Papaléo é o vice de Waldez

O médico Papaléo Paes (PP) foi confirmado  como vice de Waldez Góes (PDT) na disputa pelo governo do Amapá, na convenção conjunta do PDT, PP, PMDB  realizada na noite desta sexta-feira no ginásio esportivo Santa Inês.
Papaléo Paes já foi prefeito da capital e senador.
Já disputou o governo duas vezes: em 1990, pelo Prona, e em 2006 pelo PSDB.

“Sou senador e vou cumprir meu mandato”, diz Randolfe

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) distribuiu carta hoje onde diz que não é  candidato a governador pela mesma razão que não candidato a presidente. “A etapa que persiste é de cumprir meu primeiro mandato como senador e colaborar na reconstrução de Macapá”, afirma. Na carta ele faz um rápido balanço dos recursos federais que conseguiu para o Amapá, não diz quem terá seu apoio na disputa pelo governo, mas diz  que a posição que PSOL vier a assumir na corrida estadual “será a mais sábia possível no momento, na medida em que reconheça que é preciso unir forças para evitar que o passado manchado pela corrupção retome o comando político do Amapá”.

Eis a carta:

“Fui eleito senador em 2010 prometendo levar este mandato até o último dia, trabalhando para garantir recursos e projetos em benefício de nosso povo e me engajando na melhoria da representação política de nosso estado, alvo de escândalos que envergonham a todos nós.

Desde então me notabilizei em garantir investimentos para áreas como: saúde – construção, reforma e compra de equipamentos em um total de R$ 18 milhões; infraestrutura – reforma do Mercado Central, praças, feiras e pavimentação, somando R$ 14 milhões; cultura – para a construção do CEU das Artes com R$ 3 milhões;  educação – para reforma, construção de escolas, aquisição de uniformes e lousas eletrônicas, algo em torno de R$ 7 milhões.

Atendendo a uma demanda de meu partido, permiti que meu nome fosse apresentado na pré-campanha presidencial, mas declinei da oficialização da candidatura por compreender que a etapa aberta em 2010 – de garantia de recursos para a melhoria do meu estado e da construção de uma frente ética a favor da renovação moral da política no Amapá – ainda não se fechou.

Essa jornada cívica exige tempo, além de maior presença em nossos municípios e de juntar forças em um mutirão de trabalho em Brasília, voltado a criar as bases de um novo modelo de desenvolvimento econômico auto-sustentado, que garanta trabalho e renda para nossos trabalhadores e trabalhadoras, e se empenhe em atrair o investimento em nosso Amapá.

Sei que muitos pensaram que minha desistência em concorrer à presidência significava, automaticamente, me posicionar como candidato ao governo do Amapá nas eleições deste ano.

Não sou candidato a governador pela mesma razão que não sou candidato a presidente. Porque a etapa que persiste é de cumprir meu primeiro mandato como senador e colaborar na reconstrução de Macapá, principal metrópole e onde concentram-se os principais problemas do nosso estado. Apenas quando considerar que a esta etapa de trabalho no senado estiver concluída me sentirei à vontade para assumir outra delegação com o mesmo afinco.

Até lá trabalharei como senador pelo bem do meu povo e do meu estado, como faço desde minha posse. Considero que a posição que meu partido vier a assumir na corrida estadual será a mais sábia possível no momento, na medida em que reconheça que é preciso unir forças para evitar que o passado manchado pela corrupção retome o comando político do Amapá, mesmo sabendo das necessidades de estabelecer críticas a setores com quem dialogaremos.

Retomo minha caminhada pelo estado, minha jornada de esperança e verdade, levando àqueles que em mim confiaram e confiam a certeza de que estou e jamais deixarei de estar aqui.

Randolfe Rodrigues, Senador da República pelo Amapá”

Denúncia e desabafo da petista Marcivânia

A professora Marcivânia Flexa, ex-deputada federal (PT), usou seu perfil no twitter na tarde desta quinta-feira para denunciar que  na área portuária de Santana, o governo do PSB  “cadastrou todo mundo no Renda em troca de apoio”.
Marcivânia faz parte da ala petista que não gostaria de ver seu partido coligado com o PSB.

marcivania1

Confirmada coligação PT/PSB no Amapá

Com Sarney fora de cena, a Executiva Nacional do PT autorizou agora há pouco a coligação com o PSB no Amapá, que visa reeleger o governador Camilo Capiberibe (PSB).
Desta forma, fica confirmada também a candidatura ao Senado da vice-governadora Dora Nascimento (PT).
A  vaga de candidato a vice-governador deverá ser ocupada por um nome do PCdoB. Ou até do PSOL, caso os psolistas decidam reforçar esta frente para combater a chamada “harmonia”

No Radar, da Veja

Da coluna Radar, da revista Veja, ontem
18:22 \ Eleições 2014

No vácuo de Sarney

Primeiros passos

Randolfe Rodrigues, depois de desistir da candidatura à Presidência da República, mira o vácuo deixado por José Sarney.

Amanhã, Randolfe se reunirá com Ricardo Berzoini e pedirá o apoio do PT, até então fechado com Sarney, para construir sua chapa ao governo do Amapá.

Se sair do Palácio do Planalto com as mãos vazias, não concorrerá a nada, já que tem mais quatro anos de mandato no Senado.

Por Lauro Jardim

14:03 \ Congresso

Sem convicção

Sem esforço

Um interlocutor próximo, que conversou com José Sarney anteontem à noite, garante que o “não sou candidato” dito pelo ex-presidente é falado sem qualquer convicção.

