Crise na coligação PT/PSB

Fundador do PT e da CUT no Amapá, o sindicalista e especialista em educação ambiental Errolflyn Paixão foi traído mais uma vez pelo seu partido.

Decepcionado com a traição e a falta de respeito dos companheiros, Errolflyn protocolou hoje ofício no Tribunal Regional Eleitoral renunciando a vaga de candidato a segundo suplente do segundo candidato ao Senado da coligação PT/PSB, Marcos Roberto.

Errolflyn conta que durante todo o processo de escolha dos candidatos da coligação ficou acertado que ele seria o primeiro suplente de João Alberto Capiberibe (PSB). Para sua surpresa ontem ficou sabendo que tinha sido inscrito no TRE como segundo suplente de Marcos Roberto. “Não tenho nada contra o companheiro Marcos, mas isso que fizeram comigo é um desrespeito. Não vou admitir que ninguém me faça de boneco. A minha vida é pautada no respeito, na sinceridade, na política séria”, disse ele ao blog.

Errolflyn lembrou que em 2006 foi lançado ao governo para atender capricho dos deputados Joel Banha e Dalva Figueiredo.
O PT apoiava a reeleição de Waldez Góes (PDT).
Impedido de coligar com o PDT, o PT para não coligar com o PSB – que tinha João Alberto Capiberibe como candidato ao governo – usou a estratégia de lançar um “candidato-faz-de-conta”. E este foi Errolflyn, que acabou sendo rotulado de candidato laranja. “Fui muito chacoalhado na eleição de 2006 por causa disso“, queixou-se.
Sem nenhuma estrutura, sem nenhum apoio dos companheiros e contando apenas com a propaganda no rádio e na televisão, ainda conseguiu a façanha de ter mais de cinco mil votos, chegando inclusive a a ser o terceiro candidato mais votado em algumas cidades do interior. “Isso me credenciava a ser candidato a vereador em 2008″, disse. Mas quando chegou 2008 a cúpula do partido pediu a Errolflyn que abrisse mão de sua candidatura a vereança em favor de Luizinho, garantindo a ele que por esse gesto seria o principal candidato do partido a deputado federal em 2010.
Errolflyn acreditou nos companheiros. Não só abriu mão da candidatura como ajudou a eleger  Luizinho.

Chega 2010 e Errolflyn é convencido a desistir da candidatura de deputado federal em favor de Marcivânia. Em troca seria o primeiro suplente na chapa de João Alberto Capiberibe ao Senado.
Só foi saber que em vez de ser primeiro suplente de Capi foi inscrito como segundo suplente de Marcos Roberto ontem quando teve acesso à ata entregue pela coligação ao TRE com o pedido de registro de candidaturas. “Fui confiar nos companheiros e dei com os burros n’água”, lamentou.

Errolflyn foi um dos maiores defensores da coligação do PT com o PSB.
Decepcionado e abalado com mais este golpe, ele desabafou ao blog:
Não vou ser serviçal político de ninguém. Tenho estudo, tenho meu emprego, sou funcionário federal, não dependo de mandato político de ninguém. O que eu quero é respeito e sinceridade”.

Ao final da entrevista, Errolflyn disse que apesar de tudo vai trabalhar pela eleição de Camilo Capiberibe (PSB)  ao governo do Estado.

Os gastos

Veja quanto seus candidatos ao Senado e ao governo declararam ao TRE que vão gastar na campanha:
Governo
Jorge Amanajás  – R$ 6 milhões
Pedro Paulo  – R$ 4,5 milhões
Camilo Capiberibe  – R$ 3 milhões
Lucas Barreto  – R$ 3 milhões

Senado
Papaléo Paes – R$ 1,5 milhão
Gilvam Borges – R$ 1,5 milhão
João Alberto Capiberibe – R$ 1,5 milhão
Marcos Roberto – R$ 1,5 milhão
Waldez Góes – R$ 1,2 milhão
Randolfe Rodrigues – R$ 900 mil

Candidatos e coligações

Como sempre, os partidos  deixaram para protocolar  na última hora, no TRE, os pedidos de registro de candidaturas de seus candidatos.
Eis as coligações e os candidatos às majoritárias:

Amapá mais forte (PSDB/PMDB/PSC/PV/PPS/PTN)
Governador:  Jorge Amanajás (PSDB)
Vice: Francisca Favacho (PMDB)
Senado: Gilvam Borges (PMDB) e Papaléo Paes (PSDB) – Os dois são candidatos à reeleição

União Popular pela Mudança (PTB/PSDC/PSOL/PCB/PTC/PRP/PRTB/PMN)
Governador:  Lucas Barreto (PTB)
Vice: Jaime Nunes (PSDC)
Senado: Randolfe Rodrigues (PSOL)

O Trabalho precisa continuar (PP/PDT/PR/DEM/PCdoB/PHS/PTdoB/PSL/PRB)

Governador: Pedro Paulo Dias (PP)
Vice: Alberto Góes (PDT)
Senado: Waldez Góes (PDT)

Frente Popular (PT/PSB)
Governador: Camilo Capiberibe (PSB)
Vice:  Dora Nascimento (PT)
Senado: João Alberto Capiberibe (PSB) e Marcos Roberto (PT)

PSTU
Governador: Genival Cruz
Vice: Andréia Ribeiro
Senado: Cláudio Góis

Decidido: Alberto Góes é o vice de PP

Acabou agora reunião do PDT com o PP que definiu que Alberto Góes (PDT) é o vice na chapa encabeçada pelo governador Pedro Paulo Dias (PP), candidato à reeleição.
Funcionário do Ministério da Ciência e Tecnologia, mas à disposição do governo do Amapá há vários anos, Alberto foi secretário de Estado nos governos de João Alberto Capiberibe (PSB) e de Waldez Góes (PDT).

Ano passado dizia que não estava nos seus planos disputar um mandato eletivo. Planejava investir na carreira profissional voltando para o Ministério e fazer doutorado no exterior. Mas atendeu ao chamado do PDT e aceitou a vaga de candidato a vice-governador na coligação PP/PDT/PR/DEM/PDC/PCdoB/PHS
O anúncio será feito oficialmente na manhã desta segunda-feira pelo governador Pedro Paulo Dias (PP).

Durante todo o dia de ontem  falou-se muito que se  PP e PDT  não aceitassem o deputado federal Evandro Milhomem (PCdoB) como vice, ele seria candidato ao Senado. Mas tudo não passou de boato. Se a coligação tiver outro candidato ao Senado, além de Waldez Góes, será o “camarada” Astalayr, do PCdoB.

Jabutis no açaizeiro

Pela primeira vez em 20 anos o PMDB desobedeceu o senador José Sarney. O PMDB está coligado com o PSDB. Sarney queria que fosse com o PP. O que ele vai dizer pro Lula e pra Dilma, hein?

O PT coligou com o PSB. Mas a estrela maior do partido no Amapá, deputada Dalva Figueiredo, e a presidente Nilza Amaral cambaram para o palanque do PP.

Dirigente nacional do PT, Jorge Coelho esteve em Macapá. Em reunião com a executiva do PSB pediu prioridade para a reeleição de Dalva Figueiredo. Mas no dia da convenção conjunta PT/PSB vestiu a camisa de Marcivânia, segundo Juliano Del Castilo, membro da comissão eleitoral do PSB.

Dalva Figueiredo não foi à convenção PT/PSB. Mas ontem vestiu azul, subiu no palanque do PP e fez discurso em apoio a Pedro Paulo Dias, candidato a governador.

O PDT coligou com o PP, mas o prefeito Roberto Góes – uma das maiores lideranças pedetistas – foi para o palanque do PSDB e declarou apoio a Jorge Amanajás, o candidato tucano ao governo.

Na convenção da coligação PSDB/PMDB, que tem como candidatos ao Senado Papaléo Paes e Gilvam Borges, Roberto Góes enalteceu Waldez Góes, adversário dos dois na disputa pelo Senado.

Pela esmagadora maioria de 57 a 3 os delegados do PSOL votaram pela coligação com o PTB. A executiva nacional não aprovou. Mas Lucas Barreto, candidato do PTB ao governo, tem dito que com ou sem coligação seu candidato ao Senado é Randolfe Rodrigues, do PSOL.

Já viram acabar uma convenção sem que o candidato a vice-governador tenha sido escolhido? Pois é. Como até boi “avua” e jabuti sobe em açaizeiro, o PP fez sua convenção no último dia do prazo (ontem), mas não escolheu o candidato a vice-governador.

