Justiça condena Cristina Almeida e Charles Marques por enriquecimento ilícito

Resultado da Operação Eclésia, deflagrada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) e Polícia Civil do Estado, em 2012, o juízo da 6ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá condenou por enriquecimento ilícito os deputados estaduais Charles Marques e Cristina Almeida. Ambos terão que devolver aos cofres públicos os valores recebidos em diárias superfaturadas pagas pelo Poder Legislativo amapaense.

Ao ingressar com a ação de Improbidade Administrativa por enriquecimento ilícito, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Público de Macapá (PRODEMAP) demonstrou que os valores das diárias pagas aos parlamentares – R$ 2.605,46 (viagens intermunicipais), R$ 3.607,56 (viagens interestaduais) e R$ 4.409,24 (viagens internacionais), estavam absolutamente fora da realidade do serviço público brasileiro.

“O Ministério Público trouxe uma petição muito bem concatenada, dizendo com clareza os motivos pelos quais entende que houve enriquecimento, inclusive com a citação da legislação que entende sustentar sua tese (…)”, afirmou o juiz Paulo Madeira.

Na decisão, o magistrado esclareceu que o limite para valores de diárias no serviço público deve ser o teto estabelecido pelo Tribunal de Justiça, que na época era de R$ 614,00 (seiscentos e quatorze reais).

“Temos que o melhor referencial para garantir um pagamento correto e compatível com a finalidade das diárias é o valor recebido pelos desembargadores, pois os subsídios deles servem de parâmetro para o teto de outros Poderes. Ficando demonstrado o recebimento de um valor excessivamente maior, configurador do enriquecimento sem causa, o remédio é a condenação em ressarcimento dos valores excedentes aos cofres públicos”, argumentou.

A deputada Cristina Almeida recebeu da Assembleia Legislativa do Amapá (ALEAP), a título de diárias, no período de maio de 2011 a dezembro de 2012, o montante de R$149.724,26 (cento e quarenta e nove mil, setecentos e vinte e quatro reais e vinte e seis centavos). Com base no valor máximo que poderia ser pago, como dito, R$ 614,00, terá que devolver R$ 128.848,26 (cento e vinte e oito mil, oitocentos e quarenta e oito reais e vinte e seis centavos).

A mesma condenação se aplica ao deputado Charles Marques, que recebeu, somente entre maio de 2011 e junho de 2012, em diárias, R$ 634.075,12 (seiscentos e trinta e quatro mil, setenta e cinco reais e doze centavos). Pelo mesmo cálculo, Paulo Madeira condenou o parlamentar a devolver aos cofres públicos os valores que ultrapassaram o teto legal, por cada diária recebida, somando R$ 602.761,12 (seiscentos e dois mil, setecentos e sessenta e um reais e doze centavos).

Os valores deverão ser corrigidos de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), levando em conta as datas dos efetivos pagamentos, com juros de 1% ao mês, a contar da decisão.

(Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá)

De novo – STJ pede autorização para processar e julgar governador do Amapá

O ministro Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a expedição de dois ofícios à Assembleia Legislativa do Amapá solicitando autorização para processar e julgar o governador Antônio Waldez Góes da Silva (PDT).

A decisão do ministro atende pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF).

Os ofícios, com data de 4 de julho, estão na Assembleia Legislativa desde a primeira quinzena do mês passado, ambos assinados pelo juiz federal instrutor Edson Lima Costa, mas a publicação oficial pelo STJ só foi feita nesta segunda-feira (1º/8). Com os ofícios, foram remetidas cópia das denúncias e posteriores aditamentos.

Os dois pedidos do STJ estão relacionados com ações penais (810 e 823) resultado da Operação Mãos Limplas.

(Leia a matéria completa no Diário do Amapá clicando aqui)

Mudanças no primeiro escalão do governo

O vereador e ex-prefeito de Macapá João Henrique Pimentel (PDT) será empossado na terça-feira, 2, no cargo de secretário de estado da Infraestrutura.
No mesmo dia tomarão posse o novo titular da SETE (Alex Pereira) e o novo presidente do Pescap.
Haverá mudança também em duas diretorias da Afap.
E é provável que até o final da semana mude o comando da Secretaria de Estado da Educação.

As mudanças não são para “oxigenar”  a máquina administrativa, mas sim para acomodar grupos políticos que garantiram apoio ao candidato do governador Waldez Góes a prefeito de Macapá, o ex-senador Gilvan Borges (PMDB)

André Rocha deve assumir a Secult

Por indicação do PMDB – leia-se grupo Borges – André Rocha (que responde pela Seinf) deve assumir nos próximos dias a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atualmente comandada por Carlos Mathias.
Artistas da música, artes plásticas, teatro, dança e outros segmentos já ensaiam um movimento para impedir a nomeação de André, que, segundo eles, “não tem nenhuma ruela com a cultura”.
É esperar pra ver.

PPS cai no colo do PDT e assume a Caesa

O PPS, do vice-prefeito Allan Sales, caiu no colo do PDT.
O vice-prefeito – que é presidente do PPS – chegou a ensaiar candidatura a prefeito de Macapá e era um dos que sonhavam com o apoio do governador Waldez Góes (PDT). Não ganhou esse apoio, mas, em compensação, seu partido ganhou  a presidência da complicada Companhia de Água e Esgoto do Amapá.
Na sexta-feira, 22, o governador Waldez Góes empossou o advogado Valdinei Amanajás  no cargo de diretor presidente e o administrador Luiz José Monteiro no cargo de diretor administrativo e financeiro da Caesa. Os dois foram indicados pelo PPS.

