Covid – Grupo dá apoio psicológico on-line para quem perdeu pessoas queridas

Professora do curso de Medicina da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e Psicóloga Anna Valeska Procópio  junto com as psicólogas Ane Louise Michetti,  e Janaína Sanches , coordenam o ‘Grupo de Apoio às Perdas’ (GAP), projeto voluntário com o objetivo de acolher pessoas que vivenciam o luto por perdas de entes queridos.

 

Com reuniões semanais todas as quintas-feiras dás 20h às 21h30 o grupo recebe pessoas de todo o Brasil que estão na condição de luto, processo que desperta sentimentos e inquietudes humanas. Devido a pandemia as atividades retornaram com adaptações ao contexto atual, e é realizada de forma online  por meio de grupo de conversa pelo Whatsapp.

“Hoje a gente tem pessoas de Macapá, Belém e Manaus participando. É um grupo pequeno com pessoas que estão em sofrimento, por isso damos espaço para que elas possam expressar sobre o seu luto e a saudade,” explicou a idealizadora do grupo Anna Valeska Procópio.

O grupo faz parte do Projeto Social ‘Gestos Finais’ que tem o propósito de realizar ações voluntárias de acolhimento psicológico. É totalmente gratuito e o público alvo são adultos que estão passando pelo processo do luto . Para participar basta entra em contato pelo Instagram do grupo em @gestosfinais, ou pelo e-mail [email protected].

(Colaboração de texto: Letícia Amorim -Estagiária de Jornalismo/UNIFAP).

Covid – Boletim de hoje traz 265 novos casos e seis mortes

O Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COESP) trouxe nesta quarta-feira, 20, novo relatório com dados sobre a covid-19 no Amapá com 265 novos casos e seis óbitos.
210 pacientes estão hospitalizados (83 em UTI) e 16.291 em isolamento domiciliar.
Duas das vítimas um homem, de 85 anos, e uma mulher, de 91 anos (hipertensas) faleceram, respectivamente, nos dias 15 e 18 de janeiro. Um homem, de 82 anos, e uma mulher, de 63 anos, foram a óbito no dia 18 de janeiro. Outras duas mulheres, uma de 43 anos e outra de 70 anos, faleceram no dia 19 de janeiro.
Desde o inicio da pandemia foram registrados 74.310 casos e 1.016 morreram.

Novo decreto reduz horário de funcionamento de restaurantes em Macapá

A Prefeitura de Macapá divulgou nesta quarta-feira (20), o decreto 557/2021, reforçando as medidas de combate ao novo Coronavírus.  As medidas adotadas no novo decreto fazem parte de um alinhamento entre Governo do Estado e Prefeituras.
As principais alterações estão relacionadas à redução do horário de funcionamento de restaurantes e similares para  às 22h, nas modalidades de atendimento presencial, drive thru, delivery e expresso.
Foram suspensas as atividades coletivas como jogos em arenas e em praças para não haver a aglomeração de pessoas.

As atividades de bares e boates continuam suspensas. “Fazemos um apelo para que os restaurantes funcionem apenas como restaurante e não boate. Nossas fiscalizações estão nas ruas. Precisamos da colaboração de todos.”, enfatizou o prefeito Antônio Furlan.

Confira o documento na íntegra:

Profissionais de saúde de Macapá começaram a ser vacinados hoje

Nesta quarta-feira (20), as primeiras doses da vacina CoronaVac chegaram às unidades de Saúde do município de Macapá. A imunização começou pelos profissionais de saúde que estão atuando na linha de frente no combate à pandemia do novo Coronavírus.

A primeira fase foi iniciada simultaneamente nas unidades Lélio Silva, Marcelo Cândia, Covid Santa Inês e Samu municipal. Mais de 800 profissionais do município serão imunizados. São médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, farmacêuticos, equipes de limpeza e equipes de segurança que atuam nessas unidades.

