Hoje no Iesap

O Instituto de Ensino Superior do Amapá (Iesap) promove hoje um sarau sobre literatura portuguesa. Da programação constam teatro, música, dança, poesia e varal cultural.

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Morre Ronald Biggs, o famoso ladrão do assalto ao trem pagador

Reuters

Ronald Biggs, o criminoso britânico conhecido por ter participado do assalto ao trem pagador em 1963 e que morou foragido no Rio de Janeiro, morreu nesta quarta-feira, aos 84 anos, informou uma porta-voz pessoal.

Biggs ganhou notoriedade há 50 anos como um dos integrantes do bando que parou o trem noturno do Royal Mail britânico e roubou 2,6 milhões de libras (4,2 milhões de dólares), o equivalente a cerca de 40 milhões de libras atualmente. A história inspirou diversos filmes.

Ele tornou-se o integrante mais famoso do bando após fugir da prisão Wandsworth, em Londres, escalando o muro com uma escada de cordas. Biggs cumpria pena de 30 anos de prisão pelo assalto.

Biggs passou 36 anos foragido, a maior parte do tempo morando no Brasil. Aproveitando-se da liberdade, ele chegou a gravar a canção “No One is Innocent” (ninguém é inocente) com a panda punk britânica Sex Pistols.

Biggs finalmente entregou-se à polícia em 2001 e voltou para a prisão, mas foi solto em 2009 por problemas de saúde.

Biggs sempre disse que nunca se arrependeu do assalto, apesar de o roubo ter envolvido um ataque violento ao condutor do trem.

“Consegui um pequeno lugar na história”, disse ele em entrevista, certa vez.

A porta-voz de Biggs disse que ele morreu na manhã desta quarta-feira. Ele passou os últimos anos em uma residência para idosos no norte de Londres.

Biggs foi visto em público pela última vez em agosto, numa cerimônia no cemitério de Highgateem em homenagem a Bruce Reynolds, o mentor do assalto, que morreu em fevereiro, aos 81 anos.

(Reportagem de Belinda Goldsmith)

Sancionada a lei do passe livre para estudantes

geasancionapassesocialestudantil1O governador Camilo Capiberibe sancionou hoje a lei “Passe Social Estudantil”, de autoria do Governo Estadual e da Prefeitura de Macapá e aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa.
Tem direito ao passe livre todos os estudantes carentes cadastrados no Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amapá (Setap) que até então pagavam meia-passagem.
A lei beneficia inicialmente cerca de dez mil estudantes que usam ônibus que circulam em Macapá e no trecho  Macapá/Santana.

(Foto: Jorge Junior – Secom/GEA)

Detentos quebram o muro do Iapen e fogem

Informações que chegam agora ao blog dão conta que cerca de 20 detentos  – alguns de altíssima periculosidade – fugiram esta tarde do Iapen (a penitenciária do Amapá). Para fugir, eles quebraram parte do muro.
No twitter, o internauta Paulo César Lamarão, que mora às proximidades do Iapen,  conta que a polícia está vasculhando o bairro Marabaixo e  Lagoa dos Índios.
“Muitos tiros são ouvidos aqui no Bairro Marabaixo e pelo menos cinco  sons parecem de  bomba de tão  altos,  até pensei que fosse dinamite”, disse ele.
As fugas sempre acontecem aos domingos no horário de visitas. “Essas fugas em massa afetam nossa rotina de domingo aqui no bairro”, diz Lamarão.

O secretário de Segurança Pública, Marcos Roberto, informou são 22 fujões do pavilhão F3 e  que nove  já foram recapturados.

Artigo – Benditos advogados militantes

Benditos advogados militantes
Elson Martins

No período da ditadura militar e civil (1964-1985) que infelicitou o país com a supressão das liberdades individuais; que prendeu, torturou e matou pessoas inocentes; que amordaçou as organizações populares e democráticas,  – eu vivi em quatro capitais: Belo Horizonte, Macapá, Belém e Rio Branco. Foi em Macapá, entretanto, onde corri mais riscos como militante de esquerda. Já em Rio Branco fui ameaçado quando exercia a atividade de repórter-correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, cobrindo conflitos entre seringueiros e pecuaristas.

