Causos da política

Adubo

Um deputado de oposição usa a tribuna da Assembleia Legislativa para mostrar que o Amapá era um dos piores estados no quesito saneamento básico.

Em seu discurso, o parlamentar enfatizou que era inadimissível que na última década do século XX praticamente todos os quintais ainda tivessem fossas. A rede de esgoto atingia menos de um por cento da população.

Um deputado da base aliada do governo pediu um aparte e assim se manifestou:

Eu, como engenheiro agrônomo, quero dizer ao nobre colega e ao povo que lota as galerias dessa Casa que as fossas são muito mais importantes que rede de esgoto. E explico: a merda é o melhor adubo que existe, portanto nos quintais que têm fossa se o cidadão fizer hortas e plantar árvores frutíferas em pouco tempo estará colhendo frutas, verduras e legumes fresquinhos e sem agrotóxicos. Isso preserva a saúde e representa uma grande economia para a dona de casa que não precisa gastar dinheiro nem na feira nem no médico.

(Do livro Zero Voto, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

Marcos Roberto deve ser o candidato do PT a prefeito de Macapá

Marcos Roberto conversando sobre sua candidatura com Romênio Pereira e Gleisi Hofmann

Em Macapá o PT já decidiu: terá candidatura própria a prefeito. O professor e advogado Marcos Roberto é o nome mais cotado, pois grande parte dos petistas defendem sua candidatura. Além disso, o secretário geral do PT nacional,  Romênio Pereira,  e a presidente nacional do partido, Gleisi Hofmann, já sinalizaram apoio a ele.

Marco Roberto tem 48 anos de idade e há 24 anos é filiado ao Partido dos Trabalhadores, onde exerceu por duas vezes o cargo de vice-presidente e atualmente é o  secretário geral do partido no Amapá.

Foi secretário de Estado da Segurança Pública no governo do PSB e em 2010 candidatou-se ao Senado obtendo 43 mil 275 votos (8,29%).

Minhas histórias, minhas paixões

Minhas histórias, minhas paixões
Carlos Sérgio Monteiro*

A Política

O ano era 1985, a dor ainda estava presente com a morte do meu pai, Luiz Carlos Araújo Monteiro (17/04). Nesta época, eu peregrinava nas oficinas mecânicas como vendedor da White Martins (solda, maçarico, máquinas, etc.) num Corcel II azul do meu irmão Luizinho.

Em junho/85 bate na porta do meu apartamento o amigo de muitas estripulias e peripécias, desde Macapá até Belém – alunos da Escola Técnica Federal do Pará, Sandro Azevedo que me convida para trabalhar na campanha eleitoral do seu pai, Azevedo Costa.

Resolvi apostar no projeto, trocando um salário de R$ 3.500,00 (dinheiro de hoje), da White Martins, por uma ajuda de R$ 1.000,00, para trabalhar como mobilizador.

Naquele tempo, a justiça eleitoral credenciava os partidos para tirarem o título de eleitor e nós, com uma mão preenchíamos o formulário para tirar o título de eleitor e com a outra entregávamos de casa em casa, as propostas do candidato.

Cumprida a primeira etapa em Macapá, fomos pra Santana, que era distrito de Macapá. (Adoro fazer campanha em Santana). Foi a primeira vez que me envolvi em campanha eleitoral, confesso que apaixonei ao ver os diabinho (hoje fake news) do Raimundinho Capiberibe, as estratégias de Manoel Dias (Duca), João Capiberibe, Leonai Garcia, César Bernardo, Paulo Guerra, Jurandil Juarez, Manoel Costa, Douglas, Abdon e tantos outros… No comando do marketing estava Walter Jr., um banho de competência para fazer do professor de inglês, perseguido da ditadura militar, negro e pobre, Raimundo Azevedo Costa, Prefeito de Macapá, com o slogan “Macapá vai brilhar”, na voz do interprete Dominguinhos do Estácio.