Além das unidades municipais, foram disponibilizadas doses para os profissionais da rede estadual de saúde e também para os idosos do abrigo São José. Ao todo, 4.695 pessoas serão vacinadas com essa primeira remessa do imunizante.

A Secretária de Saúde de Macapá, Karlene Lamberg, acompanhou as primeiras aplicações da vacina. “Estar aqui aplicando as primeiras doses nos traz o sentimento de gratidão por estar iniciado a vacinação junto com esses profissionais que estão dando todo o seu esforço e amor para cuidar de nossa população”, explicou a secretária.

O enfermeiro Emanoel Monteiro, que atua na unidade básica de saúde Lélio Silva, foi o primeiro profissional a ser imunizado nesta quarta-feira. “Agora é um momento de muita felicidade, pois aqui na unidade Lélio Silva travamos uma batalha exaustiva no pico da pandemia do Coronavírus”, afirmou o enfermeiro. O profissional disse ainda que, mesmo que vacinação tenha começado, não significa que devemos esquecer as medidas de prevenção à doença.

Na Unidade Covid Santa Inês, a técnica em enfermagem, Iranilda Monteiro Dias, também celebrou a chegada da vacina. “É uma experiência grandiosa de ter sido uma das primeiras pessoas a ser vacinada, pois dessa forma conseguirei atender melhor a população e mostrar para os demais profissionais que a vacina é segura e eficaz”, declarou a profissional de enfermagem.

(Secretaria Municipal de Comunicação Social)

Covid – Plano Municipal de Imunização

A prefeitura de Macapá divulgou nesta terça-feira, 19, a atualização do Plano Municipal de Imunização contra a Covid-19 de Macapá. As alterações foram necessárias para que o planejamento municipal esteja em consonância com o Plano Nacional de Imunização. A vacinação será dividida da seguinte maneira:
1ª Fase: Trabalhadores da saúde; idosos acima de 75; pessoas acima de 60 anos institucionalizadas; população indígena.
2ª Fase: Pessoas de 60 a 74 anos.
3ª Fase: Pessoas com comorbidades (Diabete Mellitus, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave- IMC ≥ 40).
4ª Fase: Professores; profissionais das forças de seguranças e salvamento e funcionários do sistema prisional.

De acordo com o plano municipal de vacinação, em Macapá aproximadamente 80 mil pessoas fazem parte do grupo prioritário para receber as doses da vacina.

Imunização em Macapá

A imunização na capital começa na quarta-feira, 20. Nesta primeira remessa, a capital recebe 4.695 doses do imunizante.
O primeiro grupo a ser imunizado será de trabalhadores da Saúde que estão diretamente na linha de frente de combate à pandemia. As equipes da Secretaria Municipal de Saúde farão a aplicação das doses nos profissionais das unidades de referência para o novo coronavírus (UBS Lélio Silva, UBS Marcelo Cândia e Unidade de Saúde Covid Santa Inês) e Samu Municipal – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A vacinação ocorrerá nos locais de trabalho desses profissionais.
A Prefeitura ainda vai disponibilizar as doses da vacina para profissionais da linha de frente do Samu Estadual, Hospital Universitário, Hospital de Emergência, Hospital da Criança e do Adolescente, Hospital da Mulher Mãe Luzia, Pronto Atendimento Infantil, Hospital de Clínicas Alberto Lima e da rede particular (Unimed e Hospital São Camilo). Nesse caso, a vacinação deverá ser organizada pela própria unidade de saúde.
Os idosos do abrigo São José Também serão imunizados neste primeiro momento.
Conforme a prefeitura receba novas remessas da vacina, avançará no Plano Municipal de Vacinação, com divulgação e orientações por meio dos canais oficiais da prefeitura de Macapá.

(Secretaria Municipal de Comunicação Social)

Covid – Enfermeira, idosa e índio Tyrió são os primeiros vacinados no Amapá

A enfermeira Kátia Regina Marinho, de 55 anos, foi a primeira a ser vacinada contra a covid-19 no Amapá durante cerimônia nesta terça-feira, 19, no Palácio do Setentrião. O ato marcou o início campanha de imunização no estado.

Na ocasião, Kátia representou os trabalhadores da saúde que atuam no enfrentamento da pandemia. Os profissionais da linha de frente fazem parte do grupo prioritário e totalizam 18.558, que devem ser imunizados na primeira fase da campanha, que atende o Plano Estadual de Vacinação – elaborado e apresentado em dezembro pelo governo.

Para a enfermeira, a vacinação é a esperança contra os dias difíceis que resultaram em milhares de mortes no Brasil. Ela atua no sistema público de saúde há 23 anos no Hospital de Emergência e Macapá e esteve desde o início no enfrentamento da Covid-19 no Amapá.

“Temos a certeza que a vacina chegou e nós vamos vencer o inimigo invisível. Mesmo diante desta esperança, nós precisamos manter o uso de máscaras, distanciamento social e também cuidar da nossa família”, disse, emocionada.

Além de Kátia, o líder indígena e também enfermeiro, Demétrio Tiryó, de 36 anos, da aldeia do Parque do Tumumaque, foi imunizado durante a cerimônia simbólica na sede do governo. A idosa Brasiliana Lacerda Trindade, 68 anos, foi vacinada no Abrigo São José, simultaneamente, como representante dos idosos que são do grupos de risco.

Antes das primeiras vacinas, o governador do Amapá, Waldez Góes, pediu um minuto de silêncio em homenagem aos mais de  mil mortos no Amapá, dado registrado na segunda-feira. O chefe do Executivo destacou o papel dos profissionais da saúde, da imprensa, da população e dos cientistas durante o enfrentamento da pandemia.

Plano de vacinação

  • 1ª etapa – grupo prioritário: 18.558 profissionais da saúde
  • 2ª etapa – grupo prioritário: 69.168 pessoas a partir de 60 anos institucionalizados
  • 3ª etapa – Grupo prioritário: 21.721 pessoas com comorbidades
  • 4ª etapa – Grupo prioritário: trabalhadores da educação; trabalhadores das forças de segurança e salvamento; funcionários do sistema prisional e povos indígenas (29.382 no total)• Trabalhadores dos transportes coletivo (rodoviário, metroferroviário, aéreo e portuários); povos e comunidades tradicionais ribeirinha; população privada de liberdade e pessoas com deficiências permanente severa (32.544 no total)

(Secom/GEA)

Covid – Amapá deve receber hoje 15 mil doses de vacina

O governo do Amapá anunciou que deve chegar ainda hoje em Macapá o primeiro lote com 15 mil doses da vacina Coronavac.
O governador Waldez Góes está em está em Guarulhos (SP) para acompanhar o processo de transporte.

Plano de vacinação
O Governo do Amapá elaborou e apresentou o plano estadual de vacinação contra Covid-19 em dezembro. A proposta é realizar a imunização em quatro etapas, conforme a disponibilização de doses para o Estado.

Veja o print do site do Governo:
Aí na segunda etapa penso que houve um equívoco na digitação, pois “institucionalizados” são os que moram em asilos, casas de repouso e similares, que no Amapá imagino que não chegue a 100 pessoas.

Covid – Vacinação em São Paulo começou neste domingo

São Paulo começou a vacinar a população contra a COVID-19 neste domingo (17). A imunização teve início após a aprovação do uso emergencial da vacina do Instituto Butantan pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A primeira brasileira vacinada contra o coronavírus é Mônica Calazans, 54, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Neste primeiro dia de campanha, profissionais de saúde de hospitais de referência no combate à pandemia e integrantes de populações indígenas começaram a ser vacinados em uma sala dedicada do Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

“Hoje é um dia muito especial para milhões de brasileiros que estão sofrendo com a COVID-19 em hospitais, centros de atendimento e em suas casas. E também aos que estão em quarentena, se protegendo e ajudando a proteger suas famílias. Hoje é o Dia V, o dia da vacina, da vitória, da verdade e da vida. Quero dedicar este dia aos familiares dos 209 mil mortos pela COVID-19”, afirmou o Governador.

