Bala Rocha diz que o Amapá desperdiça recursos federais

O deputado federal Sebastião Bala Rocha (Solidariedade-AP) continua criticando o tratamento que tem sido dado às emendas ao orçamento geral da União pelo governo e algumas prefeituras do Amapá. A gota d’água dessa vez é o valor de 900 mil reais que terá que ser devolvido pelo governo do estado do Amapá, em razão de que a Secretaria de Desenvolvimento Rural-SDR demorou pra licitar ocorrendo a defasagem dos valores e, em decorrência disso o Calha Norte, alegando que não há mais prazo e condições pra executar o convênio, está exigindo a devolução dos recursos, com a devida correção.
O referido convênio tem como objeto a aquisição e a instalação de equipamentos para o Armazém de Grãos (SILOS), construído pelo governo do estado (SEINF) com emenda do deputado Bala Rocha e que só precisa dos equipamentos para inaugurar e funcionar, passando a ser o principal depósito para a produção de soja, arroz e milho no estado do Amapá. A devolução dos recursos atrasará o funcionamento do Armazém e prejudicará a o setor agrícola e a produção de alimentos.
Ao lamentar o ocorrido, Bala Rocha afirma que a saída agora é o governo aplicar recursos próprios do estado, recursos esses que poderiam ser utilizados em outras obras importantes para a população. “É inconcebível que nosso estado continue desperdiçando recursos federais e onerando os cofres do estado”, frisou Bala Rocha.
Outro exemplo citado pelo deputado é uma emenda sua de 2012, no valor de 9 milhões de reais para a saúde que seriam destinados a construir o Pronto Socorro da zona norte de Macapá e que, até agora, a SESA sequer definiu onde aplicar os recursos. “Tudo indica que irão jogar fora esses 9 milhões também, e logo na área crítica da saúde que tanto precisa de atenção”, arrematou Bala Rocha.

(Texto: assessoria de comunicação do deputado Bala Rocha)

Muito bom para a juventude

Projeto Sistema de Bandas e Orquestras do Estado do Amapá abre inscrições para 2014

A Secretaria Extraordinária de Políticas para a Juventude (Sejuv), em parceria com a Associação Educacional e Cultural Essência, abriu inscrições para o Projeto Sistema de Bandas e Orquestras do Estado do Amapá (Escola Livre de Música), que tem como meta, em 2014, atender os jovens e adolescentes em vulnerabilidade social e assim introduzi-los na música erudita.

Atualmente, dentro do projeto, existem dois polos em Santana, um em Pedra Branca do Amapari e sete em Macapá – Curiaú, Marabaixo, Jardim Felicidade, Lago da Vaca, Santa Rita, Congós e na Sejuv. “Nossa ideia é levar conhecimento para todos os cantos do Estado e alfabetizar os jovens musicalmente”, explicou o secretário Alex Nazaré.

As inscrições estão abertas aos interessados na Escola Meu Pé de Laranja Lima, localizada na Avenida Cora de Carvalho, s/n, bairro Santa Rita, a partir deste sábado, 15, quando serão disponibilizadas 300 vagas. É necessário a seguinte documentação: Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento, comprovante de endereço e comprovante escolar.

“No ato da inscrição o candidato poderá escolher o polo que melhor se adéqua à sua residência, assim o aluno não terá de ir para longe de onde mora para ser alfabetizado por meio da música”, informou o responsável pelo projeto, o maestro Elias Sampaio.

Amor e poesia

a2Na parada de ônibus, o casal de namorados ficou mais apaixonado ainda lendo as poesias deixadas pelo Movimento Poesia na Boca da Noite. “Ela é a mulher da minha vida e para ela vou ler todas essas poesias”, disse ele.
(Foto: Mariléia Maciel)

Escreva uma carta

Últimos dias para inscrições no Concurso Internacional de Redação de Cartas

Na segunda-feira (17) encerram as inscrições do 43° Concurso Internacional de Redação de Cartas. O tema para este ano é “Escreva uma carta para dizer de que forma a música influencia a vida”. Podem participar, por meio de suas escolas, estudantes de até 15 anos de idade da rede pública e privada de ensino.

As redações devem ser redigidas de próprio punho, com caneta esferográfica preta ou azul e escritas em língua portuguesa, contendo no máximo 800 palavras em formato de uma carta. Para participar, o estudante deverá passar por uma seleção em sua escola, na qual será escolhida a carta que irá representá-la. Cada escola pode inscrever no máximo duas redações.

Serão realizadas duas fases: estadual e nacional. Na estadual, serão premiadas as três melhores redações de cada Diretoria Regional dos Correios. O primeiro colocado ganhará um tablet; o segundo e terceiro ganharão uma câmera digital. Já na fase nacional, o vencedor ganhará uma TV de LED 40′ polegadas mais um troféu, e sua redação representará o Brasil na etapa internacional, a ser realizada pela União Postal Universal. As escolas também recebem os prêmios.

Em 2013, o concurso teve a participação de mais de três mil escolas públicas e particulares de todo o Brasil. Maírla Marina Ferreira Dias, de Pernambuco, foi a vencedora nacional. A representante do Amapá ficou em 3º lugar nacional. Na fase internacional do concurso, o Brasil é o 2° melhor país em número de vitórias, com três medalhas de ouro, atrás apenas da China, com cinco.

Realizado no Brasil pelos Correios, o Concurso Internacional de Redação de Cartas tem o objetivo de desenvolver a habilidade de composição dos jovens; contribuir para o estreitamento das relações de amizade internacionais e aprimorar a comunicação por meio da escrita. O concurso é promovido, em todo o mundo, pela União Postal Universal (UPU) — entidade que congrega os operadores postais de 192 países.

O regulamento completo do concurso está disponível no site dos Correios, no link: http://www.correios.com.br/sobreCorreios/sustentabilidade/vertenteSocial/concursoInternacionalRedacao.cfm

Aprendendo francês por meio da leitura

Para os estudantes de francês que queiram aperfeiçoar o conhecimento da língua, o Centro Cultural Franco Amapaense (CCFA) promove a oficina “Aprenda Francês por meio da Leitura”. A atividade acontece nas segundas e quartas-feiras, no horário das 8h às 10h, na sala de leitura Léon-Gontram Damas da instituição.

A oficina é ministrada pela professora e especialista Ana Arlene Ferreira Nobre, direcionada ao público que tenha conhecimento em língua francesa, a partir do terceiro nível. Interessados em participar podem se inscrever na secretaria do Centro Cultural. A capacitação faz parte do primeiro módulo, que vai até 30 de março – e ainda está em aberto -, com duração de 30 horas.

De acordo com a diretora do CCFA, Josiane Ferreira, o objetivo da atividade, além de proporcionar o conhecimento da língua francesa, é desenvolver as competências linguísticas e comunicativas a partir da leitura em língua francesa, através de metodologia e suportes didáticos diversificados.

“Queremos oferecer à comunidade mais opções de conhecimento na língua francesa. Além do curso de francês básico que o CCFA já disponibiliza, também trabalhamos com oficina de curta duração, como leitura, conversação, fonética, gramática, justamente para contribuir ainda mais com os estudantes do idioma”, sublinhou.

O segundo módulo inicia na primeira semana de abril. Para se inscrever, é necessário a apresentação de documentos como RG, CPF e comprovante de residência (xerox), além de uma foto 3×4.

(Secom/GEA)

Um jacaré no centro da cidade

Jacaré de mais de dois metros é encontrado no centro da cidade
Joel Elias, especial para o blog

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 Porto Velho (RO) — Um jacaré de mais de dois metros de comprimento foi encontrado morto por moradores do bairro Mocambo, um dos mais antigos de Porto Velho (RO) no cruzamento da travessa Mamoré e Jacy-Paraná. O réptil chegou até a área que fica próxima ao Centro de Porto Velho, com a subida das águas do rio Madeira.

O surgimento de animais próximo às residências tem sido constante com a subida do nível do rio desde o início de fevereiro. Moradores das áreas alagadas relatam que já encontraram várias cobras (sucuris e jiboias, principalmente) e jacaré rondando as casas, mas até o momento não há registro de ataque às pessoas.

De acordo com biólogos, a hipótese mais provável é de que o jacaré tenha morrido por causa da água contaminada. Vários peixes também já foram vistos boiando mortos em vários locais da cidade. A contaminação é provocada pela mistura da água do rio com as das fossas.

Outro problema que permanece com a cheia do rio Madeira dentro da área urbana de Porto Velho são as doenças infectocontagiosas como leptospirose, meningite, entre outras enfermidades advindas da fétida e contaminada água que tomou conta das ruas dentro do Centro da cidade.

