Encontro do PT termina em agressão física em Macapá

O encontro de tática eleitoral realizado pelo Partido dos Trabalhadores hoje em Macapá teve de tudo, inclusive agressão física.
Dirigente petista e secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Marcos Roberto, foi agredido fisicamente pelo secretário de formação política do partido, Isaías Carvalho.
Ao blog, Marcos Roberto contou que ao deixar o encontro exatamente para evitar confusão, já que seu filho estava sendo agredido verbalmente pelo militante Heverson Castro, acabou levando um tapa de Isaías Carvalho.
Marcos disse que colocou sua mãe e seu filho no seu carro, com motorista,  e assumiu o volante do carro do filho. Quando estava manobrando para sair, Heverson Castro começou a dar chutes no carro. Ao baixar o vidro, recebeu um tapa de Isaías Carvalho. “Foi um ato covarde”
Marcos Roberto vai pedir a expulsão dos dois do partido.
“Como secretário de segurança, sei que tem muito bandido que não gosta de mim. Mas nunca passei por uma situação dessa e nunca imaginei que isso pudesse acontecer dentro do meu próprio partido”, disse ele.

O Motivo
De acordo com Marcos Roberto, tudo começou quando Heverson Castro queria se manifestar no encontro e Marcos lembrou à mesa que Heverson não poderia fazer uso da palavra porque não é delegado e não está quite com o partido. Heverson então começou a ofender verbalmente Marcos e seu filho.

MANTIDA A ALIANÇA PT/PSB
Mas nem só de agressão foi o encontro de tática eleitoral do partido.
Neste encontro ficou decidida que será mantida a aliança PT/PSB no pleito 2014. O fato do senador João Capiberibe (PSB) ter assinado a CPI da Petrobrás não arranhou a relação entre as duas agremiações. O PT compreendeu que Capiberibe só assinou porque foi uma decisão da executiva nacional do seu partido, o PSB.
Ficou decidido também que o PT não apoiará José Sarney (PMDB). Vai lançar candidato ao Senado. O nome aprovado é o de Dora Nascimento, atual vice-governadora.

Deputado do PT diz que governo do PSB é egocêntrico

Aborrecido por ter seu projeto que cria bolsas de estudos para o ensino superior vetado pelo governador Camilo Capiberibe (PSB), o deputado estadual Zé Luiz, do Partido dos Trabalhadores, está disparando –  sem dó nem piedade – sua metralhadora em direção ao governador .
Na quinta-feira, no Programa Café com Notícia, ele disse:
” Eu ajudei a eleger esse governador. Este ano vou rever o meu erro”
” Eu não posso eleger um governo que é contra a educação”
” Não vou apoiar um governo que está massacrando o povo”
” O governo do PSB é egocêntrico”

A explicação de Nogueira sobre o cotoco

“No último final de semana (sábado, dia 08/03) estive, como nos outros anos, prestigiando o Carnaval de Santana, que hoje é tradição e reúne milhares de pessoas de todo o Estado.

Estava no camarote “Tijuca”, cuja entrada individual custava R$ 60,00 com direito a folia até o horário permitido por Lei, 4h. Às 3:20, portanto 40 minutos antes do final anunciado, fomos comunicados que a festa estava encerrada.

Assim como outras pessoas presentes, manifestei minha indignação para um grupo de amigos, quando fui ofendido com gesto obsceno, sem necessidade, por alguém da organização do camarote ligado à gestão municipal, que misturou a manifestação do cidadão Nogueira com política.

Estava ingerindo bebida alcoólica, como a maioria que ali estava, mas não estava inconsciente, nem embriagado como alguns tentam transmitir, e de pronto devolvi o gesto a mim levantado com o dedo. Outra pessoa, com intuito de politizar um fato que poderia ser cometido por qualquer um na mesma situação, filmou o gesto e jogou em redes sociais.

A comunicação e a tecnologia jogam a favor da sociedade, mas infelizmente, cada vez mais é utilizada para redimensionar fatos como este e denegrir a imagem alheia.

Sou uma pessoa comum, e tenho uma vida como a de qualquer cidadão, com direitos e deveres, mas sei que minha condição política, mesmo sem mandato, dá, a cada passo meu, uma publicidade maior.

É público e notório que o carnaval estilo micareta de Santana foi consolidado em minha primeira gestão como Prefeito, portanto, prezo pela festa como um legado que deixo para o povo.

Mas sou a favor do respeito às Leis e cumprimento do que foi prometido, no caso o horário para o término da festa. É importante que o direito do consumidor seja respeitado. Compramos o direito de ficar até 4h, e assim deveria ter acontecido.

Peço desculpas aos que se sentiram ofendidos com o meu ato. Eu não estava bêbado e nem descontrolado! Estava indignado! E sempre defenderei o que achar de direito, como sempre fiz!

O gesto que fiz, não foi para o povo. Foi uma resposta simbólica contra a corrupção no município de Santana, por terem tirado o Portal da Transparência do ar, por terem mentido para o povo com promessas irrealizáveis…

Por deixarem a cidade abandonada, sem nenhuma perspectiva de melhora; pelo custo absurdo do carnaval em torno de 1 milhão de reais; pela propaganda enganosa, pelo desrespeito aos consumidores; pelo sucateamento da educação municipal que deixei como a melhor do Estado nas séries iniciais e agora, pela primeira vez depois de 8 anos, o ano letivo vai ultrapassar para 2015…

Por tudo de ruim que está acontecendo em nossa cidade pela incompetência, inoperância e desleixo da Prefeitura.