Nas duas outras cidades, Belo Horizonte (na qual permaneci de 1963 a 1969) e Belém (1970 a 1974), passei quase despercebido. Na primeira tratei de me instruir para entender a ameaça que cercava a sociedade de um modo geral, mas o golpe militar me alcançou, ainda jovem e despreparado, comprometendo meus estudos de Cinema, Belas Artes e Química Industrial. Procurei compensar isso com leituras de todo o tipo: de Marx e Lenin a Jean Paul-Sartre; de Krishnamurti a Vinicius de Moraes e Pablo Neruda; de Rainer Maria Rilke e Alceu Amoroso Lima a Campos de Carvalho.

Em Belém, me limitei a sobreviver com mulher e um casal de filhos, trabalhando numa usina de laticínios.

A partir de 1974, por obra e graça do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, passei a correspondente de O Estado de S. Paulo, primeiramente em Macapá (1974), depois em Rio Branco (1975-1983). Aqui começaram as dificuldades. A ditadura militar e seus seguidores, fardados ou a paisano, odiavam jornalistas abelhudos; e contavam com a conivência do poder judiciário para persegui-los. Foi então que me dei conta da existência de alguns corajosos advogados que, em diferentes regiões do país, socorriam de graça (e correndo riscos) os indefesos e “lisos” repórteres considerados de esquerda.

Conheci vários deles, pessoalmente, ou pelo noticiário nacional, e a dois entreguei minha má sorte como perseguido pela justiça “militarizada” e intolerante. No Acre me vali do Arquilau de Castro Melo, repórter do jornal alternativo Varadouro que editei em Rio Branco de 1977 a 1981. Ele fazia o curso de Direito na UFAC e logo se tornou advogado combativo, o único que ousou defender Chico Mendes, os seringueiros e suas famílias expulsas da floresta pelos pecuaristas. Nos anos noventa fez concurso para juiz e acabou na alta função de desembargador. Alguma coisa melhorou na Justiça do estado por conta de sua inteligência, caráter e sensibilidade.

No Amapá, onde militares e juízes eram parecidos nas ações e na aversão aos ditos “subversivos”, fossem jornalistas ou não, eu e o saudoso Antônio Correa Neto sofremos sob o tacão deles nas duas últimas décadas do século passado. E ai de nós (e de outros insubmissos) se não existisse o advogado Wagner Gomes, filiado ao Partido dos Trabalhadores e que atuava em parceria com o também advogado Ronaldo Serra defendendo os desvalidos. Como editores da Folha do Amapá, jornal que circulou de 1991 a 2004, demos trabalho à justiça e, claro, aos dois amigos advogados.

Quem viveu naqueles tempos, nos resquícios da ditadura, tinha quase tanto medo de um juiz quanto de um agente do DOPS, o órgão da repressão que vivia caçando subversivos no país, até dentro das igrejas; às vezes, com a conivência de algum santo padre. Era muito difícil para os jovens da época, sobretudo, alimentar sonhos de uma vida que valesse a pena sem o mínimo de amparo legal para se expressar. Por isso, um sujeito que conhecesse as leis e não abrisse mão de aplica-las, ainda que se expondo à fúria dos repressores, se tornava imprescindível.

Faço este relato para testemunhar a favor do advogado Wagner Gomes, que, nesta segunda-feira (16), estará submetendo seu nome (em eleição da categoria) para disputar um lugar na lista sêxtupla que será apresentada ao Tribunal de Justiça do Amapá – e posteriormente ao governador Camilo Capiberibe, – para uma nomeação na vaga de desembargador. Sem desmerecer outros candidatos, expresso minha preferência pensando no passado histórico, ideológico e humano que Wagner carrega em seu currículo.

Um passado também reconhecido, presumo, pelos amapaenses que aspiram viver numa sociedade tolerante, democrática e justa.

