Alcinéa Cavalcante

Liberdade de expressão!
Macapá - Amapá

Dia: 18 de abril de 2010

Nas manhãs de domingo

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 18/04/10 as 2:02 pm

A Praça Veiga Cabral é o ponto de encontro dessa turma, formada por jornalistas, médicos, políticos, professores, administradores, atletas, economistas…
O pessoal vai chegando, comprando revistas e jornais na Banca do Dorimar, depois senta no banco da Praça (alguns já levam até cadeiras) e o papo rola até a hora do almoço.
Fala-se de tudo: futebol, política,música,  problemas do Amapá, do Brasil e do mundo.
Ali todos os problemas são solucionados e as “bolas de cristal” indicam quem  ganha o jogo hoje e quem serão os vitoriosos no pleito de outubro.

Jornalista Anníbal Sérgio contando causos e piadas, de políticos e de atletas, imitando direitinho as “vítimas”.
E tem gente que não sabe porque passa a manhã toda de domingo com a orelha quente :lol:

Vamos almoçar?

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 18/04/10 as 12:10 pm

Domingo é dia de almoçar  pato no tucupi, com bastante jambu,
pimenta de cheiro e arroz branco.
Servido?

Adeus, Chefe Bené

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 18/04/10 as 12:05 pm

Chefe Bené

Faleceu hoje em Macapá, de complicações decorrentes de diabetes, o professor, contador e chefe escoteiro Benedito Santos, o Chefe Bené.
É um dos pioneiros do magistério e escotismo amapaenses, sendo responsável pela formação de várias gerações, tanto nas escolas como no Grupo Escoteiro do Mar Marcílio Dias, onde estava sempre alerta para ajudar na formação do caráter da criançada e da juventude.

Seu corpo está sendo velado na Capela Santa Maria (Rua Hamilton Silva, entre Mendonça Furtado e Presidente Vargas).  O sepultamento será amanhã, segunda-feira, às 9 horas.
Ao saber da morte do chefe, lembrei-me  da Canção da Despedida. No tempo em que pertenci ao movimento escoteiro, na última noite de acampamento era feito o “Fogo de Conselho” e  em volta da fogueira cantávamos assim:
“Por que perder a esperança de nos tornar a ver?
Por que perder a esperança, se há tanto querer?
Não é mais que um até logo, não é mais que um breve adeus.
Bem cedo junto ao fogo tornaremos a nos ver.
Com nossas mãos entrelaçadas, ao redor do calor,
formemos nesta noite, mais um círculo de amor.
Não é mais que um até logo, não é mais que um breve adeus.
Bem cedo junto ao fogo tornaremos a nos ver.
Pois o Senhor que nos protege e nos vai abençoar,
um dia certamente, vai de novo nos juntar.

Hoje tem Marabaixo na Favela

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 18/04/10 as 1:51 am

Às 18h os tambores rufam na Favela.

Tocadores de caixa, cantadores de ladrão, mulheres de saias floridas fazem o  Marabaixo do 3º Domingo de Páscoa, reunindo, no barracão Tia Gertrudes (Av. Duque de Caxias, 1203), os grupos Berço do Marabaixo, Azebic, Raimundo Ladislau, Pavão e Campina Grande.
Para animar, litros e litros de gengibirra; e para dar “sustança” o tradicional caldo de carne vermelha com muita verdura e legumes.

Quer saber como foi ou relembrar o Marabaixo-2009? Clica aqui

No clima

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 18/04/10 as 1:50 am

E que tal uma blusa exclusiva para mostrar o orgulho que temos da nossa mais importante manifestação cultural?
Gostou dessa?
Então acessa o blog Coisa da Tica e encomenda rapidinho uma pra você. Depois é só sair por aí para assistir ou dançar marabaixo, beber gengibirra, tomar o caldo, ou charlar no lugar bonito  carregando nossa cultura no peito.

