Os japiins da política

OS JAPIINS

Era dia de eleição. A Justiça Eleitoral recebe denúncia dando conta que dezenas de pessoas, usando camisas amarelas, estavam fazendo boca-de-urna na frente da escola Azevedo Costa.

Juiz, promotor e policiais federais se dirigem ao local para acabar com essa farra.

Chegando lá não viram mais ninguém. Apenas o Armstrong, sentadinho no Banco da Amizade.

O promotor dirigiu-se ao Armstrong e para não ir logo acusando, falou:

Recebemos uma denúncia de que tem um bando de japiim fazendo o maior barulho por aqui.

E o filho do Sacaca com aquele jeito que só ele tem, disse:

Olhe, doutor, ter até que tinha, mas eles acabaram de voar.

PS – Japiim é um pássaro amarelo

(Do livro “Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

Causos da política tucuju

Caralhão

Trinta dias após assumir a Prefeitura de Macapá Anníbal Barcellos convocou uma coletiva para dizer como recebeu a Prefeitura e falar das ações que iria implementar no primeiro semestre de seu governo.

O repórter Selles Nafes foi o primeiro inscrito para fazer perguntas.

Prefeito, a cidade está cheia de buracos. O que o senhor…

Barcellos não esperou a pergunta ser concluída. Interrompeu o repórter dizendo:

Esses buracos estão aí há um caralhão de tempo e vocês não falavam nada, agora só porque o prefeito sou eu vocês vem com essa história.

(Do livro “Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

Mico de político

INTERPLANETÁRIO

No primeiro dia de apuração da eleição municipal de 1992 (ainda não existia urna eletrônica) um vereador  não largava do pé do juiz eleitoral Rommel Araújo. Pra onde o juiz ia o vereador ia atrás cobrando cópias dos boletins de apuração, exigindo atenção, enchendo o saco…

Já perdendo a paciência, o juiz pergunta ao sujeito:

– Afinal, quem é o senhor pra estar exigindo tanto?

Ao que o sujeito responde:

– Sou o presidente do comitê interplanetário.

Ele queria dizer comitê interpartidário

(Do livro “Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

Coisas de campanha – Tarde demais

Tarde demais

Chega à Justiça Eleitoral a denúncia de que um candidato estava comprando o voto dos eleitores com telhas, tijolos, madeiras e dentaduras.

O oficial de Justiça vai à casa do candidato, bate na porta e é atendido pela mãe do candidato, uma senhora já bastante idosa e muito simpática.

– Boa tarde!

– Boa tarde, meu filho!

– Minha senhora, eu sou oficial de Justiça e trago aqui uma intimação, pois foi denunciado que nesta casa estão doando tijolos, telhas, madeiras e até dentaduras.

– Sinto muito, meu filho, você chegou atrasado. Não tem mais nada. Acabou tudo ontem.

– A senhora não está entendendo, eu sou Oficial de Justiça…

– Mesmo assim eu não posso lhe dar nada. Já acabou. Se você tivesse vindo ontem…Agora só posso lhe dar um cafezinho. Aceita?

(Do livro “Zero Voto”, de Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins)

MP-AP denuncia atual presidente da Assembleia Legislativa por peculato e fraude processual

O Ministério Publico do Amapá (MP-AP) ofertou, nesta segunda-feira, 29, junto ao Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), denúncia de peculato  contra os deputados estaduais Moisés Souza, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (ALEAP), e Jaci Amanajás, além de duas pessoas, pela utilização de servidores da Casa de Leis em empreendimento particular, causando prejuízo aos cofres públicos de, aproximadamente, R$ 500 mil (quinhentos mil reais).

Na ação, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) revela um esquema que beneficiou, além dos parlamentares citados, a esposa do Continue lendo

Mais mudanças na equipe de governo

A professora Conceição Medeiros  já não é mais secretária de Estado da Educação. Ela – sabendo que seria exonerada – entregou o cargo ontem. Em seu lugar assume amanhã Maria Goreth Souza, atual secretária da Administração. E no lugar de Goreth vai assumir Suelem Amoras Távora Furtado.

O governador Waldez Góes faz mudanças também na Diagro  e no Corpo de Bombeiros. No Corpo de Bombeiros assume o coronel Wagner Coelho Pereira; e na Diago o veterinário José Renato Ribeiro.

A posse dos quatro está marcada para amanhã, sexta-feira, no Palácio do Setentrião.

Esta é a segunda mudança no primeiro escalão este mês. A primeira foi no dia 2.

