Poucas surpresas

Secretariado de Waldez Góes (PDT) que assume amanhã já está montado e deve ser anunciado ainda hoje.
A maioria dos nomes já era esperada por quem acompanha a política amapaense que nem precisou usar bola de cristal.
Mas há surpresas. Porém poucas.

A posse e o discurso de Camilo há 4 anos

Foi nos primeiros minutos de 2011 que Camilo Capiberibe (PSB) e Dora (PT) foram empossados nos cargos de governador e vice-governadora, respectivamente.
Camilo chegou à Assembleia acompanhado do senador João Alberto Capiberibe, da mãe deputada federal Janete Capiberibe, da mulher e dos filhos.

009Logo depois da posse  ele seguiu para o Palácio do Setentrião, onde recebeu a faixa de governador, nomeou e empossou sua equipe de governo,   fez um breve pronunciamento e às  4 horas embarcou para Brasília para participar da posse de Dilma.

Quatro anos depois, Camilo se despede do cargo como único governador do Amapá que não conseguiu se reeleger. Não passará a faixa para o seu sucessor nem irá a posse de Dilma.

Para relembrar e conferir o que foi e o que não foi cumprido, eis o discurso  de Camilo Capiberibe na Assembleia Legislativa ao ser empossado governador:

“Em primeiro lugar, quero agradecer a todos os cidadãos e às cidadãs que nos ajudaram a estar aqui hoje e à toda população amapaense que com suas famílias trabalham para construir o Amapá. Devo a vocês a minha gratidão por terem me conduzido ao mais alto posto de comando do Estado.

Em nome da vice governadora Dora Nascimento do PT, partido dos trabalhadores estendo meus agradecimentos àqueles que caminharam conosco desde o início dessa jornada.

À minha amada esposa, futura primeira dama Claudia, e aos nossos filhos Cloé e João, agradeço de coração a paciência pelas minhas ausências. A vocês, todo meu amor.

Mudança! Esse foi o recado das urnas em 31 de outubro de 2010. No momento em que o Amapá vive a mais grave crise de sua história recente, assumo o governo com a incumbência de promover a mudança. Sou hoje o governador mais jovem do país e aceito esse desafio com humildade e determinação.

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PRE/AP pede cassação de Waldez e inelegibilidade de Camilo

PRE/AP pede cassação de Waldez Góes e inelegibilidade de Camilo Capiberibe e outros quatro
Acusações são de utilização indevida dos meios de comunicação e abuso do poder político
Em duas ações, o Ministério Público Eleitoral, pela Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá (PRE/AP), acusa Camilo Capiberibe (PSB) de abuso do poder político e Waldez Góes (PDT) de uso indevido dos meios de comunicação. Pelas práticas, a PRE/AP pede à Justiça Eleitoral a cassação dos registros ou diplomas de Waldez Góes, Papaléo Paes e Luiz Gionilson Borges, bem como a declaração de inelegibilidade deles e de Camilo Capiberibe, Rinaldo Martins e Gilvam Borges para as eleições a se realizarem nos próximos oito anos.
Nos documentos, a PRE/AP relata o uso da administração pública em atos de campanha e coação a servidores para beneficiar Camilo Capiberibe, especialmente no Corpo de Bombeiros Militar, no Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na Agência de Fomento (Afap), na Companhia de Eletricidade (CEA), no Departamento Estadual Trânsito (Detran) e na Prefeitura de Macapá.

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PSB vai pedir a cassação dos mandatos de Marília e Roberto

Em reunião na noite desta sexta-feira, a Executiva do PSB/AP decidiu que pedirá a cassação dos mandatos de Marília Góes e Roberto Góes, ela deputada estadual eleita pela terceira vez, ele ex-prefeito e deputado federal mais votado.

Em seu perfil no twitter há poucos minutos, o PSB informou que a ação será com “base na decisão do juiz Reginaldo Andrade, que condenou a inegilibilidade por oito anos Marília e Roberto Góes.”

O advogado Eduardo Tavares, que defende Marília e Roberto, reagiu assim:

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Roberto e Marília Góes estão inelegíveis, sentencia juiz eleitoral

Dois campeões de voto nas eleições deste ano estão inelegíveis. São eles, o ex-prefeito de Macapá Roberto Góes – que foi o deputado federal mais votado – e deputada estadual reeleita com o maior número de votos Marília Góes, ambos do PDT.
A decisão é do juiz eleitoral Reginaldo Andrade e foi publicada hoje.
Marília Góes é acusada de comprar votos para Roberto Góes em 2008, quando ela era secretária de Estado de Inclusão e Mobilização Social e ele candidato a prefeito. De acordo com a denúncia, Marília “comprava” os votos com o programa Renda para Viver Melhor. Reginaldo Andrade ressalta em sua decisão que testemunhas contaram que durante reuniões no Colégio Amapaense entre “beneficiárias”  do programa e Marília Góes, o pagamento em troca de apoio a Roberto Góes era feito no banheiro daquele educandário. Como a ação é de 2008, a decisão do juiz tornando os dois inelegíveis vale a partir daquele ano. Assim, de acordo com o juiz, Marília e Roberto podem nem ser empossados nos cargos de deputada estadual e deputado federal.

Tão logo saiu a decisão, a assessoria de comunicação de Marília Góes divulgou nota dizendo que a denúncia é improcedente e que “causa estranheza que a decisão tenha sido proferida em pleno recesso forense da Justiça Eleitoral e ainda em um processo que estava trancado por falta de provas”.  A assessoria assegura que  a decisão não representa prejuízo para a posse da deputada e que ela, Marília,” interporá os recursos necessários incluindo o pedido de suspensão da decisão.”

Entre aspas

Poderia ter usado dinheiro para pagar os deputados, para calar a imprensa, os apresentadores de rádio que passam o dia falando mal da minha gestão. Mas se fosse assim, eu não teria construído escolas e hospitais.
Governador Camilo Capiberibe em entrevista ao G1 Amapá

Camilo não tinha condições de ser candidato, diz Randolfe

Embora tenha apoiado no segundo turno a candidatura de Camilo Capiberibe (PSB) à reeleição ao governo  do Amapá, o senador Randolfe Rodrigues reconhece que Camilo não tinha condições de conquistar um novo mandato, aliás nem deveria ser candidato.
“Ele deveria ter feito uma autocrítica e percebido que não tinha condições de concorrer ao Setentrião”, disse Randolfe Rodrigues em entrevista ao portal SelesNafes.com

Claro, com rejeição beirando 70%, ao teimar ser candidato à reeleição Camilo acabou por entregar de bandeja o governo do estado para Waldez Góes (PDT).

Waldez nem precisou deixar seus chinelos na janela para esperar a visita antecipada de Papai Noel.

A entrevista de Randolfe você lê aqui

Multa do Legislativo amapaense por descumprir lei da transparência chega a R$ 6 milhões

Do portal do MP-AP

Ação do MP-AP: Assembleia Legislativa deverá pagar cerca de R$ 6 milhões em multa acumulada por descumprir Lei de Transparência

Resultado de Ação Civil Pública, ajuizada em 2011, pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Cultural (PRODEMAP), a Assembleia Legislativa do Amapá (ALEAP) deverá pagar aproximadamente R$ 6 milhões por descumprir a Lei da Transparência. Durante audiência realizada no último dia (18), na 5ª Vara Civil da Comarca de Macapá, a juíza Keila Utzig disse que o próximo passo do processo será a execução da multa, uma vez que todos os prazos estabelecidos foram desrespeitados pelo Poder Legislativo.

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MPF de olho em Camilo e Waldez

Do portal do MPF-AP

Núcleo de Combate à Corrupção expede recomendações a Camilo Capiberibe e Waldez Góes

Em recomendações, o Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP), por meio do Núcleo de Combate à Corrupção, elenca procedimentos a serem adotados durante a transição de governo e ao longo da próxima administração estadual. As orientações visam a prevenir a ocorrência de irregularidades que possam resultar na atuação do MPF/AP. Os originais foram entregues a Camilo Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT) pessoalmente pelos procuradores da República Ricardo Negrini, Marisa Ferrari e Filipe Lucena .

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Sobre a transição

“Tivemos muitas dificuldades para realizar nosso trabalho, devido à falta de colaboração do atual governador, mas mesmo assim vamos cumprir o cronograma que estabelecemos com o governador Waldez”, disse o vice-governador eleito Papaléo Paes.
E acrescentou: “Na próxima semana, já diplomados, Waldez e eu vamos  apresentar à população o diagnóstico e o plano de ação elaborados pela equipe de transição.