Nesta terça-feira, 11, a cheia histórica do rio Madeira chegou a cota de 19,02 metros, segundo dados repassados pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) à Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (CMDC). Já são mais de duas mil famílias desabrigadas (cerca de oito mil pessoas) alojadas em 43 abrigos em escolas, igrejas, clubes de serviços, entre outros.

Prejuízos
A cheia histórica levou o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, a decretar estado de calamidade pública. Vários distritos da região do Baixo e Médio Madeira estão debaixo d’água. O prefeito encontra-se em Brasília, onde foi defensar junto ao Governo Federal, o reconhecimento do estado de calamidade pública.

Na avaliação do prefeito, os prejuízos causados aos setores público e privado justificam o estado de calamidade pública, pois somente na agropecuária as perdas já somam R$ 978 milhões. Os estragos em 31 prédios públicos ultrapassam os R$ 100 milhões e o setor privado já contabiliza mais de R$ 300 milhões.Os números são atualizados diariamente.

O secretário de Planejamento e Gestão do município, o amapaense Jorge Elarrat Canto, afirma que ainda é prematuro dimensionar o valor do prejuízo ao município e à iniciativa privada causados pela enchente, mas que o prefeito Mauro Nazif está preocupado em planejar a reconstrução da cidade e das localidades atingidas, por isso busca o reconhecimento do estado de calamidade pública por parte do Governo Federal. Desta forma, a prefeitura terá recursos para investir.

Justiça obriga usinas do Madeira a refazer estudos de impactos ambientais

Justiça obriga usinas do Madeira a refazer estudos de impactos ambientais
Joel Elias, especial para o blog

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Porto Velho (RO) — O Ministério Público Federal, o Ministério Público do Estado (MP/RO), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO), a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado em Rondônia obtiveram uma decisão liminar favorável na ação civil pública contra o Ibama, a Energia Sustentável do Brasil (Usina de Jirau) e a Santo Antônio Energia (Usina de Santo Antônio).

A pedido das instituições, a Justiça Federal determinou que as hidrelétricas do Madeira devem fazer novos estudos sobre os impactos de suas barragens. Estes novos estudos devem ser supervisionados pelo Ibama e todos os demais órgãos públicos responsáveis, como Iphan, Agência Nacional de Águas, DNIT, entre outros. Os estudos também devem ser acompanhados por engenheiros, agrônomos, geólogos, sociólogos e outros especialistas indicados pelas instituições e custeados pelos consórcios. As hidrelétricas têm prazo de 90 dias para comprovar à Justiça Federal o andamento do reestudo, sob pena de suspensão de suas licenças de operação.

As usinas de Santo Antônio e Jirau estão obrigadas a atender imediatamente as necessidades básicas (moradia, alimentação, transporte, educação, saúde etc.) da população atingida pelas enchentes nas áreas acima das barragens. O auxílio deve ser feito enquanto durar a situação de emergência e até que haja uma decisão definitiva sobre compensação, indenização ou realojamento. As populações atingidas deverão ser identificadas pelas defesas civis municipal, estadual e federal. As duas hidrelétricas têm prazo de 10 dias para comprovar à Justiça Federal que estão cumprindo este item da decisão liminar.

O patrimômio histórico identificado pelo Iphan também deverá ser protegido com recursos das hidrelétricas. As usinas também estão obrigadas a abrir rotas alternativas às vias interditadas nas proximidades de seus reservatórios. Estas rotas serão identificadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Rondônia ou DNIT, conforme o caso.

A ação civil pública foi proposta na quinta-feira, 6, pelos procuradores da República Gisele Bleggi e Raphael Bevilaqua, o promotor de justiça Átila Augusto, a defensora pública federal Mariana Doering, o presidente da OAB, Andrey Cavalcante, e o defensor público estadual, Marcus Edson de Lima. A liminar da Justiça Federal foi expedida ontem, segunda-feira, 10. Caso as hidrelétricas descumpram as determinações da liminar, poderão ser multadas em cem mil reais por dia, valor a ser pago por cada uma das usinas.

Semana do Japão no Amapá

Consulado do Japão em Belém realiza Semana do Japão no Amapá

O Consulado do Japão em Belém, com o apoio do Governo do Estado, promove, no período de 13 a 30 de março, na Fortaleza de São José de Macapá, o projeto “Semana do Japão no Amapá”. O objetivo é oferecer bolsas de estudos e apresentar a beleza e a diversidade da cultura japonesa, por meio de oficinas e exposições.

