meio Ambiente.

Com uma bagagem de mais de 11 anos de serviço público no Amapá, a gerente foi surpreendida com a homenagem na última edição do prêmio. Além do reconhecimento pelo seu trabalho, a premiação proporcionou à Cleane um valor de R$5 mil, e, em breve, ela fará uma capacitação em outro país da América Latina, uma imersão de conhecimento em gestão pública. Os premiados ainda terão acesso a um intercâmbio de inglês.

Segundo a servidora, que é mestre e especialista em três áreas diferentes, premiações como essas são muito importantes para reafirmar o potencial do serviço público para uma sociedade. Para ela, fazer gestão significa salvar vidas.

“Eu gosto de estar sempre em busca de conhecimento para melhor desempenhar minhas funções. Já fiz diversos cursos de capacitação, inclusive fora do Brasil, todos ligados a recursos hídricos, que é minha área de atuação e meu objetivo é sempre entregar o melhor serviço ao público. Estou ansiosa para fazer a imersão ofertada pelo Prêmio Espírito Público, pois sei que vou adquirir muito conhecimento., ressaltou.

Prêmio Espírito Público
É dedicado ao reconhecimento à trajetória profissional de pessoas e equipes comprometidas com a melhoria contínua dos serviços públicos, prestigiando profissionais que trabalham com o propósito de transformar o serviço público e o impacto gerado à sociedade. A premiação é dividida em categorias individuais e coletivas com eixos como assistência social, gestão de pessoas, meio ambiente, saúde, educação e segurança pública.

Cleane Pinheiro
Apaixonada pela natureza, se formou em Geologia aos 19 anos, na capital do Pará. Em 2010 tornou- se concursada no Amapá como analista de Meio Ambiente no Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap). Em quatro anos de carreira, foi convidada para ser gerente do Núcleo de Fiscalização de Recursos Hídricos, onde contribuiu e desenvolveu com projetos como o É Se Regularizar. É mestre em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local da Amazônia, além de ser especialista em Economia e Meio Ambiente, Gestão Pública e Segurança de Barragens.

(Secom)

A história de Aleksandr e uma lição de diversificação – Por Leandro Távora

A história de Aleksandr e uma lição de diversificação
Leandro Távora*

Aleksandr é professor na Rússia, ganha em média 104.137 rublos de acordo com o site glassdoor, a partir de informações obtidas através de fontes confidenciais. Isso é equivalente a quase 8,5 salários-mínimos do país. Aleksandr, aprendeu a poupar desde a faculdade e religiosamente, todos os meses, investe de 10 a 20% de sua renda. Como começou a investir desde muito novo, tem um patrimônio considerável em ações de empresas na bolsa Russa e títulos da dívida soberana. Ele seguiu exatamente à risca a filosofia de investimentos de longo prazo, com exceção de uma regra: diversificar os investimentos globalmente.

Apesar de Aleksandr nascer, crescer e viver na Rússia, que tem como presidente Vladimir Putin há mais de 20 anos, ter constatado o conflito na Chechênia, Geórgia, Criméia, ele não contava com um novo conflito. Desta vez entre Rússia e Ucrânia, o que levou seu país a sofrer sanções antes nunca vistas e é nesse cenário que o problema começa.

Desde os primeiros ataques, em 24 de fevereiro, a moeda russa, o rublo, desvalorizou quase 37%, ou seja, o seu salário que antes era equivalente a US$ 1.380,00 dólares, hoje só valem US$ 868,00. E os problemas não param por aí, pois, uma das primeiras medidas para controlar a fuga de capital do país foi o fechamento da bolsa de valores de Moscou e que permanece fechada até a data de publicação desta coluna. Ou seja, o patrimônio de Aleksandr e de outros milhares de investidores não podem ser movimentados enquanto ela permanecer fechada, portanto, ele se viu sem poder usar as economias de sua vida porque um ditador tomou a decisão de retornar aos tempos de União Soviética.

A lição de diversificar não se limita só a investir em mais de um país, se Aleksandr tivesse no seu portfólio de investimentos apenas ações do Sberbank, o maior banco russo, o que seria o equivalente internamente ao Banco do Brasil (dado a ingerência estatal), ele teria visto seu patrimônio virar pó da noite para o dia, as ações, também listadas na bolsa de Londres, em meados de fevereiro valiam 15 libras o papel, após o anúncio da paralisação de suas operações na Europa (grande parte em virtude das restrições impostas pelo próprio Banco Central Russo) e da invasão da Rússia a Ucrânia, caíram 95%.

Aleksandr é um personagem fictício, mas em algum lugar da Rússia, eu tenho a plena convicção de que alguém está vivendo essa situação por não ter compreendido que nos investimentos, diversificar classe de ativos, ativos e localização, é uma regra que não deve haver exceção e a intenção aqui, por mais que tenha parecido, não é de maneira alguma assustar potenciais investidores que desejem começar, pois não há risco maior do que o de não investir, pelo contrário, é transmitir antes mesmo que comecem, a importância de possuir uma carteira bem diversificada, principalmente residentes de países que possam vir a viver momentos de instabilidades econômicas, políticas, é claro que por óbvio, uns menos que os outros, como é o caso, por exemplo, dos EUA.

*Leandro é empresário, pecuarista e investidor, formado em Direito pela Estácio Seama com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas.
Ele escreve toda semana neste site sobre economia, investimentos e negócios.

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