Doria estendeu os agradecimentos aos profissionais de saúde que participaram do estudo clínico da vacina do Butantan no Brasil. “São heróis cujo trabalho é salvar vidas, proteger as pessoas, dar esperança e garantir, se possível, a vida e a existência. A coragem destes quase 13 mil voluntários vai ajudar a salvar milhões de brasileiros a partir de agora.”

A partir desta segunda (18), entra em operação o plano logístico de distribuição de doses, seringas e agulhas, com envio das grades para imunização de trabalhadores de saúde de seis hospitais de referência do estado: HCs da Capital e de Ribeirão Preto (USP), HC da Campinas (Unicamp), HC de Botucatu (Unesp), HC de Marília (Famema) e Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

As unidades foram selecionadas para a fase inicial porque são hospitais-escola regionais, com maior fluxo de pacientes em suas áreas de atuação. Todos devem iniciar nesta semana a vacinação de suas equipes, que totalizam 60 mil trabalhadores.

Na sequência, grades de vacinas e insumos também serão enviadas a polos regionais para redistribuição às Prefeituras, com recomendação de prioridade a profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia. Os municípios também deverão imunizar a população indígena com apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local.

“Começamos a vacinar a população e isto é um grande passo na tarefa de salvar vidas, que é a prioridade máxima do Governo de São Paulo”, afirmou o Secretário da Saúde Jean Gorinchteyn. “Recomendamos que municípios priorizem a aplicação das primeiras doses em profissionais da saúde que atuam em serviços dedicados ao combate à COVID-19 e são fundamentais para o atendimento à população.”

Cada hospital será responsável pelo preenchimento dos sistemas de informação oficiais definidos pela Secretaria da Saúde para monitoramento da campanha.

A divisão das grades considerou o quantitativo proporcional de vacinas esperado para São Paulo conforme o PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. O total de 1,5 milhão de doses é a referência para trabalhadores de saúde baseado na última campanha de vacinação contra a gripe.

A campanha de imunização contra a COVID-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do órgão federal. À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a COVID-19 serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.

(Secretaria de Comunicação – SP)

Enfermeira Mônica Calazans: primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan

A enfermeira Mônica Calazans, 54, é a primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan contra a COVID-19 no país. Mulher, negra e com perfil de alto risco para complicações provocadas pelo coronavírus, não deixou de atuar nos hospitais da capital paulista para ajudar a salvar vidas. Para Mônica, a campanha de imunização é uma oportunidade de recomeço para toda a população do Brasil.

“Não é apenas uma vacina. É o recomeço de uma vida que pode ser justa, sem preconceitos e com garantia de que todos nós teremos as mesmas condições de viver dignamente, com saúde e bem-estar”, afirmou a enfermeira, que é obesa, hipertensa e diabética.

Em maio, quando a primeira onda da pandemia entrava na fase de pico em São Paulo, Mônica decidiu se inscrever para vagas de enfermagem com contrato por tempo determinado. Entre vários hospitais, escolheu trabalhar no Instituto de Infectologia Emílio Ribas mesmo sabendo que estaria no epicentro do combate ao coronavírus. “A vocação falou mais alto”, afirmou.

Residente em Itaquera, na zona leste da capital, Mônica trabalha em turnos de 12 horas, em dias alternados, na UTI do Emílio Ribas, hospital de referência para casos graves de COVID-19. O setor tem 60 leitos exclusivos para o atendimento a pacientes com coronavírus, com taxa de ocupação média de 90%.

Mulher de muitos recomeços, Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e decidiu fazer faculdade já numa fase mais madura, obtendo o diploma aos 47 anos. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito na pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse.