Ouvi por aí…

que o deputado estadual Ericláudio Alencar (PDT) deverá assumir nos próximos dias a Secretaria de Segurança Pública.
Dizem que é um prêmio de consolação, pois Ericláudio jurava que ia ser o candidato do governador a prefeito de Macapá, mas na hora H Waldez Góes optou por Gilvan Borges (PMDB).

PSB faz convenção nesta sexta-feira, 5

O Partido Socialista Brasileiro do Amapá (PSB/AP) realiza nesta sexta-feira, 5, a partir das 16h, na quadra da Escola Estadual Azevedo Costa, no bairro do Laguinho, a convenção que oficializará o nome do engenheiro Ruy Smith como candidato a prefeito de Macapá.
Ruy já foi deputado estadual (e diga-se de passagem um dos melhores parlamentares), secretário de Estado e presidente da Caesa.
Na oportunidade, também serão apresentados os nomes de todos os candidatos e candidatas que concorrerão à Câmara de Vereadores.

Kaká cai da presidência da Assembleia Legislativa do Amapá

SELoOs deputados que fazem parte da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Amapá renunciaram seus cargos. A renúncia coletiva acaba de ser aceita em sessão extraordinária que está sendo realizada neste momento. Dos 24 deputados, dezenove participam desta sessão.
Descontentes com o presidente Kaká Barbosa – que está ausente do Estado – os deputados tornaram sem efeito a eleição dele para a presidência e já marcaram para amanhã a nova eleição da mesa.
Eles elegerão Jaci Amanajás para a presidência e Roseli Matos para vice. Os demais membros da mesa serão  Ednar Auzier, Luciana Gurgel, Fabrício Furlan, Charles Marques e Pastor Oliveira. Quase todos fazem parte da mesa que acaba de renunciar. São eles:  Edna Auzier (PROS), Luciana Gurgel (PR), Roseli Matos (DEM), Pastor Oliveira (PRB), Jaci Amanajás.
Ou seja, querem continuar na mesa, mas desde que o presidente seja outro.

Para derrubar Kaká os deputados alegam que ele se isolou dos demais, tomava decisões sem ouvir a mesa, priorizou o pagamento de indenizações do pessoal que foi exonerado, cujos valores são altos, faltando dinheiro para as atividades da Assembleia.

(Mais detalhes daqui a pouco)

 

Nota pública dos deputados que derrubaram Kaká

Sobre a renúncia, os deputados se manifestaram através da seguinte nota.

NOTA PÚBLICA

Nós deputados estaduais que consignamos assinatura ao presente termo, comunicamos à sociedade amapaense o fechamento do ciclo da gestão político-administrativa deste Parlamento Estadual, iniciado em dezembro último, quando uma administração interina se instalou.

Este período se encerra hoje, com o desligamento dos membros da Mesa Diretora, que apresentaram renúncia coletiva aos postos que vinham ocupando, de modo a oportunizar a participação de novos parlamentares no processo de reorganização da Assembleia Legislativa.

A eleição suplementar para o preenchimento destes cargos, está convocada e deverá ocorrer na próxima sexta-feira, dia 05 de agosto, às 9h30 no Plenário Deputado Dalto Martins.

Na oportunidade, dirigimos uma mensagem à sociedade amapaense, no sentido de tranquilizar a todos, pois jamais esta Casa deixará de dar as respostas necessárias aos anseios do povo bem como cumprir as atribuições legais que o Texto Constitucional prevê.

Macapá-AP, 04 de agosto de 2016.

alap

Justiça condena Moisés Souza e Edinho Duarte crimes contra os cofres públicos

Nesta quarta-feira (3), o Pleno do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), em julgamento de duas ações penais propostas pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) decorrentes das investigações da Operação Eclésia, condenou o deputado Moisés Souza, o ex-deputado Edinho Duarte, entre outros,   por diversos crimes praticados contra os cofres públicos da Assembleia Legislativa do Estado (ALAP).

Na ação penal referente ao pagamento indevido em favor da empresa Marcel S. Bitencourt – ME, contratada sem licitação em março de 2011 pela ALAP, para prestar um serviço de consultoria técnica no valor de R$ 397.430,00 mil (trezentos e noventa e sete mil, quatrocentos e trinta reais), os gestores do Poder Legislativo alegaram caráter emergencial. No entanto, segundo o que foi apurado pelo MP-AP, o serviço, integralmente pago, sequer foi realizado.

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