Por Lauro Jardim

Dizem por aí

que o senador José Sarney (PMDB-AP) teve um encontro com o ex-presidente Lula na tarde de terça-feira e tão logo terminou o encontro, ele (Sarney) ligou para Waldez Góes (PDT) dando este recadinho: “O Lula mandou te dizer que te apoia para o governo”.
Eu não duvido nada.
Lembram que em 2010 o Lula apareceu no horário eleitoral do PDT pedindo votos para Waldez então candidato a senador?

Dalva Figueiredo responderá a ação penal por peculato

Do portal do STF

Deputada do AP responderá a ação penal por peculato e dispensa ilegal de licitação

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu denúncia, nesta terça-feira (24), contra a deputada federal Dalva Figueiredo (PT-AP), acusada de contratar empresa sem licitação – deixando de observar o artigo 89 da Lei 8.666/1993 –, e de peculato, por suposto desvio de recursos públicos no valor de R$ 2,4 milhões. Os fatos imputados como delituosos nos autos do Inquérito (INQ) 2671 teriam sido cometidos em 2002, quando a denunciada era governadora do Estado do Amapá.

De acordo com a denúncia, Dalva teria contratado, em outubro de 2002, uma empresa para prestar serviços ao governo na área de planejamento tributário. Sua defesa, contudo, alega que o contrato foi assinado ainda em 2001, pela gestão anterior, para resolver problemas de débitos do estado junto ao INSS, no valor de R$ 250 milhões. Diz que a denunciada apenas cumpriu uma cláusula de êxito que constava desse contrato inicial, prevendo que, em caso de sucesso, deveria ser pago à empresa 2% sobre o valor da causa. Como a dívida junto ao INSS foi reduzida de R$ 250 milhões para R$ 54 milhões, a empresa pediu o pagamento de R$ 3,2 milhões, mas o estado conseguiu renegociar o valor para R$ 2,4 milhões.

A denúncia sustenta, contudo, que a então governadora assinou um contrato novo, com objeto próprio, e que a empresa contratada com inexigibilidade de licitação não apresentava, em seu contrato social, elementos que comprovariam a especialização técnica necessária para sustentar essa inexigibilidade.

O relator do inquérito, ministro Teori Zavascki, disse em seu voto que a alegação de que o contrato em questão se trataria de mero aditivo ao contrato principal não merece prosperar. Segundo ele, pelo que se depreende dos autos, em juízo de recebimento de denúncia, a governadora celebrou um contrato independente, com objeto próprio, deixando de seguir a Lei de Licitações, sem justificativa.

O ministro frisou que não teriam sido apresentados documentos demonstrando a capacidade técnica diferenciada da empresa para a realização do objeto do contrato. De acordo com o ministro Zavascki, pelo que consta da denúncia, o objeto social da empresa estaria aquém do exigido pelo estado.

O relator ainda apontou a existência de indícios de falsificação de documentos da empresa e depoimentos dos sócios revelando que nunca prestaram serviços para o Estado do Amapá. Com esses argumentos, votou pelo recebimento da denúncia, entendimento que foi seguido pelos demais integrantes da Turma presentes à sessão.

Convenções partidárias

O PMDB faz convenção conjunta com o PDT na sexta-feira, durante o dia todo, no ginásio de esportes Santa Inês, na orla de Macapá. Vai homologar o nome de Waldez Góes (PDT) como candidato ao governo e se a decisão de José Sarney de ficar fora do pleito for mesmo pra valer, o PMDB homologa o nome de Gilvan Borges para disputar o Senado.

Também na sexta-feira o PTdoB, PR, PROS, PV, PHS, PSDC e PRB fazem convenção. Será na sede do Trem a partir das 17h. O deputado estadual Bruno Mineiro (PTdoB)  terá homologada sua candidatura ao governo

PSD e DEM também fazem convenção conjunta. Será no sábado, das 7h às 12h, na escola Alexandre Vaz Tavares. Para o governo será homologada a candidatura de Lucas Barreto (PSD) e para o Senado a de Davi Alcolumbre (DEM).

O PSOL faz convenção domingo, na escola Hildemar Maia. E aí que vai sair a decisão de coligar ou não com o PSB. A tendência é coligar.

Não se espantem

Não se espantem se até sexta-feira, quando ocorre a convenção do PMDB, o senador José Sarney mudar de ideia e resolver ser candidato. Poderá alegar que volta atrás atendendo “clamor do partido e do povo”, orientação do PT (da presidente Dilma e do ex-presidente Lula) ou que o Brasil precisa dele.
Afinal, na política tudo é possível e continua valendo aquele ditado que diz que política é igual nuvem: muda a todo segundo.

Nota de esclarecimento do Corpo de Bombeiros

NOTA DE ESCLARECIMENTO CBM/AP

A respeito da postagem de uma escala assinada pelo Coronel BM Dent. Enéas Castro Rosa, Chefe do Centro de Saúde do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP), veiculada ontem, 20, nas redes sociais, na qual determinava seu efetivo a comparecer à convenção do Partido Socialista Brasileiro (PSB):

O Centro de Comunicação Social da Corporação vem a público esclarecer que tal decisão foi tomada de forma isolada pelo oficial que assinou a escala, mas que não reflete as orientações dadas pelo Comando Geral, e, que, nesta segunda-feira, 23, será aberto Procedimento Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos.