A juventude amapaense foi pra rua nesta quarta-feira numa manifestação bonita e pacífica, com protestos bem humorados e indignados. Se protestou contra tudo que há de errado: a falta de ética na política, a corrupção, caos na saúde e educação, precariedade do transporte público e até por causa do preço da farinha e do açaí.
Os manifestantes, cerca de 10 mil segundo a PM, se concentraram na Praça da Bandeira, caminharam pela avenida FAB, desceram a principal rua do comércio – a Cândido Mendes -, subiram pela Padre Júlio, pegaram a Leopoldo Machado e depois novamente a FAB retornando para a Praça da Bandeira. Não se viu bandeiras de partidos políticos (um militante do PSTU ainda tentou usar a bandeira do partido, mas, sem qualquer confusão, acatou o pedido de deixar a bandeira de lado). O movimento não aceitou também trio elétrico, pois geralmente os trios são bancados por políticos.

A primeira parada dos manifestantes foi em frente a Assembleia Legislativa, onde gritaram palavras de ordem, como “Não me representa! Não me representa”. Não houve tentativa de invasão nem tumulto. Da mesma forma que não houve na frente da Prefeitura de Macapá.

Tudo ia muito bem. A polícia acompanhava à distância. Mas no final, na esquina da avenida Fab com a rua General Rondon, onde fica o Palácio do Governo, baderneiros e vândalos infiltrados na manifestação, da mesma forma que vem acontecendo nas outras cidades, tentaram ofuscar o brilho do movimento. Quiseram invadir o Palácio. A Polícia Militar postada na esquina não arredou pé, então – apesar do apelo do comando do movimento – os baderneiros começaram a atirar pedras, paus e bombas nos policiais. Uma policial feminina levou uma pedrada no rosto e um policial foi atingido no nariz por um pedaço de pau. Foi então que o Bope foi acionado e com bombas de gás, spray de pimenta e balas de borracha tentou dispersá-los. O confronto entre polícia e vândalos durou mais de meia hora.
E enquanto os vândalos jogavam paus e pedras e a polícia jogava granadas de efeito moral, os manifestantes respondiam cantando o hino nacional.
Os atos de vandalismo não foram praticados apenas na esquina do Palácio. Acuados pela polícia, os vândalos tomaram outro rumo e algumas quadras adiante viraram dois carros, quebraram vidros de lojas e escritórios e apedrejaram o Teatro das Bacabeiras e outros bens públicos.





