Prefeito Azevedo Costa e Vice Raquel Capiberibe, venceram a eleição, sendo os mais votados proporcionalmente de todo o País. Raquel, dava o tom feminino, professoral e de mulher aguerrida. Ela mostrava o lado social que Macapá precisava resolver.

Fazendo um corte epistemológico, me vem a lembrança a estratégia marcante de pegar o candidato Azevedo Costa, que era bom de discurso no palanque, não colocar, por enquanto, no programa de Tv. Um mês de campanha e já havia um clamor do eleitorado. Cadê o Azevedo? Na verdade estava sendo preparado pela equipe de média training (nessa época nem era esse nome. Kkk). Os adversários tremeram quando viram o professor negro na telinha, dando show com a apresentação das propostas para governar Macapá. Todos os dias quando terminava o meu trabalho de mobilizador, me enfurnava no comitê central que funcionava na Rua Cândido Mendes com Av. Pe. Júlio Ma. Lombaerd. (Prédio do Seu Celestino) para ver os meus ídolos da política local. Júlio Pereira (PDT) e Geovane Borges eram os grandes adversários de Azevedo Costa, principalmente pela força que tinham no sobrenome e na estruturas econômicas, a BETRAL e a máquina da Prefeitura de Macapá, respectivamente, já que o primo Jonas Pinheiro Borges era o prefeito de Macapá (tampão). Refrescando a memória, me vem a cabeça um fato pitoresco, quando os apoiadores de Geovani Borges, escrevem nos muros dos moradores do bairro do Trem: “O TREM ESTÁ COM GEOVANI”. Na calada da madrugada, fomos completar a frase: “E OS PASSAGEIROS COM AZEVEDO”. Kkkk Foi uma campanha de muito aprendizado. Inesquecível!
Com a posse de Azevedo Costa e Raquel Capiberibe, fui o primeiro do segundo escalão nomeado Diretor de Material e Patrimônio da PMM, meu primeiro emprego público, o que aproveito para agradecer eternamente ao Prefeito Azevedo Costa e ao amigo Sandro Azevedo (Secretário de Administração). Aliás, não poderia deixar  de mencionar os intermináveis debates na maloca do Circulo Militar que protagonizávamos com o amigo Zé Maria, secretário de administração do prefeito Jonas, Luiz dentista da CEA.

Esse primeiro passo me fez conhecer na prática as campanhas eleitorais para depois estudar e chegar a Consultor Político, uma das minhas profissões preferidas. Depois de 34 anos nessa estrada com muito mais vitórias do que derrotas, continuo sendo um eterno aprendiz, um eterno aluno, afinal nenhuma campanha é igual a outra, não tem receita de bolo, não tem Ctr C Ctr V.

Ao término de cada campanha sempre prometo que aquela foi a última, vou parar, esquecer política, campanha eleitoral, vou me aposentar. Aí chega alguém pra me fazer mudar de ideia. Sou um apaixonado, sonhador dessa cachaça político/eleitoral e olha que essa porra já me deu tantas decepções.

Bem fique atento, nos acompanhe que no próximo capítulo vou contar sobre a minha primeira campanha eleitoral que coordenei, elegendo Luis Banha (PTB) para vereador de Macapá, junto com Carlos Lobato, Paulão, Isaias Lima, Tio Jair, Mário Cuia, Tia Orlandina, Breka, Dona Nair, Lair e tantos outros.

*Carlos Sérgio Monteiro é advogado, consultor político e jornalista

Bancada faz homenagem a Davi Alcolumbre

A bancada federal do Amapá fará um jantar de confraternização no próximo domingo, 22, em Macapá.
Na ocasião vai homenagear o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, e expressar agradecimentos pela maneira como tem tratado todos os parlamentares e as questões do Amapá e pela forma como conduz o Senado da República.
Para o encontro foram convidados deputados estaduais, vereadores, gestores, representantes de partidos políticos, jornalistas  e outras figuras representativas da sociedade amapaense.