Marconi Pimenta se despede do TRE. Vai fazer falta

marconi1Um dos melhores juízes eleitorais deste estado, Marconi Pimenta despediu-se hoje do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP). Ele ocupava uma das vagas da magistratura estadual cujo mandato iniciou em 2014 e terminou hoje.
Marconi, nas diversas vezes que atuou como juiz eleitoral, tanto no pleno do TRE, como na 2a zona e comissão de fiscalização, não dava folga para candidatos corruptos e compradores de votos. A qualquer hora do dia, da noite, da madrugada, estava fiscalizando tudo, desmantelando os “QGs” de compra de voto e dando o flagra na turma que adora distribuir cestas básicas nas pontes na calada da noite em troca de voto.
Houve uma época até que se dizia “Marconi nos olhos dos outros é refresco”.

MPF ajuiza ação contra a deputada Jozi Araújo por fraude em licitação

MPF/AP e AGU ajuízam ação contra Jozi Araújo por improbidade na gestão do Sesi/Senai
A deputada federal e outras duas pessoas vão responder por fraude em licitação e podem ter de devolver aproximadamente R$ 800 mil aos cofres públicos
A deputada federal Jozi Araújo (PTN) é ré em ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) e pela Advocacia Geral da União (AGU). Ela é acusada pelos órgãos de fraudar licitação para beneficiar a Cooperativa de Transporte do Amapá (Transcoop) quando era gestora do Departamento Regional do Sesi/Senai, em 2013. Além dela e da empresa, também vão responder pela conduta irregular Keuliciane Morais Baia e Eduardo da Costa Nunes Barreto – presidente da Transcoop. As irregularidades resultaram em prejuízo de aproximadamente R$ 800 mil ao erário.
A ação teve base em relatório da Controladoria Geral da União (CGU) que constatou irregularidades no processo licitatório para locação de veículos para atender às demandas dos Departamentos Regionais do Sesi e do Senai. Segundo apurou o órgão, apenas no primeiro semestre de 2013, a Transcoop recebeu duas vezes pelo mesmo serviço, o que custou aos cofres públicos R$ 782.900 mil.

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Vereador de Macapá é condenado a 5 anos de prisão

O vereador de Macapá Ulisses Parente (PSDB) foi condenado a cinco anos de prisão em regime semi-aberto pelos crimes de peculato, associação criminosa e fraude em licitação.
Ulisses teria cometido esses crimes quando ocupou o cargo de Diretor Administrativo da MacapáPrev no período de janeiro de 2010 a  janeiro de 2012.

Eleito vereador em 2012, chegou a ser presidente da  da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Câmara (biênio 2013/2014).
Caso seu mandato seja cassado, assume a vaga de vereador o suplente João de Deus.

Operação Eclésia – a condenação de cada um

Todos foram condenados a prisão, mas… em regime aberto

Os ex-deputados Jorge Amanajás e Eider Pena foram condenados a 4 anos por peculato e mais 2 anos e 8 meses por ausência de licitação.

Deputado Moisés Souza – 1 anos e 4 meses por formação de quadrilha.

Ary Guedes da Silva – 1 ano e 4 meses por formação de quadrilha

Ana Margarida Fascio e Edielson Pereira Nogueira- 2 anos por peculato e mais 1 ano e 4 meses por formação de quadrilha.

Operação Eclésia – TJAP condena Moisés Souza, Jorge Amanajás e Eider Pena

O deputado Moisés Souza e os  ex-deputados Jorge Amanajás e Eider Pena, além de Ana Margarida Fascio, Edielson Pereira Nogueira e Ary Guedes da Silva foram condenador por 4 votos a 3 pelo Tribunal de Justiça do Amapá na sessão de hoje que julgou a Ação Penal Pública nº 0001417-13.2012.8.03.0000 resultante de denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), referente ao pagamento de R$ 952 mil feito pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (ALEAP) para a empresa MFX Ltda, sem a contraprestação dos serviços. Todos eles foram acusados pelo MP de cometer os crimes de  lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Votaram pela condenação dos réus; a presidente do TJAP desembargadora Sueli Pini (voto de minerva), os desembargadores Carlos Tork (relator), Stella Ramos e Carmo Antonio.
Pela absolvição votaram os desembargadores Gilberto Pinheiro e Manoel Brito e o juiz convocado João Lages.

(Mais detalhes daqui a pouco)

Operação Eclésia – MP fará transmissão ao vivo da sessão do TJAP nesta quarta

O Ministério Público do Amapá vai transmitir ao vivo a sessão desta quarta-feira do Tribunal de Justiça do Amapá que julgará a Ação Penal Pública nº 0001417-13.2012.8.03.0000 resultante de denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), referente ao pagamento de R$ 952 mil feito pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (ALEAP) para a empresa MFX Ltda, sem a contraprestação dos serviços.
Os réus são  o ex-deputado Jorge Amanajás, que atualmente ocupa o cargo de secretário de transportes do estado, o atual presidente da Companhia Docas de Santana, ex-deputado Eider Pena, o presidente afastado da ALAP, deputado Moisés Souza, além de Ana Margarida Fascio, Edielson Pereira Nogueira e Ary Guedes da Silva. Todos respondem pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, e ainda peculato, no caso do Jorge Amanjás e Eider Pena.

A sessão é pública e começa às 9h. O Ministério Público faz a transmissão ao vivo em seu canal no youtube –  https://www.youtube.com/channel/UCoNpV7Rtra7sTZCp6cX8J7g