Incêndio nas Pedrinhas

fogo1(Foto: Geni Frota)

O fogo está destruindo um enorme galpão de uma loja de importados localizado na Vila dos Oliveiras, bairro das Pedrinhas, em Macapá.
Os bombeiros já estão na área, mas o vento forte neste momento dificulta o trabalho.
“A frente do condomínio San Marino está engarrafada por veículos de curiosos e muita gente correndo. Não se consegue sair”, diz Maria do Carmo Cantuária, que está na área. Ela diz também que como o vento está muito forte, os moradores dos conjuntos  Mônaco e San Marino estão muito assustados.

fogo3-isacantuaria(Foto: Maria do Carmo Cantuária)

O mico

Fizeram festa, soltaram foguetes, espalharam nos quatro cantos, deram entrevistas, divulgaram como notícia e fizeram publicidade nos jornais e emissoras de rádio e televisão anunciando que dia 12 deste mês os presidentes Dilma Rousseff (Brasil) e François Hollande (França) estariam no Amapá inaugurando a ponte binacional sobre o rio Oiapoque, ligando o Amapá à Guiana Francesa.  Só faltou combinar com eles.

Palestras, leituras e brincadeiras

pmm1Lendo, discutindo e brincando. Assim os estudantes da Escola Municipal José Duarte passaram a manhã desta quinta-feira, 12, na programação do projeto “Caravana da Diversidade”, fruto da parceria entre o Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir) e a Faculdade Estácio/Famap.

De acordo com o diretor-presidente do Improir, Jorge Maciel, o projeto visa fortalecer a inserção social e a valorização da identidade afro-brasileira e indígena neste estabelecimento de ensino. “O objetivo é repensar o papel social da escola e do professor na formação de identidades, a partir das relações étnico-raciais nas escolas da rede municipal de ensino”.

Os professores e acadêmicos da Faculdade Estácio/Famap realizaram várias palestras na área pedagógica, administrativa, jurídica e de ciências contábeis. Brincadeiras lúdicas, leitura, além de palestras sobre conflitos na adolescência e empreendedorismo, fizeram parte da programação.

Para a estudante Samara dos Santos, 15 anos, do 7º ano do ensino fundamental, que participou da palestra sobre “Administração de conflitos na adolescência”, ministrada pelo professor de Administração, Oscar Serrano, a discussão sobre o assunto trouxe a realidade vivida pela sua geração.

“Aprendemos que é importante ouvir, enxergar e conversar antes de querer brigar. Muitos conflitos acontecem, a maioria devido ao bullying, apelidos e brincadeiras de mau gosto, acabam levando a agressões. Eu ainda não fui vítima, mas já presenciei situações assim e conheço quem já sofreu com isso, e agora com a ajuda da palestra podemos ajudar a evitar essas situações”, ressaltou a aluna.

De acordo com o professor Oscar Serrano, a intenção é trocar experiência, fazer os acadêmicos irem para a prática e também ajudar as crianças e adolescentes repassando algum tipo de conhecimento, e, principalmente, combatendo todo tipo de preconceito. “A caravana percorrerá outras escolas do ensino municipal e também por escolas da rede estadual”, informou.

(Pérola Pedrosa/Asscom PMM)

Feira de Natal começa sexta-feira

A III edição da Feira de Natal inicia nesta sexta-feira, 13, às 18h, em frente à Casa do Artesão, e se estende até o dia 31 de dezembro. Artesãos, moveleiros e empreendedores populares estão cheios de novidades e irão expor produtos variados e diferenciados para encantar a população.

O evento pretende estimular e fortalecer o segmento do artesanato, dos empreendedores individuais e microempreendedores por meio do fomento do comércio no período natalino.

A Feira de Natal faz parte do “Natal de todos é tempo de paz”, projeto do Governo do Amapá que também está em sua terceira edição e visa à realização de uma vasta programação durante o mês de dezembro com a inauguração das luzes da cidade de Macapá, cantatas de Natal, apresentação de orquestras, presença do Papai Noel, queima de fogos, shows musicais, teatrais e festas de Réveillon nos municípios de Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Oiapoque.

(Secom/GEA)