Durante a realização do evento haverá mostra de calendários de parede com motivos diversos, como vestimenta, paisagens, artes visuais, culinária, cotidiano e oficinas de demonstração de origami (arte de dobradura de papel), ikebana (aranjo floral), taiko (tambor japonês), yosakoi (dança folclórica), shuji (caligrafia), mangá (desenho japonês) para que os visitantes possam conhecer e interagir com a cultura japonesa.

A representante do Consulado em Belém, Reiko Yokono, explica que os interessados em obter uma das bolsas de estudo ofertadas pelo governo japonês deverão falar a língua inglesa ou japonesa, e passar por um processo seletivo.

“Todas as informações necessárias sobre as bolsas de estudo serão repassadas durante uma palestra no dia 13, às 17h, na Fortaleza de São José. Vale ressaltar que todos os bolsistas selecionados receberão ajuda de custo do governo japonês”, antecipou Reiko.

(Secom/GEA)

Por uma internet livre no Brasil

Cara comunidade do Brasil,

Em menos de 24 horas, a Câmara dos Deputados votará uma lei que poderá acabar com a liberdade na rede e diminuir nosso poder de escolha. Os únicos beneficiários desta proposta são as gigantescas e lucrativas empresas de telecom. Nós podemos dizer aos nossos representantes para proteger nossos direitos e salvar a internet livre. Clique aqui para assinar e avise todo mundo:

assine a peticao

Há muitos anos eu me encanto com o poder da internet e a criatividade que nela circula, mas agora estou muito preocupado que isso possa acabar. Em menos de 24 horas, a Câmara dos Deputados vai votar um novo projeto de lei que poderá declarar o fim da liberdade na rede e diminuir nosso poder de escolha.

Já nos anos em que fui Ministro da Cultura discutíamos formas de garantir o caráter democrático e aberto da internet – dessa construção coletiva, nasceu o Marco Civil. Mas, agora, o poderoso lobby das empresas de telecomunicações está influenciando nossos políticos para que transformem a internet em uma espécie de TV a cabo, em que se poderia cobrar a mais para podermos assistir a vídeos, ouvir música ou acessar informações. A votação será apertada, mas uma grande mobilização pública pode convencer os deputados de que suas reeleições dependem desse voto!

As próximas horas são cruciais. Junte-se a mim nesta campanha da Avaaz para criar a maior mobilização já vista por uma internet livre no Brasil. Assine agora e conte para todos. Nós levaremos a voz de todos que assinarem a petição diretamente aos parlamentares. Vamos vencer essa batalha e salvar a internet:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_da_internet_livre_gg/?bNJDzab&v=37133

Eu acredito que o Marco Civil seja o melhor projeto de lei que já entrou no Congresso, isso porque foi feito por todos nós, de forma colaborativa pela rede! Ele limita quais informações os provedores podem guardar e estabelece critérios rígidos para as empresas: com o Marco Civil, os provedores serão proibidos de usar os nossos dados para vender serviços sem a nossa autorização expressa. Mas alguns deputados estão cedendo ao lobby das telecoms e, se essa manobra for bem sucedida, podemos dizer adeus à internet que temos hoje.

As empresas de telefonia dizem que, ao criarem pacotes diferenciados, poderão baratear a internet. Mas se permitirmos que empresas decidam a velocidade de acesso a cada tipo de conteúdo, será o fim da criatividade e inovação que aparecem espontaneamente na rede. Não podemos permitir que a internet seja dividida em pacotes de serviços sem sentido, de má qualidade e controlados por poucas empresas.

Assine a petição agora e a Avaaz entregará nossas vozes diretamente aos deputados que apoiam essa ideia e pressionará aqueles que são contrários ao Marco Civil. Vamos tomar de volta a nossa internet antes que eles estraguem tudo:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_da_internet_livre_gg/?bNJDzab&v=37133

A minha geração lutou pela democratização do Brasil e pela garantia da liberdade de comunicação. Não podemos deixar, agora, que conquistas importantes desapareçam diante do lobby irresponsável de um punhado de empresas e da falta de compromisso de deputados que acreditam que podem ignorar seus eleitores.