Viúva, ela mora com o filho, de 30 anos, e cuida da mãe, que aos 72 anos vive sozinha em outra casa. Por isso, Mônica é minuciosa nos cuidados de higiene e distanciamento tanto no trabalho quanto em casa – até agora, nenhum dos três foi contaminado pelo coronavírus. Apesar disso, Mônica viu a COVID-19 afetar sua família quando o irmão caçula, que é auxiliar de enfermagem e tem 44 anos, ficou internado por 20 dias devido à doença.
Apesar da rotina intensa, a enfermeira mantém o otimismo e o equilíbrio emocional. Torcedora do Corinthians, Mônica aproveita as folgas no hospital para assistir aos jogos do clube de coração. Ela também é fã de de séries de TV e das canções de Seu Jorge, artista favorito da enfermeira.

Mônica se apoia na fé para manter a confiança e faz orações diariamente por si própria, familiares, colegas do trabalho e, principalmente, pelos pacientes. “Eu tenho sempre em mente que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim. Tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que também me ajuda é o prazer que sinto com o meu trabalho”, concluiu.

Primeira vacinadora
A primeira vacinadora do Brasil também é mulher e enfermeira. Jéssica Pires de Camargo, 30, atua na Coordenadoria de Controle de Doenças e mestre em Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo.

Com histórico de atuação em clínicas de vacinação e unidades de Vigilância em Saúde, Jéssica já aplicou milhares de doses em campanhas do SUS contra febre amarela, gripe, sarampo e outras doenças. Para Jéssica, o início da vacinação contra a COVID-19 é um marco histórico na própria carreira e, sobretudo, para o Brasil.

“Não esperava ser a pessoa a aplicar esta primeira dose. Isto me enche de orgulho e esperança de que mais pessoas sejam protegidas da COVID-19 e que outros colegas de profissão possam sentir a mesma satisfação que sinto ao fazer parte disso. São mais de 52 mil profissionais de saúde mobilizados nesta campanha e cada um deve receber o devido reconhecimento”, afirmou Jéssica.

(Secretaria de Comunicação-SP)

A primeira indígena vacinada no Brasil

Vanuzia Costa Santos, 50 anos, moradora da aldeia multiética Filhos dessa Terra, localizada no bairro Cabuçu Guarulhos, é a primeira indígena do Brasil a se vacinar contra a COVID-19.
Técnica de Enfermagem e Assistente Social, é também Presidente do Conselho do Povo Kaimbé, originário do Nordeste, por quem decidiu estudar, lutar por direitos, e um dia retornar para cuidar dos moradores da aldeia de Massacará, na cidade de Euclides da Cunha, Bahia, onde nasceu. Hoje, Massacará tem cerca de 200 famílias, cerca de outras 180 famílias deste povo residem em SP atualmente.
Foi para o Estado de São Paulo em 1988 para trabalhar e crescer na carreira.
“Fiquei muito feliz de participar deste momento. Sou defensora da vida, de outras vacinas, da prevenção, saúde. Devemos valorizar a educação, a ciência, e isso pode ser conciliado mantendo uma crença, com as rezas e a medicina tradicional do meu povo”, afirma .
Ela comenta sobre sua atuação para sensibilizar demais famílias indígenas sobre a importância da imunização, orienta sobre a suscetibilidade aos vírus, relembrando sua experiência como técnica de enfermagem na Casa do Índio, onde trabalhou por 10 anos e viu indígenas lutarem contra doenças.
Vanuzia concluiu a graduação em Assistência Social com bolsa integral pela PUC-SP em 2020, concluindo a universidade virtualmente devido à pandemia. “O sinal era horrível na aldeia, corria com guarda-chuva para baixo de uma árvore. Fiz meu TCC inteiro pelo celular”, conta. Agora, pretende fazer residência em Saúde Mental, com o mesmo propósito: contribuir com seu povo e manter viva a herança de seus ancestrais.
Teve COVID-19 e sentiu sintomas mais severos em 10 de maio. Solteira, com um filho de 24 anos, relata o sofrimento provocado pela doença: dor no corpo, tosse, muita falta de ar, além da ausência de olfato e paladar que persistem até hoje. “Não fui para o hospital porque ajudava a cuidar de outras seis pessoas, precisava ter força para dar uma palavra de conforto e cuidar deles, sem me abater. Tinha um oxímetro mas não media minha respiração para não me apavorar. Fiz o teste em 15 de junho e já estava curada”, conclui, com sabedoria e serenidade.

(Secretaria de Comunicação-SP)

Covid – 100% dos leitos de UTI já estão ocupados no Amapá, diz promotora de Justiça

A promotora de Justiça Fábia Nilci, da Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá, está questionando os números de ocupação de leitos para tratamento de Covid apresentados pela Sesa.  Em reunião do Comitê Estadual de Saúde, realizada ontem, Fábia Nilce disse que constatou que atualmente 100% dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) já estão ocupados. “Não adianta apresentar uma estatística com os leitos programados, precisamos trabalhar com a realidade e, hoje, não há leito disponível”, frisou.

A Análise Epidemiológica do Estado do Amapá, do período de 03/01 a 09/01/2021, destaca que  há evidências da tendência de aumento do número de casos pelo novo coronavírus no estado do Amapá, principalmente pelo comportamento populacional no que diz respeito as aglomerações e não utilização de máscaras.

“Precisamos agir logo e com todos os recursos disponíveis; o maior desafio agora é ampliar a oferta de eleitos e sabemos que isso leva tempo, porque envolve insumos, equipamentos e mão de obra. Considerando a carência de profissionais e a dificuldade que enfrentamos aqui no início da pandemia, sabemos que o quadro, infelizmente, tende a piorar. Não há tempo a perder”, enfatizou a promotora Fábia Nilci..

Sem fiscalização, povo tá nem aí para os decretos do governo

O governo do Amapá assina, renova, assina, renova outra vez decreto estabelecendo medidas restritivas para combater a proliferação do novo coronavírus.
Mas quem cumpre? Quem fiscaliza?
Não adianta nada decretar e não fiscalizar. Assinatura em papel não é vacina. Sem fiscalização, o governador pode assinar e renovar mil decretos que não vai adiantar nada.
Quer um exemplo?
O decreto em vigor (que já foi renovado) suspende em todo território as atividades de bares e similares. Não precisa nem ir longe. Basta dar uma passadinha na orla pra ver os bares em pleno funcionamento e lotados de gente sem máscaras.
Quer mais exemplos?
Os tais decretos proíbem agrupamentos de pessoas em locais públicos e a circulação de pessoas em praças, calçadas e logradouros públicos a partir das 22 horas.
Como ninguém fiscaliza, há aglomerações nas praças, inclusive campeonatos de futebol com grande número de torcedores (sem máscaras) espremidos nas arquibancadas.
Há aglomeração nas calçadas e nos balneários.
Na orla da cidade centenas de pessoas caminham ou correm sem máscaras, cuspindo vírus a torto e a direito.
Festas clandestinas são realizadas todos os finais de semana em vários pontos da capital e com direito a divulgação nas redes sociais.

Aí eu pergunto: decreto pra que se não é cumprido, se ninguém fiscaliza?
O resultado esta aí: nesta primeira quinzena de janeiro 4.623 novos casos de Covid-19 já foram registrados e 44 pessoas morreram. Esses são apenas os números oficiais. Se sabe que há bem mais.
Os hospitais estão lotados; os médicos e enfermeiros exaustos; a taxa de ocupação de leitos de UTI, segundo o médico Aljerry Rego, está entre 85% a 90%, daqui a pouco vai faltar UTI se providências enérgicas não forem tomadas.

O Tribunal de Justiça ontem recomendou que seja decretado lockdown no Amapá. Hoje o governo anunciou que na próxima terça-feira, 19, editará novo decreto. Pode seguir a recomendação da Justiça ou não; pode vir com medidas mais rígidas ou não.
O certo é que sem fiscalização e sem punição aos que descumprem as medidas, o coronavírus continuará livre, leve e solto infectando os amapaenses.

Oremos!