Waldez x Capi – Foi assim no 1º turno

No primeiro turno, nos 16 municípios amapaenses  Waldez Góes (PDT) teve mais votos que João Capiberibe (PSB) em dez municípios. Capi teve mais votos que Waldez em seis.
Em Macapá – maior colégio eleitoral – a diferença foi apertada. Capi ficou pouco mais de mil votos à frente de Waldez.
No segundo maior colégio eleitoral – Santana – Waldez teve 45,88% e Capi 24,06%. Mas no terceiro maior colégio eleitoral – Laranjal do Jari –  foi 48, 38% a 27,73% para o Capi.
Confira a votação dos dois em todos os municípios:

Município Waldez Góes João Capiberibe
Pracuúba 959 votos 605 votos
Amapá 1.691 votos 1.339 votos
Porto Grande 4.106 votos 2.114 votos
Calçoene 1.786 votos 1.426 votos
Itaubal 1.027 votos 1.883 votos
Macapá 70.602 votos 71.799 votos
Cutias 667 votos 1.394 votos
Mazagão 4.242 votos 4.350 votos
Pedra Branca 2.106 votos 1.515 votos
Oiapoque 3.167 votos 3.802 votos
Serra do Navio 1.099 votos 592 votos
Ferreira Gomes 1.769 votos 1.433 votos
Vitória do Jari 2.866 votos 2.034 votos
Laranjal do Jari 5.665 votos 8.249 votos
Santana 28.800 votos 15.105 votos
Tartarugalzinho 2.662 votos 1.860 votos

 

Ibope – Capi e Waldez tecnicamente empatados

O Ibope divulgou agora a noite a  última pesquisa para o governo do Amapá. João Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT) estão tecnicamente empatados com 53% e 47% respectivamente.
O Ibope ouviu 812 eleitores no período de 24 a 26/10. A margem de erro é de 3% para mais e para menos e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa foi contratada pela Rede Amazônica de Televisão e está registrada no TRE-AP sob o número 03571/2018

MP Eleitoral representa contra Waldez Góes por conduta vedada

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) representou,  sexta-feira (19), contra o candidato à reeleição ao governo do Estado do Amapá, Waldez Góes, por conduta vedada em campanha. Denúncia recebida pelo órgão aponta a convocação de servidores da Rádio Difusora de Macapá para participação de bandeiradas a favor do candidato. Também fazem parte da representação o candidato a vice-governador Jaime Nunes e o diretor-geral da Rádio Difusora Roberto Gato.

Na denúncia, recebida pelo MP Eleitoral em 26 de setembro, consta áudio em que o diretor-geral da Rádio Difusora convoca servidores da autarquia estadual para participarem de atos de campanha de Waldez Góes. Na gravação, 67 servidores são citados nominalmente. O diretor pressiona os servidores para que participem de uma bandeirada, e convoca uma reunião, na própria sede da rádio, para organização do evento.

A partir do cruzamento dos nomes citados no áudio e informações do Portal da Transparência, o MP Eleitoral conseguiu confirmar que vários dos nomes mencionados na gravação eram realmente de servidores públicos da Rádio Difusora de Macapá. Assim, pelo conteúdo da mensagem e pelo tom imperativo da fala do dirigente da rádio ficou demonstrado que Roberto Gato pressionou servidores e utilizou a estrutura administrativa da autarquia para beneficiar a candidatura de Waldez Góes.

De acordo com a legislação, os serviços públicos e os bens móveis e imóveis da Administração Pública não devem ser empregados para favorecer candidato, partido ou coligação e tampouco servir para propagar as propostas de campanha de qualquer candidatura.

Para o MP Eleitoral, “a sede da Rádio Difusora de Macapá estava funcionando como se fosse um comitê de campanha do candidato à reeleição, onde se realizam reuniões de campanha com seus apoiadores – no caso, servidores públicos compelidos a participarem da campanha eleitoral – para programar bandeiradas e outras ações que favorecerem a candidatura do atual Governador do Estado do Amapá”.

Na ação, o MP Eleitoral pede o imediato afastamento de Roberto Gato do cargo público que ocupa na Rádio Difusora de Macapá, bem como que o representado não exerça qualquer outro cargo público no Governo do Estado do Amapá durante o trâmite da representação eleitoral. Aos representados também cabe a pena de multa, e a cassação do diploma ou registro do candidato beneficiado.
(Fonte: Portal do MPF)

Remember

Só pra lembrar: em 2016 no segundo turno da eleição para prefeito de Macapá entre Clécio Luís e Gilvam Borges, o PSB declarou neutralidade. Mas nomes expressivos do partido yellow apoiaram Gilvam Borges, inclusive com declaração de voto no horário eleitoral no rádio e TV.
Clécio – que só não era chamado de santo pelos pessebistas – foi reeleito com mais de 60% dos votos.
Portanto, PSB não pode reclamar, brigar, falar em ingratidão e se queixar de Clécio Luís.
Né não?

Já era esperado

Desde a noite de 7 de outubro, quando foi encerrada a apuração, os búzios, cartas, bolas de cristal já mostravam que  os senadores Randolfe Rodrigues (REDE) e Davi Alcolumbre (DEM) e o prefeito de Macapá Clécio Luís (REDE), além de outros líderes políticos que apoiaram a candidatura de Davi ao governo, ficariam neutros neste segundo turno. Afinal, passaram o primeiro turno todo combatendo esse revezamento que se dá desde 1994 de Góes e Capiberibes no governo do Estado.
Portanto nenhuma surpresa.
O grupo – que tem como líderes Randolfe, Clécio e Davi – tem se fortalecido cada vez mais e vem construindo um caminho alternativo  para Amapá.Construção que iniciou em 2010 quando Randolfe foi eleito o senador mais votado tendo praticamente o dobro de votos do segundo candidato (façanha que repetiu agora em 2018), prosseguiu em 2012 com a eleição de Clécio para a prefeitura da capital, em 2014 com a eleição de Davi para o Senado e em 2016 com a reeleição de Clécio.

2º Turno – REDE e PPL declaram neutralidade

Dizendo que os dois grupos políticos (PSB e PDT) que se alternam no poder há 24 anos são os responsáveis pelos problemas atuais do Estado do Amapá, os partidos REDE e PPL informaram hoje que ficam neutros neste segundo turno das eleições para o governo do Amapá.
Em nota e nas redes sociais, os dois partidos orientam  seus filiados a não se manifestarem a favor de qualquer um dos dois contendores em disputa (Waldez Góes e João Capiberibe), “pois esses dois grupos políticos que se alternam no poder são os responsáveis pelos problemas atuais do Estado do Amapá. Logo, não podem ser parte da solução”

REDE e PPL enfatizam que estão construindo e apresentando um caminho alternativo para Amapá baseado na experiência do prefeito Clécio em Macapá e no mandato do senador Randolfe.