Com esperança e determinação,
Gilberto Gil e a equipe da Avaaz

MP aciona o Estado para garantir serviço de transplante renal

A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá ingressou, nesta segunda-feira (10), com ação civil pública visando a obrigar o Estado do Amapá a credenciar hospital público ou particular para realização de transplantes de rim.

De acordo com a Promotoria da Saúde, mais de 200 pacientes estão, atualmente, dependendo do serviço de hemodiálise, e a grande maioria deles necessita de um transplante renal para que possa deixar de depender de tal serviço, que opera no limite de sua capacidade.

Em setembro de 2013, a Promotoria expediu uma recomendação para que, em 6 meses, tal credenciamento fosse realizado, o que, até o momento, não ocorreu.

(Ascom-MPE)

Tia Fé faz seu último desfile

Tia Fé, Tantan de Ouro, faz seu último desfile no Laguinho
Mariléia Maciel

tiafeFoi preciso contar os 60 anos de história  para Boêmios voltar a ser campeão, após 16 sem título, e para que Tia Fé cerrasse os olhos e descansasse tranquila. Maria Felícia Cardoso Ramos foi a primeira costureira da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, esposa do José Libório Ramos, o Matapi, um dos 13 que fundaram a primeira escola de samba do Amapá, na esquina da Mãe Luzia com a Eliezer Levy, enredo contado este ano na avenida. Costureira e  bordadeira, Tantan  de Ouro   do carnaval amapaense, título dado para os que mais se destacavam para fazer uma bela festa, Tia Fé veio ao mundo quando Macapá começava a abrir os olhos, e os negros iniciavam as vidas na Favela e no Laguinho, debaixo de todo o misticismo enraizado no sangue e na alma, como todos os descendentes dos escravizados africanos que aportaram em Mazagão.

Primeiro morou na Favela, onde  seu pai, José Monteiro e a mãe, Isabel Cardoso, escolheram morar. Depois o destino os levou para o Laguinho, onde o primo de seu José, Julião Ramos, formava o reduto negro, que originou um dos mais tradicionais bairros da cidade. Entre os ladrões de marabaixo criados por sua mãe, Tia Fé criou os 12 filhos, e fez a fama em cima de seu primoroso trabalho. Bordou e costurou na mão, pedra por pedra, lantejoula e brilho, as mais lindas roupas de destaques, rainhas da bateria e principalmente mestres-salas e porta-bandeiras da Nação Negra, que reforçaram sua fama com as inevitáveis notas 10. Quem frequentava a casa na General Osório, onde morou até partir, lembra das roupas reluzentes e luxuosas feitas por Tia Fé, penduradas em cabides, e de seu ritual pré-carnaval, de bordar a roupa no corpo dos principais artistas do Laguinho.

Contam os amigos que o mestre-sala Amaral, danado por natureza, era “guardado” por Tia Fé, na véspera do desfile para evitar qualquer situação que colocasse em risco a apresentação. Só era liberado para chegar na avenida Fab e dar o show que garantia a nota máxima no quesito. Tanto trabalho para bordar cada detalhe não a impedia de sair em sua escola do coração, e mesmo cansada, arrumava forças para rodar a saia na ala das baianas. Passado o carnaval, lá vinha Tia Fé com as flores na cabeça, emoldurar o cenário colorido das rodas de marabaixo, dançando até o fim, cantando os versos que dona Isabel embalava os moleques da casa. Pelas contas dos mais antigos, embaraçadas na memória, a última porta-bandeira que teve a roupa bordada pela Tesoura de Ouro foi a Nega, que rodopiava com Amaral levando a bandeira vermelha e branca na cintura.

Hoje o Berço do Samba se despede de sua musa, matriarca que abriu as portas de sua casa para que os desfiles fossem pensados e os sambas criados. Mãe, marabaixeira, avó que criou os netos como filhos, Tia Fé merece as homenagens e o tapete de emoções que será estendido em sua última passagem pelo bairro moreno, para quem ela tanto deu orgulho e despejou carinho. Tanto amor pelas tradições a fez nome de bloco, e , há exatos 10 anos atrás, enredo da Bodas de Ouro da Universidade.

“Ê Fefé, Fefé de ouro
És o tesouro do bairro Julião
Para mim és a princesa
És a rainha e a canção
Caiu do céu, caiu….caiu do céu
Uma estrela e brihou”
(Ilan do Laguinho)