Candidatos e coligações

O blog publica as coligações e candidatos definidos nas convenções partidárias, mas lembra que o que vale mesmo são as atas que serão entregues até o dia 5 de julho. E às vezes o que está escrito na ata é diferente daquilo que se viu nas convenções.

Coligação PSDB/PMDB/PSC/PV/PPS/PTdoB
Governador:  Jorge Amanajás (PSDB)
Vice: Francisca Favacho (PMDB)
Senado: Gilvam Borges (PMDB) e Papaléo Paes (PSDB)

Coligação PTB/PSDC/PSOL/PCB/PTC/PRP e PMN
Governador:  Lucas Barreto (PTB)
Vice: Jaime Nunes (PSDC)
Senado: Randolfe Rodrigues (PSOL)

Coligação PSB/PT
Governador: Camilo Capiberibe (PSB)
Vice:  Dora Nascimento (PT)
Senado: João Alberto Capiberibe (PSB) e Marcos Roberto (PT)

Coligação PP/PDT/PR/DEM/PDC/PCdoB
Governador: Pedro Paulo Dias (PP)
Vice: não foi apresentado
Senado: Waldez Góes (PDT)

PSTU
Governador: Genival Cruz
Vice: Bruno Souza
Senado: Cláudio Góis

Na convenção do PP

Encerrou agora há pouco a convenção do PP do governador Pedro Paulo Dias, candidato à reeleição.
Nos bastidores foi confirmado o nome do deputado federal Evandro Milhomem (PCdoB) como vice de Pedro Paulo, mas não foi anunciado oficialmente. Isso quer dizer que até o dia 5, prazo final para entrega das atas das convenções, o vice poderá ser outro.
Para definir isso, amanhã os partidos aliados (PP,PR, DEM, PDC, PCdoB e PDT) farão mais uma rodada de negociação.
Quanto as vagas para o Senado foi confirmado apenas o nome do ex-governador Waldez Góes.
De quem será a outra vaga é um assunto pra ser tratado na reunião de amanhã.

A deputada federal Dalva Figueiredo (PT) e a presidente do PT no Amapá, Nilza Amaral, participaram da convenção. Dalva vestiu a camisa do PP, subiu  no palanque e fez  pronunciamento de apoio a Pedro Paulo – embora o PT esteja coligado com o PSB. Ela enfatizou  que era portadora de “um grande abraço” mandado por Dilma Roussef a Pedro Paulo.

Acabou o mistério

O deputado federal Evandro Milhomem (PCdoB) será o vice de Pedro Paulo Dias na disputa pelo governo do Amapá.
A informação, ainda extra-oficial, foi repassada agora ao blog por um assessor de Pedro Paulo.
A deputada federal Dalva Figueiredo (PT) está indo agora pra convenção do PP. Subirá no palanque e fará pronunciamento. É o que informa uma fonte do PT.

Convenção do PP

PP faz convenção amanhã, no final da tarde, na quadra de esportes do Santa Inês. Vai confirmar coligação com o PDT e oficializar o nome do governador Pedro Paulo Dias como candidato à reeleição e do ex-governador Waldez Góes (PDT) ao Senado.
O nome do candidato a vice-governador ainda está sendo discutido. Aparecem como mais cotados Alberto Góes e Conceição Medeiros, do PDT, e Josiel Alcolumbre, do DEM.

Deixando a presidência do TRE

O desembargador Luiz Carlos Gomes dos Santos afasta-se hoje da presidência do Tribunal Regional Eleitoral. Ele está impedido de exercer funções naquele tribunal porque um familiar seu te homologada candidatura a deputado. Em seu lugar assume o vice-presidente  desembargador Ednardo Maria Rodrigues de Souza. Para a vice-presidência e corregedoria vai o desembargador Raimundo Nonato Fonseca Vales.
Lembrei-me de 2006. Naquele ano a juíza eleitoral que me condenou mais de 20 vezes nas ações que o senador José Sarney moveu contra mim tinha um amado tio concorrendo a uma vaga de deputado estadual na coligação de Sarney.
Não sei se era legal quem tem parente disputando cargo nas eleições exercer a função de juiz eleitoral. Mas que é imoral e anti-ético, ah isso é.