Poesia na Praça da Bandeira

Semana passada nós decidimos que na próxima sexta-feira, 18, a “poesia na boca da noite” – encontro que reúne poetas e amantes da poesia – seria no Parque do Forte (o chamado “lugar bonito”), de frente para a rua Cândido Mendes, sob umas palmeiras.
Hoje fomos olhar o lugar. Tá cheio de focos de dengue. Ao lado de cada palmeira há no mínimo dois. Os focos são onde antes existiam lâmpadas, instaladas no chão,  para iluminar as palmeiras. As lâmpadas foram arrancadas e os “bocais” começaram a acumular água e  viraram criadouros do mosquito da dengue.
Por causa disso mudamos o local do encontro.
“Poesia na boca da noite” da próxima sexta-feira, 18, será na Praça da Bandeira, das 17h às 18h.
Todos estão convidados. Para participar basta gostar de poesia.

Os focos de dengue no Parque do Forte, entorno da Fortaleza de São José
Luminária virou criadouro do mosquito

Andando pela cidade

No meio do mundo, pertinho do monumento Marco Zero, o  leitor Ricardo Costa deparou-se com este canteiro florido, fotografou, mandou pro blog dizendo que “neste periodo do ano, Macapa está florida. As flores da foto são comuns por aqui, mas bem que algum cientista podia cruzá-las com outras flores, mesmo assim acho belas.”

Cronistas do blog

Desventuras da Linguagem
Wirley de Oliveira

Olá, querido leitor!
Quero convidá-lo a realizar comigo um desventuroso passeio pelo reino encantado da Linguagem.
Vamos começar?
Uma família encontra-se ‘sentada na mesa’ para almoçar. De repente, o pai pede para o filho: “Me passa o arroz!” Então o filho, compreendendo o pedido, levanta-se calmamente, enche a mão de arroz, caminha até a cabeceira da mesa e passa arroz em todo o rosto do pai. Imagine a confusão que ocorrerá…

Em outro momento, a mãe fala para sua filha: “Minina, vai tirar a roupa do sol”. A filha olha para o céu e fica pensando na distância que lhe separa do sol para que consiga tirar-lhe a roupa. Nesse momento de profunda meditação, ela ainda pensa com certo ar de preocupação: “Quer dizer que o sol vai ficar ‘pelado’ no céu?”.

Então escurece, e a mesma mãe diz: “Meu filho, acende a lâmpada da sala!”. O filho começa a procurar o fósforo para que possa ‘acender a lâmpada’. Ele, finalmente, encontra o fósforo, mas quando se aproxima da lâmpada ele olha, olha e… nada! Muito preocupado, ele grita: “Manhê, num tô encontrando ‘o pavio’ dessa lâmpada! Como é que a gente acende isso?”.

Em outro lugar, algumas amigas estão conversando. Então, uma delas diz: “Hoje é domingo, vamos pegar um sol lá na piscina?” Porém, outra amiga questiona: “Ah, mas se a gente for ‘pegar o sol’, eu vou ficar com a minha mãozinha toda queimada”. Assim, as amigas desistem de bronzear-se ao sol.

Ao telefone, dois jovens procuram conciliar o horário para passearem no shopping. Tentando desistir do passeio, um deles diz: “Acho que eu não vou, porque já está ficando tarde. Inclusive, quantas horas têm?” Imediatamente, o outro aborrecido com a desfeita responde: “Tem uma, duas, três, quatro… Qual você quer?”

Na drogaria, o consumidor meio adoentado, dirige-se à atendente e franzindo a testa, pergunta: “Vocês têm ‘piula’ pra dor de cabeça?”. Completando a desventura linguística a atendente responde que “Sim” e acrescenta: “Tem um ‘compromido’ novo muito ‘mais melhor’ que vai lhe ajudar bastante”.

Agora vamos pensar em duas senhoras conversando. De repente, uma diz para outra: “Nem te contei que ontem eu levei uma queda muito feia”. Aí, a outra, demonstrando um ar de preocupação, pergunta: “E a senhora ‘levou a queda’ pra onde, cumadre?”

No outro lado da cidade, em um consultório médico, um senhor explicava sobre a súbita cefaleia que lhe atormentava: “Essa dor começou lá em casa, quando meu cachorro latiu e eu ‘peguei’ um susto horrível”. Então, calmamente o médico questiona: “E o senhor ‘pegou’ o susto com as duas mãos ou só com uma?”

Para finalizar, vamos a mais uma desventura:

Na empresa, o funcionário chega atrasado e pergunta ao seu colega: “Faz tempo que começou a reunião?”. O outro funcionário, muito concentrado nas palavras do chefe, responde: “Não, ‘acabou de começar’”.

É isso aí, são muitas desventuras para poucos corações!

Agora, quero me despedir fazendo um convite desventuroso: “Umbora imbora?”. E até posso ouvir sua resposta, dizendo: “Umbora!”.
E aí vamos nós!