Essa satisfação eu devo às amigas e amigos que me querem bem.
Espero ser compreendido.
Um forte abraço a todos!
Antonio Nogueira

O cotoco petista

Não tolerando mais  receber vaias em eventos públicos, o ex-deputado federal e ex-prefeito de Santana, Antônio Nogueira (PT), decidiu reagir. Semana passada, em evento carnavalesco em Santana, ao ser vaiado Nogueira respondeu dando cotoco para o público.
Como o povo adora vaiar político, imagine se a moda pega.

cotoco(Foto: jornal Diário do Amapá)

Eleições 2014

Representantes do PSOL, PCB, PPS, PV e PRTB reuniram na tarde desta quinta-feira. A conversa foi, segundo eles, bastante produtiva e  ficou praticamente acertado que estes partidos estarão coligados no pleito deste ano.
Vários nomes foram colocados na mesa como pré-candidatos a deputado estadual e a deputado federal, entre eles os psolistas Celisa Melo, Rinaldo Martins, Coronel Miranda, Dorinaldo Malafaia e Madeira; Zezé e Coronel Santos (PV); professora Alzira Nogueira (PCB); Banha (PRTB) e Alan Sales (PPS).
O economista Charles Chelala (PSOL) é o pré-candidato ao governo.
O PCB deve indicar o candidato ao Senado.

Governamentáveis

Lucas Barreto (PSD) vai lançar sua pré-candidatura ao governo em março e com a presença de lideranças nacionais. Mas se o PT vai ou não coligar com o PSD só será decidido mais adiante, de qualquer forma – com ou sem coligação – tem petista dizendo que Lucas Barreto desde jitinho.

Genival Cruz é o pré-candidato do PSTU ao Palácio do Setentrião. Mas como a tendência é o PSTU coligar com o PSOL, se isto acontecer Genival deverá ser candidato a deputado estadual e com chances de se eleger.

O PSOL já decidiu: Charles Chelala é o seu nome para disputar o governo. E deve coligar com o PPS e PSTU.

Waldez Góes (PDT) quer voltar ao Setentrião. Por enquanto ele lidera as pesquisas que partidos vem fazendo para consumo interno. Mas há uma pedra montanha no meio do caminho, que caberá à Justiça removê-la ou deixá-la.

Camilo Capiberibe (PSB) sonha com a reeleição. E corre contra o tempo para diminuir sua alta rejeição. Obras e mais obras estão na  agenda de inaugurações.

Você sabia?

Na inauguração do estádio Zerão, em outubro de 1990, o jornalista Cláudio Humberto – na época secretário de imprensa do presidente da República – recebeu convite para ser candidato ao Senado pelo Amapá.
Educadamente, Cláudio Humberto recusou. Não se sentiria bem disputando um cargo eletivo na terra dos outros.

Adiada

A audiência de instrução e julgamento do ex-governador Waldez Góes, que estava marcada para hoje na 4ª Vara Criminal de Macapá foi adiada para 17 de março.
Um dos motivos foi o não comparecimento de duas testemunhas.

MPE denuncia ex-secretários de Estado da Saúde

 O Ministério Público do Estado do Amapá denunciou os ex-secretários de estado da Saúde, Evandro Costa Gama, Edilson Afonso Mendes Pereira e Lineu da Silva Facundes (os três do atual governo)  por manterem contratos na Secretaria de Estado da Saúde (SESA) sem a prévia licitação, como incursos na conduta descrita no artigo 89, caput, da Lei 8.666/93, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública.
Os empresários, Francisco Odilon Filho, Charles Gomes de Jesus e Diego Soares de Castro, beneficiados com a falta de licitação, também foram denunciados por incidência no parágrafo único, do artigo 89, da Lei 8.666/93.

Eita!

No decorrer desta semana o Ministério Público Estadual deu entrada em ação de improbidade administrativa contra quase todos os deputados estaduais e vários servidores da Assembleia.
Até deputados do PSB – que atualmente estão secretários de Estado – estão no rolo. Só escaparam Furlan, Cristina Almeida e Maria Góes.
Em ano eleitoral, a situação dos atuais deputados é mais desconfortável do que se estivessem sentados em tapetes de agulhas.

Moisés Souza anuncia mudanças administrativas na ALAP

O deputado Moisés Souza (PSC) – que reassumiu a presidência da Assembleia Legislativa há uma semana – anunciou ontem mudanças na estrutura administrativa.
Em café da manhã oferecido aos servidores, Souza informou que a partir de agora  a execução orçamentária e financeira do Legislativo fica a cargo da Corregedoria, ou seja, deputado Michel JK (PSDB).
Paulo Melém é exonerado do cargo de secretário legislativo e assume a Consultoria Geral; o ex-vereador de Santana Carlos Tork é nomeado chefe do Gabinete Civil. Ronaldo de Andrade assume a Secretaria Legislativa; a pasta de Finanças passa a ser ocupada por Orlando Pinheiro, no lugar de Daniele Siqueira, que vai para o setor de Pessoal. No cargo de diretor-geral fica Jeremias Moraes de Oliveira; a advogada Sandra Alcântara assume a presidência das Comissões Permanentes; e o Gabinete Militar volta ser comandado pelo   pelo major PM Arnóbio Flexa.

Ex-governador Waldez Góes no banco dos réus

O ex-governador Waldez Góes (PDT) senta no banco dos réus na véspera do aniversário da cidade, segunda-feira (3), na 4ª Vara Criminal de Macapá.
Waldez é acusado de cometer o crime de peculato. A ação foi movida pelo Ministério Público Estadual que pede a condenação dos ex-governadores Waldez Góes e Pedro Paulo e do ex-secretários de Planejamento Haroldo Vitor Santos, Nélson Américo e Sebastião  Máximo acusados de terem retido valores descontados dos servidores para pagamento de empréstimos feitos sob consignação. Todos os meses os valores eram descontados dos funcionários mas não chegavam aos bancos.
O total  gira em torno de R$ 70 milhões.