Senado – Paulo Albuquerque assume prometendo seguir a mesma linha de Lucas Barreto

A estreia de Albuquerque na tribuna (Foto: Marcos Oliveira/Ag Senado)

O médico Paulo Albuquerque  é o novo representante do Amapá no Senado. Ele tomou posse na tarde desta terça-feira (17) no lugar de Lucas Barreto (PSD-AP), que entrou com pedido de licença por motivos de saúde.

E hoje mesmo ele fez sua estreia na tribuna do Senado logo após tomar posse. Disse que vai dar  continuidade ao trabalho do senador Lucas Barreto (PSD-AP) na busca pelo equilíbrio entre a preservação e o desenvolvimento do seu estado.

Ele destacou que, apesar de o Amapá possuir riquezas minerais “inimagináveis” e um grande potencial turístico, o seu povo ainda sofre por falta de emprego, saúde, segurança e educação.

Patrícia Ferraz abre mão de privilégios

Patrícia Ferraz (PODEMOS-AP), que tomou posse na Câmara dos Deputados semana passada – abriu mão do regime especial de aposentadoria para políticos. Ela deu entrada na Câmara  aderindo ao regime geral. “Se a gente combate privilégios, a gente tem que começar por nós mesmos”, disse. E acrescentou:  “Vamos continuar lutando por igualdade, direito e deveres de todos”.

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Genival Cruz será o candidato do PSTU a prefeito de Macapá

A direção do PSTU aprovou o nome de Genival Cruz como pré-candidato a prefeito de Macapá.
Genival é motorista de ônibus desde 2013, possui formação em técnico em enfermagem, curso superior em gestão de logística (FAMA) e cursa licenciatura em informática no IFAP. Filiado ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) desde 2002, já disputou 3 eleições majoritárias no estado.

Genival é dirigente das lutas dos operários do setor de transportes público coletivo. Também é vice-presidente do sindicato da categoria. Com uma trajetória ligada à defesa dos interesses da classe trabalhadora, se tornou membro da Executiva Estadual da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP), central que reúne outros sindicatos e movimentos sociais locais e nacional.

“Os trabalhadores precisam acabar com as injustiças e ir pra cima desses governos. É nós por nós. E somos a maioria. Todos esses partidos aí já mostraram para quem governam: ricos e patrões. Não estão nem aí pro povo”, diz o pré-candidato.

Pré-candidatos lançam movimento “Frente por Santana”

Pré-candidatos à Prefeitura Municipal de Santana (PMS) lançaram hoje o movimento “Frente Por Santana”, para construir um programa de desenvolvimento socioeconômico para o segundo maior município do Amapá.
Encabeçam o movimento o ex-prefeito Antônio Nogueira (PT), o ex-deputado e ex-senador Bala Rocha (PSDB) e o vereador Rarison Santiago (Republicanos). “A ideia da Frente por Santana é reunir lideranças que pensem a construção de um programa de governo unificado para o desenvolvimento socioeconômico do município”, disse Nogueira.
Até junho, a Frente decide qual dos três será o candidato a prefeito.

Democratas faz seminário voltado para as mulheres

Neste sábado, 7, das 9h às 18h, o Mulher Democratas do Amapá realiza o primeiro seminário pelo fortalecimento da atuação política de mulheres pelo Brasil. O evento é parte da agenda partidária do Mulher Democratas Nacional para definição de estratégias para as próximas disputas eleitorais.

A presidente do Democratas Nacional, deputada federal Professora Dorinha e a presidente do Democratas Mulher Estadual, Sandra Lacerda, debaterão a abertura de novos espaços para agregar filiados e fomentar novas candidaturas. Um ato de filiação para novas pré-candidatas femininas será realizado durante o evento.

O presidente estadual do Democratas do Amapá, senador Davi Alcolumbre (Democratas-AP), ressaltou que o objetivo principal do encontro é despertar no estado o interesse por uma participação mais ativa das mulheres na política regional.

“A todo tempo, é necessário renovar as esperanças na democracia brasileira. Precisamos, cada vez mais da participação efetiva das mulheres no processo eleitoral, como candidatas e articuladoras do processo. O Democratas do Amapá está aberto para construir novas perspectivas e candidaturas em todos os nossos 16 municípios. Queremos agregar novas ideias para continuar nosso trabalho político sério, com a participação de todos, principalmente das mulheres”, destacou Davi.

O seminário Mulher Democratas Amapá acontece no Espaço Garden Festas – Avenida Ivaldo Alves Veras, 411, bairro Jardim Marco Zero, em Macapá.

(Ascom/Democratas)

Mulheres ocupam metade da bancada do Amapá na Câmara

A odontóloga Patrícia Ferraz (Podemos-AP) assumiu ontem, 5, uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ela ocupa a cadeira que tem como titular o deputado Vinicius Gurgel (PL-AP), que licenciou-se do cargo.
O deputado federal Camilo Capiberibe (PSB-AP) foi quem presidiu a solenidade de posse.

Com a posse de Patrícia a bancada do Amapá é formada por 50% de mulheres, ou seja, tem 4 mulheres e 4 homens.

Antes só do que mal acompanhado

O PSTU já decidiu: vai ter candidato próprio a prefeito de Macapá ano que vem. Não quer saber de coligação com ninguém.
Na quarta-feira, 4, o partido reunirá para definir quem será o candidato. O nome mais cotado é o de Genival Cruz, mas pessoas próximas a ele dizem que ele não está muito a fim de encarar uma campanha, pois sua prioridade no momento é concluir seus curso superior.

MP Eleitoral investiga lambanças do PTC no Amapá

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) investiga o Partido Trabalhista Cristão (PTC) pelo crime de falsidade ideológica para fins eleitorais. O partido teria inscrito uma mulher para concorrer ao cargo de deputada estadual, sem ciência ou consentimento dela, apenas com o intuito de preencher os 30% de candidaturas femininas exigidas pela legislação. Na ação de prestação de contas da candidata, julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE/AP), na quarta-feira (27), a defesa afirmou que a mulher sequer era filiada ao partido.

A Defensoria Pública da União (DPU), atuando em nome da interessada no processo, alegou que a mulher jamais foi filiada ao PTC e que foi inscrita sem o seu consentimento para concorrer ao cargo de deputada estadual, de forma a, aparentemente, satisfazer o exigido pela cota de gênero. Além disso, a DPU anexou ao processo os documentos pessoais da representada, demonstrando que foi utilizada fotografia de outra pessoa no Requerimento de Registro de Candidatura. Ressaltou, ainda, a situação de vulnerabilidade econômica e social em que vive a vítima da fraude, que não sabe ler ou escrever, apenas assinar o próprio nome.

No julgamento da prestação de contas, o procurador regional eleitoral do Amapá Joaquim Cabral defendeu que o registro da candidatura feito a partir de mecanismo fraudulento não pode criar “ônus para a cidadã do dever de prestar contas à Justiça Eleitoral porque o próprio nascedouro da candidatura é fraudulento”. Assim, sugeriu no parecer a extinção do processo sem a resolução do mérito.

Seguindo o entendimento do MP Eleitoral, o TRE/AP decidiu, de forma unânime, pela extinção do processo de prestação de contas e pela regularização do cadastro eleitoral da candidata inscrita irregularmente, retirando qualquer penalidade referente a não prestação de contas de campanha das eleições de 2018. O relator, juiz Jamison Monteiro, votou ainda pelo envio de cópia do processo ao MP Eleitoral para apuração dos indícios de crime de falsidade ideológica cometido pelo PTC.

Para o procurador regional eleitoral, essa ação de prestação de contas exemplifica o que ocorreu nas últimas eleições. “Um conjunto de fraudes que algumas agremiações fizeram para conseguir cumprir a cota eleitoral”, sustentou Joaquim Cabral durante o julgamento. Para o procurador, “o próprio TSE já reconheceu que isso era suficiente para indeferir o registro de toda a chapa”, concluiu.

(Fonte: MPF-AP)