Artigo dominical

Postado por: Alcinéa Cavalcante em 18/04/10 as 1:18 am

O maior diamante do mundo
Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá

Um monge vivia de maneira muito pobre e passava de aldeia em aldeia falando de Deus e da sua bondade. Ficava feliz e satisfeito com o pouco que lhe davam para comer e com a água da fonte. Certa noite estava rezando de baixo de uma arvore, antes de dormir, quando chegou um homem suado e ofegante que lhe gritou: – A pedra, a pedra, dá-me a pedra preciosa -. – Qual pedra? – perguntou o monge. – Ontem o Senhor me apareceu em sonho e me disse que ao anoitecer teria encontrado um monge que devia me dar uma pedra muito preciosa- respondeu o desconhecido – Com esta pedra eu ficarei rico para sempre! – O monge, começou a procurar tranqüilamente na sua sacola surrada e por fim retirou uma pedra muito grande e brilhante. – Talvez o Senhor entendesse esta pedra; encontrei-a no caminho das montanha s alguns dias atrás. Pode ficar com ela. Boa noite -. O homem olhou encantado a pedra: com certeza era o maior diamante do mundo, era quase do tamanho da sua cabeça. Ele pegou o tesouro, correu para casa, colocou o diamante na cabeceira da cama e deitou. Mil pensamentos o atormentavam; naquela noite não conseguiu dormir. Ao amanhecer voltou com o monge, que estava ainda lá, de baixo da arvore e lhe disse: – Pelo amor de Deus, dê a mim também aquela riqueza que lhe permitiu doar-me tão facilmente este diamante! -.

No evangelho deste domingo, Jesus ressuscitado aparece vivo aos apóstolos à beira do mar de Tiberíades. Eles tinham voltado para lá, retomando a sua antiga profissão. Raramente Jesus pediu alguma coisa. Pediu água à samaritana; aceitou os cinco pães e os dois peixes para satisfazer a fome da multidão; outras vezes perguntou a quem o procurava o que queriam que ele lhes fizesse. Desta vez pede aos pescadores desanimados se têm algo para comer. Mais tarde manda que tragam alguns dos peixes pescados. No final pede mais, muito mais. Pergunta a Pedro se o ama mais que os outros. O que está acontecendo? De repente Jesus ficou exigente? Acredito que não. Entendo que estes pedidos, estas perguntas e respostas tão singelas, querem também nos conduzir a tomar uma decisão a respeito da nossa fé e das suas conseqüências. Uma espécie de teste, se assim podemos dizer.

Jesus deu tudo o que tinha, deu toda a sua vida até o fim. Ele amou plenamente e ensinou a amar. O amor generoso, inclusive, será para sempre o sinal dos seus seguidores. Ele lhes entregou o tesouro mais precioso: o desejo e a capacidade também de doar-se. Pede o peixe, para comê-lo juntos com o pão da comunhão, pede o amor de Pedro para que o seu rebanho fique firme e unido na fé. Ele deu tudo, quer saber agora se os apóstolos estão dispostos mesmo a segui-lo e a anunciá-lo com amor e por amor. Sem outros interesses, sem procurar outros falsos tesouros, porque encontraram o maior de todos: o amor que se comunica e se multiplica! Uma riqueza que, maravilha das maravilhas, não diminui quando é comunicada, ao contrário se multiplica infinitamente. Ninguém fica mais pobre quando se doa po r amor, ao contrário fica mais feliz e nunca duvida dos frutos da sua bondade.

Tinha razão o homem da historinha do diamante a não conseguir mais dormir. O pobre monge era muito mais rico do que ele. Simplesmente porque dava mais valor à sua liberdade, à sua fé, à Palavra que estava anunciando, que a todas as riquezas deste mundo. Ele, que não cobiçava nada, era mais rico do que o sonhador do diamante. Rico de uma riqueza que faz parecer insignificantes os bens deste mundo: a capacidade de amar oferecendo a si mesmo, a sua própria vida. Como disse Jesus: – Quem perder a sua vida por causa de mim a encontrará (Mt 16,25)-. É a vida nova da ressurreição.

Que bom seria se sonhássemos menos com diamantes e buscássemos mais a felicidade que vem do amor fraterno, da generosidade, do perdão, da partilha. A nossa vida seria muito mais rica de sentido e de paz.